Quarta feira....é o dia de arrumar a casa e, surpreendentemente é o dia de recomeçar a arrumar a casa. Entrega-se o trabalho de uma semana recomeça o trabalho de uma semana... E pelo meio, os livros, os filhos, os escritos, os amigos, a mãe... a mãe e o tempo que foge nela... a falta de tempo.. o tempo... O Tempo é tão jovem e vive tão pouco...
E às vezes é tão antigo e cai dos nossos olhos...
E cai dos nossos joelhos e não temos como o segurar... Foge-nos e inquietantemente marca-nos...
O tempo é.... tão súbito e à quarta feira é mais súbito ainda.
Se eu tivesse um mecanismo qualquer onde o pudesse travar...suspender quando me desse jeito e olhá-lo nos olhos...perguntar-lhe pelo futuro, pelos livros que ainda não li e quero ler... pelo tempo que quero ter... e não tenho...
E falar-lhe do passado, torná-lo vivo... e tocar as mãos dos que já partiram... ouvir-lhes as vozes em 3 dimensões e não só na dimensão da memória...
O tempo é tão súbito à quarta feira e precipita-se a semana inteira..............