Não tinha nada. Nada a não ser o por do sol a desfalecer nos olhos, a dar-lhe a ilusão dos sonhos que não tinham passado disso.
Na inquieta posição do sonhador que procura nas palavras a verdade que nunca viu de frente, tremem-lhe os dedos entre os cigarros que sufocam o cinzeiro até à exaustão.
Cruza e descruza as palavras mas elas não lhe obedecem.
Há um cansaço antigo que o inunda, uma angustia funda que lhe pesa nas pálpebras.
Não é da maré a morrer na Foz, nem do dia a cair para lá do horizonte, ali mesmo na linha entre a vida e a morte.
É o regressar às palavras que se fecharam, aos sonhos que não viveu, aos cigarros que finge fumar, ao cruzar e descruzar das pernas das letras que não se entendem, das palavras que nunca foram ditas...
E há o rumor das vozes que o espreitam como dedos fundos que lhe entram no peito....
É a saudade, diz uma velha...
Vem ver o mar, diz uma mulher...
E adormece enovelado na noite.
ACCB
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