Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008

Desafio de 8 de Julho para 8 de Agosto

Decidi subir o desafio de 8 de Julho para 8 de Agosto.

Acho que há por aí muita gente com muita carta de  (des)Amor por escrever. E depois,... estamos no Verão.

Quem ainda quiser deixar o seu escrito, fica à vontade.

E quem quiser ler os maravilhosos contributos dados a este desafio, que se delicie....

 

 

 

"Todas as cartas de amor são ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas. Também escrevi em meu tempo cartas de amor. Como as outras, ridículas..."

-
- Fernando Pessoa

____________

Anda agora aí uma febre de publicar cartas de amor de pessoas célebres. Esta semana na TABU vinha uma carta do Eça a Emília de Rezende, escrita 4 meses antes do casamento que durou 14 anos.

Não que algum de nós esteja para casar........., ou está?!..

Não que algum de nós seja famoso....

Mas...porque não aceitar o desafio?!

 

Desafio-vos a escreverem uma carta de "desamor" .

Alguém ainda sabe escrever cartas de "desamor"? E de amor?

As cartas de "desamor" serão cartas de amor?!

_

Deixo o meu modesto contributo:

 

 

Meu Querido Amor

 

Já vai tempo que te chamava assim e tu sentias que o Mundo desaparecia à tua volta.

Nunca soube se era o teu coração que se sobressaltava ao ler estas palavras, se era o teu olhar que ficava suspenso de uma ternura que não julgavas possível, nem tua.

Há muito que quis escrever-te uma carta. Mas faltava-lhe a alma, a ela e, a mim também. As cartas têm alma. Como nós ...Sabias?

Quis escrever-te uma carta, ..uma carta que te falasse deste meu teimar em não esquecer, deste meu permanecer sem dares por isso, desse teu desatinado  modo de sentir-te...de sentir-nos.

Mas já não sei escrever cartas de amor e sem alma ninguém ama , nem escreve...

Perdi o dom de ser ridícula e de te oferecer sem rede e sem disfarces tudo o que sinto..

Perdi o dom de escrever cartas de amor

Agora se escrevo alguma coisa, ( para ti )  fala de assuntos sérios e do interesse geral.. de nós já ninguém fala.. nós não existimos....

Já não é urgente o Amor

Já as palavras não são cristais

Já nem sequer são punhais...

Já nada há de ridiculo nas cartas que te escrevo .

As cartas de amor perderam-se .... ou fomos nós que esquecemos o caminho?

-

ACCB

 

 

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escrito no papiro por ACCB às 23:20
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144 escribas:
De Júlia a 28 de Julho de 2008

Os homens escrevem cartas de amor, ridiculas. As mulheres dão PROVAS DE AMOR, ridículas.

LOL




De ACCB a 29 de Julho de 2008
Concluindo:
Somos todos ridiculos e, tendo em conta o tema todos, mais tarde ou mais cedo acabamos por amar.
De Fernando Tavares a 28 de Julho de 2008
Fizeste-me chorar...

Se tivesse um único pensamento, seria fácil dissecá-lo, mas são tantos!...

Talvez isso me impeça de colocar as palavras nos lugares certos. Então, numa procura desassossegada, agarro em mim e dou um abanão ao inconsciente, impondo a vontade do espírito.

Deambulo por aí, numa ansiedade constante de querer segurar algo que me deixe concretizar as ideias. Neste terreno escorregadio e de vazio de corações, penetro mar dentro, inundando a alma de ondas brancas. Ao lado, as rochas fortes amparam a fúria das marés, e eu tento abraçar a liberdade dos homens livres da vaidade, hipocrisia e poder, transporto o espírito para fora dessas realidades do dia-a-dia.

O toque da natureza, com os olhos avaros e alma sequiosa, dá forma ao mundo, colorindo-o de toques de todas as cores e odores do Verão. É nele que desenho as pétalas dos meus pensamentos e pinto as belezas que, lá fora, ninguém quer ver. Um testemunho das maravilhas da terra implanta-se no Eu e transparece no papel. Não necessito de mais nada, queira Deus obsequiar-me – como até aqui – com dádivas divinas. De espírito leve, alimentado pelo Amor e pela Esperança, continuo a caminhar por entre canteiros de Paz floridos.

Absorvido pelo Belo, afasto a tentação de estar magoado com os desesperos e tristezas normais do ser humano.

