Apetecia-me entrar num museu,... assim,... de noite, sem som nos passos.
Descobrir as mentiras nos olhos fechados mas abertos por debaixo das pálpebras, as tramas nos lábios e, o assobio de respirar profundo ou em apneia em forma de calúnia sussurrada.
Talvez cortar-lhes o indicador até ao metatarso e, quem sabe, tirar-lhes todos os degraus das escadas em queda,... como se de noite todos os gatos não fossem pardos e os candeeiros das ruas fossem apenas o reflexo de um farol apressado nas horas.
Entrar num museu e descobrir por detrás dos silêncios as estórias tristes de cada um.
Descerrar-lhes as próprias lápides e acordá-los subitamente sob sons de mil cristais em queda aparatosa num chão de granito.
Como se faz acontecer um pesadelo em que se apaga alguém?
ACCB
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