Sexta-feira, 23 de Julho de 2021

Lembrete

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A única palavra da língua portuguesa que forma o plural no meio é quaisquer.
Por favor não esquecer !!!!

escrito no papiro por ACCB às 12:23
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Quarta-feira, 21 de Julho de 2021

A CRP Existe

 
 
 
Só para que conste e não se olvide
 
Artigo 41.º CRP
 
(Liberdade de consciência, de religião e de culto)
 
A liberdade de consciência, de religião e de culto é inviolável.
Ninguém pode ser perseguido, privado de direitos ou isento de obrigações ou deveres cívicos por causa das suas convicções ou prática religiosa.
Ninguém pode ser perguntado por qualquer autoridade acerca das suas convicções ou prática religiosa, salvo para recolha de dados estatísticos não individualmente identificáveis, nem ser prejudicado por se recusar a responder.
As igrejas e outras comunidades religiosas estão separadas do Estado e são livres na sua organização e no exercício das suas funções e do culto.
É garantida a liberdade de ensino de qualquer religião praticado no âmbito da respectiva confissão, bem como a utilização de meios de comunicação social próprios para o prosseguimento das suas actividades.
É garantido o direito à objecção de consciência, nos termos da lei.

_____________
escrito no papiro por ACCB às 23:35
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Amigos

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Dizem que hoje é o dia do Amigo
Amigo, Amiga....
 
Gente boa, paciente, que nos ouve nas horas enroladas, de mau feitio, que ouvimos só porque é melhor que se fale, tudo até ao fim, ...que nada se cale....
 
Em quem nos revêmos, para quem arranjamos forças que não arranjamos para nós,...em quem arranjamos as forças que nos faltam...a quem defendemos com unhas e dentes mesmo que fiquemos mal vistos ..não importa! Ela ou ele fariam o mesmo por nós.
Seremos muralhas, seremos batalhas faça lua ou faça sol
 
Amigo ou amiga aquela pessoa que podemos passar meses sem ver mas está lá sempre....sempre.
 
A quem nunca dizemos: "não posso" e só dizemos "não", porque somos amigos.
Com que passeamos aos lugares mais inimagináveis e nos percebe sem falarmos
Faz uma festa quando chegamos a casa e sente o coração quebrado quando saímos só uma hora ...
Para os meus e para as minhas fica o registo...
Um breve pensamento
Que a nossa amizade seja eterna enquanto vivermos e pela eternidade de cada um de nós.
 
ACCB
escrito no papiro por ACCB às 23:32
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Principios Fundamentais

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"Que princípio social se pode erigir em fundamental? Todos e nenhum, conforme a habilidade do argumentador. Há períodos de ordem que o são de estagnação, como a longa vida morta de Bizâncio. Há-os que são «de actividade intelectual, como os da Antiga Monarquia francesa. Há períodos de desordem que são a ruína intelectual dos países em que se dão, como o Império Romano em declínio, ou a época da Revolução Francesa, propriamente dita. Há períodos de desordem fecundos em produção intelectual, como o da Renascença nas repúblicas italianas, como o que abrange o tempo de Isabel e de Cromwell em Inglaterra."

Fernando Pessoa, de “Páginas Íntimas e de Auto-Interpretação”. Fernando Pessoa. (Textos estabelecidos e prefaciados por Georg Rudolf Lind e Jacinto do Prado Coelho.) Lisboa: Ática, 1966. – 74

escrito no papiro por ACCB às 11:58
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Terça-feira, 20 de Julho de 2021

Se alguns Autos tivessem Imagem....

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Às vezes apetece juntar imagens a certos processos.........

 

escrito no papiro por ACCB às 23:08
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NI

 

 

O QUE EU VOU GOSTAR DE VOLTAR AQUI

 

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escrito no papiro por ACCB às 21:08
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Segunda-feira, 19 de Julho de 2021

...

MÚSICA PELA TARDE

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escrito no papiro por ACCB às 15:16
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Como funciona o Mundo Corporativo...


'Todos os dias, uma formiga chegava cedinho ao escritório
cid:6BF23707A2D94F24ABCE38C741707D78@marbormq.com.br
e pegava duro no trabalho
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A formiga era produtiva e feliz.
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O gerente besouro cid:A28769D60DA1463BA89C9422601F4E55@marbormq.com.brestranhou a formiga trabalhar sem supervisão.


Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada.

E colocou uma barata, cid:EECFC184DD444FA7A49E42DB7894CDF4@marbormq.com.brque preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.


A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga.

Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também

uma aranha cid:7D9ABFCD99414F66B680F1259DD9B57E@marbormq.com.brpara organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas.

O besouro ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões.
A barata, então, contratou uma mosca,
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e comprou um computador com impressora colorida. Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela
movimentação cid:ECAE41C5792E4D91AFA8FD0B2B42CB25@marbormq.com.brde papéis e reuniões!

O besouro concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava.

O cargo foi dado a uma cigarra, cid:8190568485C541DC879F4BE1F2AC13CD@marbormq.com.brque mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial..

A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de
uma assistente a pulga cid:5F2E8264005B47BCB4AE30A0A1A30A5C@marbormq.com.br(sua assistente na empresa anterior)

para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada. cid:F8269A1AF8874226B211C486187B51EC@marbormq.com.br

A cigarra, então, convenceu o gerente marimbondo, que era preciso fazer um estudo de clima.

Mas, o besouro, ao rever as cifras, se deu conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia

como antes e contratou a coruja, cid:58F4F3991E134092B2CC7AACC722BBF4@marbormq.com.bruma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação. A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes que concluía : Há muita gente nesta empresa!!