Um beijo
Fernando
De ACCB a 30 de Julho de 2008
Não era intenção minha.
Fernando... ainda estás muito apaixonado. És uma alma apaixonada.
De rodolfoN a 28 de Julho de 2008
Para ti, quien eres?
No lo sé , o quiza sabiéndolo lo oculte, pero lo que es imposible ocultar es este amor...
Yo conocí la luna de tu mano, y volé con tu voz con rumbo al sol.
Supe de la existencia de los viento porque traían el perfume que hay en vos.
Cómo no poder escribirte una carta de amor, si de sólo pensarte mis manos dibujan con grafito los signos que tu entiendes tanto a o mas que yo...
En tu tiempo mi tiempo es todo tuyo...
Tal vez tu también pienses como yo...
De ACCB a 30 de Julho de 2008
En tu tiempo mi tiempo es todo tuyo...
Tal vez tu también pienses como yo...


Linda Rodolfo
Com a sonoridade do espanhol fica ainda mais bonita.
De francisco castelo branco a 28 de Julho de 2008
Sou da geração em que as cartas de amor não fazem sentido.

É mais sms ou mesmo atirar prá frente.

Em tempos escrevi uma carta de amor á minha namorada e ela guardou-a com todo o sentimento.
Disse.me que eu tinha sido a primeira pessoa a escrever uma carta.

Mas esses pequenos gestos são cada vez menso importante.

Ainda há um ano dei uma rosa a uma rapariga de quem gostava e ela pouco ligou.
Fiquei triste......

As cartas de amor, as rosas, os perfumes nos dias mais importantes são gestos cada vez menos apreciados.
É pena porque se perde o romantismo de que uma relação tem que ter.....

Tivesse eu nascido no tempo de Eça e as coisas talvez fossem diferentes lol

mas ainda não perdi a esperança....
De Júlia a 28 de Julho de 2008
Por amor de Deus, Francisco, não precisava ser do tempo de Eça. Eu tenho 50 anos e recebi graças a Deus, muitas cartas de amor.

Compete a cada um de vós alimentar o romantismo, porque ele é de cada um e para quem o mereça. Se alguém não se tocou com o gesto, é porque não o mereceu .-)

beijinho

ps- mas olhe que os sms tb são linhas de cartas de amor,tb valem ;-)

De Pravda a 28 de Julho de 2008
Na minha humilde opinião, não são as cartas, as rosas, as "prendinhas" que contam... è a carga sentimental que transportam esses gestos. Assim, quem despreza uma coisa dessas, não é digno delas, mas, sobretudo, não é digno do sentimento que fez nascer esse gesto.

E, o grande mal da sociedade (sim, nós vivemos numa sociedade - um conjunto de sócios, com negócios e interesses em comum; mas não vivemos numa civilização, porque isso já prossupõe valores, comunhão de principios, etc. - coisas sofisticadas de mais para quem "existe" em vez de "viver"), o grande mal da sociedade, dizia eu, é que é demasiado "formalmente socialmente" e muito pouco "humanamente personificada".

Pergunto-me: hoje, alguém dá alguma coisa!? Ou será que oferece (cede voluntariamente, mas com intenção escondida)!?
De ACCB a 29 de Julho de 2008
Em tempos escrevi uma carta de amor á minha namorada e ela guardou-a com todo o sentimento.
Disse.me que eu tinha sido a primeira pessoa a escrever uma carta.


Então és do tempo em que as cartas de amor ainda fazem sentido.
Pois é Francisco, o amor faz sempre sentido.
De ACCB a 30 de Julho de 2008
"Em tempos escrevi uma carta de amor á minha namorada e ela guardou-a com todo o sentimento.
Disse.me que eu tinha sido a primeira pessoa a escrever uma carta."

O que significa que gostou.
És do tempo em que é tempo de ir onde nos leva o coração.
Se és romantico sê romantico...
Um homem romantico e autêntico é uma raridade...
E sms também é escrito de amor...

Escreve Francisco
Escreve uma carta de amor.
De Aran a 28 de Julho de 2008
Mhmmm... cartas de amor e/ou desamor...
São cartas sempre escritas com alma, fala-nos da alma.... e contam segredos... quer sejam ridiculas, loucas, apaixonadas, enfim...
Mas existe uma carta maior... a carta da alma, uma carta de todos os dias, numa escrita interminável... preciosa... ;)

Um magnifica carta, o teu contributo!

