Sábado, 19 de Março de 2022

Pai

19 de março de 2018 
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Hoje é dia do Pai...
Não nos encontramos há quase 25 anos
Era 10 de Agosto e o Verão apanhou-me desprevenida
Foi tudo tão rápido que nem percebi que entrara de férias depois de um turno desgastante

Podia deixar-te um poema ....
Penso como serias com os netos que não chegaram a conhecer-te...
E sonho que conversamos... No sonho estás sempre novo...tu foste sempre novo
A Vida nem te deixou envelhecer
Ficou a imagem forte de ti, o homem justo e recto, o homem novo ...
O teu neto tem coisas tuas, às vezes lembra-me a tua irreverência.
Também tenho um neto, tem o nome do teu pai
Ao escrever sorrio e penso que a a vida é feita de elos, para lá deles pouca coisa tem valor
As vaidades ardem numa fogueira todas juntas e delas não restam memórias
São os laços e a genética que se perpetuam no tempo tudo o mais é vaidade.
ACCB





————
Pai, Dizem-me que Ainda Te Chamo
Pai, dizem-me que ainda te chamo, às vezes, durante
o sono - a ausência não te apaga como a bruma
sossega, ao entardecer, o gume das esquinas.
Há nos
meus sonhos um território suspenso de toda a dor,
um país de verão aonde não chegam as guinadas
da morte e todas as conchas da praia trazem pérola. Aí

nos encontramos, para dizermos um ao outro aquilo
que pensámos ter, afinal, a vida toda para dizer; aí te
chamo, quando a luz me cega na lâmina do mar, com
lábios que se movem como serpentes, mas sem nenhum
ruído que envenene as palavras: pai, pai. Contam-me

depois que é deste lado da noite que me ouvem gritar
e que por isso me libertam bruscamente do cativeiro
escuro desse sonho. Não sabem

que o pesadelo é a vida onde já não posso dizer o teu
nome - porque a memória é uma fogueira dentro
das mãos e tu onde estás também não me respondes.

Maria Do Rosário Pedreira, in 'Nenhum Nome Depois'
escrito no papiro por ACCB às 10:13
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