"Hoje tens o gosto da chuva,
dos ventos e
da tempestade"

Não dizes nada.
Chegas com os cabelos despentados pela chuva
porque esqueceste no carro o chapéu que te ofereci
Também deixaste a gabardina esquecida
Vens à intempérie
de saudade aberta nos olhos
Trazes a zanga da ausência
Mimos de nada que te não disse
Não me falas e olhas-me com a censura pendurada nas mãos
tens nos lábios cansaços e lágrimas que não choras
Não sei onde te perdeste
se na chuva ou na maré alta que bate na muralha
pareces um fantasma de tempos em que o Inverno
se pendurava nas pontas dos raios de sol
Não há nada alegre em ti
A mágoa tomou conta do teu sorriso
Sei que há palavras por dizer
talvez memórias para contar
Quem sabe lágrimas para partilhar
mas silencias a alma e guardas no bolso o ontem e o amanhã
sais e levas o hoje contigo.
Ainda me olhas quando desces a rua e eu penso:
- Dizes-me ou calas?
ACCB
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