Beijitos amiga...

PS: Curiosamente... já escrevi sim... do meu jeito...

De ACCB a 30 de Julho de 2008
Escreve uma Aran. Tu também escreves com aa alma.
De Pravda a 28 de Julho de 2008
Por acaso gostava de escrever uma carta de Amor.
Não o vou fazer por uma motivo simples: ando chato que se farta.
Em vez disso vou colocar aqui uma carta que foi enviada ao S. Valentim.

(espero que algumas pessoas não leiam isto!)

Meu caro S. Valentim:

Estranharás, certamente, estar a escrever-te num dia em que tanto se fala de um certo S. Valentim, informe e misterioso, patrono (imagina só!) dos namorados.

Bem vês que não celebram o teu dia, aproveitam-se dele! - coisa da gentalha dos negócios -, por uns cobres, vendem a alma e o resto se for necessário! Estão a usar a tua “boa imagem” sem pagar direitos – chamam a isso marketing, sabias?!

Escrevo-te para pedir uns favorezitos:

1 - Manda-me uma foto tua, por favor! É que, aborrece-me, solenemente, ver sempre a figura de Cupido (um gaiato pagão, despido e de figura obesa), com o teu nome por baixo. Qualquer dia acusam-te de pedofilia (está na moda!).


2 – Arranja aí, no Céu, uma despensazita para vir cá puxar as orelhas a esta malandragem.

Sabes?! Eles já não namoram, “andam”! Não amam, “curtem”! Não se olham nos olhos, com aquela cumplicidade do meu tempo; mandam um SMS, um e-mail… ou, quando muito, telefonam. Já nem te falo daqueles que se deleitam, com os olhos cravados no monitor do PC, a “teclar” no “chat” – é o amor virtual. Usam um palavreado horrendo, monstruoso e obsceno (na forma e no conteúdo), servem-se de um “nick name” em vez da expressão radiante e sonora do nome da pessoa amada. Afinal em que ficamos: namoram ou andam? É que, quando chega o teu dia, todos se dizem namorados!
Acreditas que, ainda criancinhas, de uns doze anos, já dizem que “andam”?!
Olha! Ás vezes, até chateia ver a sua postura arrogante: em vez daquela cumplicidade característica da intimidade dos namorados, que os leva a procurar um lugar mais reservado, preferem colocar-se em lugar bem vistoso a “dar espectáculo”. Explica-lhes que eles não têm necessidade de provar nada, a ninguém!

3 – Passa aqui, pela minha escola, que eu mostro-te algumas coisas importantes:

- Há mais corações de cartolina do que humanidade e bondade nos corações das pessoas;

- Há uns cartazes com “casais-exemplo”: Diana e Carlos (de Inglaterra) – tu és prova do amor deles!; Sansão e Dalila – vês como acabou a história?!... Nem te conto mais!!!

- O teu nome está em todo o lugar: Valentim, Valentin, Valentine… parece a campanha eleitoral!
Bem! Não fiques vaidoso! … se pensas que és importante, permite-me a franqueza: o “dia das bruxas” tem mais votos do que tu, tal como o Pai Natal ganha aos pontos o Menino Jesus, e o Carnaval vence à Páscoa.

- Até aqui há quem ouse ganhar uns tostões com o teu dia: postais, flores… vende-se de tudo, com a tua ajuda.

4 – Finalmente, deixa-me prevenir-te: se vieres à terra, prepara-te! Olha que ficas outra vez sem a cabeça!
De um lado está um Ocidente cada vez mais ateu, palerma e absurdo, onde toda a gente acha que pode fazer tudo: ainda não perceberam a ligação entre o exercício da liberdade e dever do respeito para com as outras culturas; do outro lado, um mundo Islâmico, cioso de uma cultura verdadeiramente assente no povo, e que o meu ocidente não entende.
Eu, por acaso, tive uma namorada egípcia, lembras-te?!
Chamava-se Shamillah Zomorik, estás recordado?!
Aprendi, com ela, a respeitar e admirar o povo islâmico, e nunca esquecerei expressões como esta: “O amor é um sentimento de Deus. Quando nos apaixonamos podemos imaginar a perfeição! É por isso que vemos melhor o lado bom das coisas e valorizamos tanto a pessoa que amamos!”

Sabes?! Aqui, são poucos que, sendo católicos como eu, aceitam a abnegação e a vivência cultural dos islâmicos: acham-se superiores, “mais bem formados”… E… Vê lá! … Nem estabelecem a diferença entre casal e par!

Cuida-te, S. Valentim! Um dia destes ainda és substituído por um símbolo pagão qualquer!...



P.S. Estão por aí tantas quadras, que me apetece deixar-te esta:

Fingindo um amor escondido,
Brincam aos namorados na escola.
Saca a flecha ao Cupido,
E dá-lhes com ela na tola.
De ACCB a 29 de Julho de 2008
ando chato que se farta.


Deixe-se de desculpas!!
De ACCB a 30 de Julho de 2008
AH! E gostei da carta que não é sua ...ou é?
De £oµ¢o Ðe £Î§ßoa a 28 de Julho de 2008
Cartas de amor... a maior parte são escritas com vontade que nos fossem dirigidas, por isso eu recuso contar os meus degredos.
E... quem iria ligar a um louco?


Deixo-te um sorriso!

De ACCB a 29 de Julho de 2008
EU!

Escreve lá os teus degredos.
De henrique doria a 28 de Julho de 2008
É muito difícil para mim escrever cartas de amor para o público. Há no amor algo de misterioso e sagrado que recuo como Moisés diante da sarça ardente. Só que a sarça arde DENTRO de nós.
O que disse é o que posso dizer em pensamento publicado.Conversando consigo, por exemplo através do correio electrónico, poderei dizer-lhe mais.
Já agora envie-me um mail sobre o que pensa disso.
Ah, esquecia-me das cartas de amor do Pessoa: eram demasiado infantis para serem de amor. Não creio que alguma vez ele tivesse amado. Era excessivamente cerebral para isso. A Ofeliazinha foi uma brincadeira de criança, vinda de quem pensava que para amar era necessário ser-se criança. E Pessoa FINGIU ser criança, e nesse fingimento FINGIU amar.
De Ni*... a 29 de Julho de 2008
Eis alguém que 'sabe' Pessoa... e a sua nostalgia da infância perdida...

«A Ofeliazinha foi uma brincadeira de criança, vinda de quem pensava que para amar era necessário ser-se criança. E Pessoa FINGIU ser criança, e nesse fingimento FINGIU amar.»


Excelente comentário!

(Nota: no entanto, não deixo de sorrir ao (re)ler as Cartas de Amor de Pessoa a Ophélia... a quem chamava, tantas vezes, Ni... Nininha...
Um Pormenor... eu sei. Ou um 'pormaior', quando ao ler Pessoa revisito o tempo em que também eu era feliz.)
De ACCB a 30 de Julho de 2008
Terá sido????

O poeta é um fingidor.....
De Ni*... a 30 de Julho de 2008
O 'fingimento' em Pessoa... é... especial.

Este ano 'os meus meninos', inicialmente desconfiados, acabaram por se render à genialidade... e amaram Fernando Pessoa (estudámo-lo juntos... quase 4 meses e meio. Foi ....uma experiência única.).

Confia na opinião do ilustre Henrique Dória.

E acredita em mim... não ilustre, mas amante desta Pessoa que É Pessoa!
De Júlia a 30 de Julho de 2008

Não concordo absolutamente contigo, Henrique,essa visão é minimalista e tu sabes, Henrique :-) mas entendo que numa caixa de comentárias a gente sempre reduz o pensamento, pelo que nos é mais fácil dizer.

Essa análise da Ofélia boneca que ele sentava no colo e chama de bebé, etc, já era. já lhe foram acrescentado dados pelos depoimentos da visada, como d estarás cansado de saber. Portanto, deixa de ser preguiçoso :-)

Acrescenta que Fernando, apesar de parecer pouco viril na linguagem e ter aflorado existir nele uma homossexualidade latente e não assumida, foi capaz autor de arrebatadores e sensuais beijos à sua Ofelinha, ok?




De Ophélia a 11 de Agosto de 2008
Deixo aqui uma das muitas cartas de amor, escritas por Fernando Pessoa à tal senhora de nome Ophélia Queiroz, no ano de 1920.


Meu amorzinho, meu Bébé querido:
São cerca de 4 horas da madrugada e acabo, apezar de ter todo o corpo dorido e a pedir repouso, de desistir definitivamente de dormir. Ha trez noites que isto me acontece, mas a noite de hoje, então, foi das mais horriveis que tenho passado em minha vida. Felizmente para ti, amorzinho, não podes imaginar. /…/
/…/ Vês, meu Bébé adorado, qual o estado de espirito em que tenho vivido estes dias, estes dois ultimos dias sobretudo? E não imaginas as saudades doidas, as saudades constantes que de ti tenho tido. Cada vez a tua ausencia, ainda que seja só de um dia para o outro, me abate; quanto mais hão havia eu de sentir o não te ver, meu amor, ha quasi três dias!
Diz-me uma cousa, amorzinho: Porque é que te mostras tão abatida e tão profundamente triste na tua segunda carta - a que mandaste hontem pelo Osorio? Comprehendo que estivesses tambem com saudades; mas tu mostras-te de um nervosismo, de uma tristeza, de um abatimento tães, que me doeu immenso ler a tua cartinha e ver o que soffrias. O que te aconteceu, amôr, além de estarmos separados? Houve qualquer cousa peor que te acontecesse? Porque fallas num tom tão desesperado do meu amor, como que duvidando d’elle, quando não tens para isso razão nenhuma? /…/
/…/ Ai, meu amor, meu Bébé, minha bonequinha, quem te tivesse aqui! Muitos, muitos, muitos, muitos, muitos beijos do teu, sempre teu

Fernando

E acredito que era maor mesmo.
De Ophélia a 11 de Agosto de 2008
Amor mesmo.
De ACCB a 11 de Setembro de 2008
Henrique não escreva para o publico escreva para o blog e para alguém que lhe faça pensar em amor ou, neste caso, desamor.
De Veneno a 29 de Julho de 2008
Tonto
Como eu queria ter-te agora aqui. Como eu gostaria de olhar o teu rosto cansado dos dias e abraçar-te no meu sossego de esperas e cansaços.
Mas tu não sabes amar. Nunca soubeste o que era amar. A culpa é dessa mãe horrenda que tiveste e nunca te deu colo, carinho, ternura, beijos na testa em febre ou suada.
A culpa é do desamor que te ofereceram toda a vida.
Ou a culpa é tua que tens medo do amor?
Tonto
Procuras quem te ame.
Mas nunca amas ninguém Não vais encontrar o amor.
Tonto Tonto Tonto
Envenenaste-me a alma.... e eu hei-de envenenar-te a vida.

De ACCB a 30 de Julho de 2008
Ai Veneno Veneno...serás tu escoprião.
Gostei da tua carta.
E gostei da alusão irónica á mâezinha dele....
Sabes que eu acho que os homens que não conseguem amar mesmo uma mulher, têm os problemas mal resolvidos com as mãezinhas deles?!...
Tornam-se uns figurões e saltam de mulher em mulher julgam do que assim castigam a ma~e pelo amor que não lhes deu..........teses, teorias...conversa!

Deixa-me cá amar o meu filho como deve ser antes que ele se torne um figurão.... LOL!
De Ni*... a 29 de Julho de 2008
Cleo...

Confesso, perdi a garra que trazia para escrever aqui uma Carta de Desamor. Depois de ler os comentários... apercebo-me que muitos amigos enveredaram pela Carta de Amor... e fizeram bem, creio. Afinal... a harmonia é melhor do que um violino desafinado.

...
Mas já me conheces um pouco. Até já leste coisas escritas por mim que mais ninguém leu. Algumas tão intensas que tenho até dificuldade em defini-las... Amor ou Desamor?
...

Há por aqui gente bonita a escrever...

Há mesmo...
De ACCB a 29 de Julho de 2008
Desculpas. Alguém que escreve como tu perde a garra? Vá la´...
De Ni*... a 30 de Julho de 2008
Não, não são desculpas.
...

E se escrevesse seria algo muito... cortante.

Continuo a achar que devem ser as pessoas bonitas a escrever coisas bonitas sobre como o amor é bonito e tal... e os passarinhos... e os ninhos... e o sol e a lua... etc... etc...

Até porque... uma Carta de Desamor... é, provavelmente, uma fortíssima carta de amor... daquelas que nos secam a garganta.... pelas palavras ditas 'do avesso'.

...

Mas que sei eu?!

Apenas que estou cansada e que até a escrita deixa de fazer sentido.

...

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