E adivinha quem o besouro mandou demitir?

A formiga, claro. Porque ela andava muito desmotivada e aborrecida. '

 

________________________
 

escrito no papiro por ACCB às 07:52
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Domingo, 18 de Julho de 2021

A Destruição do País

Em 2018 era assim em Monchique Voltou a ser
Pela pena da Juíza Desembargadora Maria De Deus Simão em 2018
Desta vez ardeu a parte que  restou....
 
A DESTRUIÇÃO DO PAíS - MONCHIQUE
 

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( Foto - LUSA)

escrito no papiro por ACCB às 10:10
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Regressos

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Um dia passamos uma porta e sentimos que começa ali qualquer coisa que queriamos havia muito.

Nem sequer nos passa pela cabeça voltar, seja de que maneira for, depois de ultrapassados os primeiros passos que não são fáceis.

Regressamos outro dia e parece que foi ontem.

 

ACCB

escrito no papiro por ACCB às 08:08
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Sábado, 17 de Julho de 2021

as palavras são.......

"Há palavras que têm de sair do código
Destronar caminhos de luxo arrogantes
Desmontar de vez o circo do poder apócrifo"

José Luís Outono

 

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escrito no papiro por ACCB às 23:55
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Alcácer que vier

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escrito no papiro por ACCB às 01:38
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Sexta-feira, 16 de Julho de 2021

Silogismos

 

 

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Um silogismo é um termo filosófico com o qual Aristóteles designou a argumentação lógica perfeita,

constituída de três proposições declarativas

que se conectam de tal modo que a partir das duas primeiras, chamadas premissas,

é possível deduzir uma conclusão.

escrito no papiro por ACCB às 17:53
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Deixa cá ver 

"Deixa me cá ver o que é que ela escreve tanto todo o dia......" 

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escrito no papiro por ACCB às 12:03
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É assim a simplicidade das almas puras

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É assim a simplicidade das almas puras

Pede-se a uma criança. Desenhe uma flor! Dá-se-lhe papel e lápis. A criança vai sentar-se no outro canto da sala onde não há mais ninguém.
Passado algum tempo o papel está cheio de linhas. Umas numa direcção, outras noutras; umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais custosas. A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase que não resistiu.
Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era demais.
Depois a criança vem mostrar essas linhas às pessoas: Uma flor!
As pessoas não acham parecidas estas linhas com as de uma flor!
Contudo, a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração para a cabeça, à procura das linhas com que se faz uma flor, e a criança pôs no papel algumas dessas linhas, ou todas. Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas são aquelas as linhas com que Deus faz uma flor!

Almada Negreiros – “A Flor”

 

escrito no papiro por ACCB às 11:52
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il mare negli occhi

 

62260939_2233805603321858_8093877113536380928_n.jpFotografia © Paul Apal’kin

 

© ADELINA BARRADAS DE OLIVEIRA (versão original e tradução para italiano)

Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma
E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
Da praia onde foram felizes
.
Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os Homens...
Há mulheres que são maré em noites de tardes
e calma

(02-07-2009, in blogue CLEOPATRA MOON )

*
Ci sono donne che hanno il mare negli occhi
Non per il colore
Ma per la vastità dell’anima
E portano la poesia tra le dita e nei sorrisi
Rimangono al di là del tempo
Come se mai la marea le portasse via
Dalla spiaggia dove furono felici
.
Ci sono donne che hanno il mare negli occhi
Per la grandezza, per l’immensità dell’anima
Per il modo infinito di abbracciare le cose e gli uomini…
Ci sono donne che sono la marea nelle sere calme…

(através de Bettina Baldassari)

*
A versão traduzida circula por Itália atribuída a uma editora que Bettina Baldassari, artista plástica e poetisa, afirma ser credível.

_______________________________________
*

escrito no papiro por ACCB às 00:34
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Quinta-feira, 15 de Julho de 2021

Faz muita falta ...

 

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Uma chávena antes de terminar isto
outra depois de terminar ...
Outra antes do jantar ...
Hoje beber depois e durante o serão

Faz muita falta ...

ACCB

 

escrito no papiro por ACCB às 20:25
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Terça-feira, 13 de Julho de 2021

Se o Poema.....

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Se o poema não serve para dar o nome às coisas
outro nome e ao seu silêncio outro silêncio,
se não serve para abrir o dia
em duas metades como dois dias resplandecentes
e para dizer o que cada um quer e precisa
ou o que a si mesmo nunca disse.

Se o poema não serve para que o amigo ou a amiga
entrem nele como numa ampla esplanada
e se sentem a conversar longamente com um copo de vinho na mão
sobre as raízes do tempo ou o sabor da coragem
ou como tarda a chegar o tempo frio.

Se o poema não serve para tirar o sono a um canalha
ou a ajudar a dormir um inocente
se é inútil para o desejo e o assombro,
para a memória e para o esquecimento.

Se o poema não serve para tornar quem o lê
num fanático
que o poeta então se cale.

António Ramos Rosa
( 23 Setembro 2013 )

escrito no papiro por ACCB às 11:54
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Segunda-feira, 12 de Julho de 2021

Despir os dias

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Hend Al Falafly

______

 Dispo o dia como quem despe o cansaço
 Há uma lentidão cadenciada no deixar para trás o que me pesou

 Como se quisesse que não se repetissem os gestos, as preocupações....
 Afinal o Verão está à porta,... não se justifica...
 

Ainda me faltam algumas horas vezes alguns dias
As noites são tão curtas que nunca acabo de despir os dias...
Até o gesto do pulso é inacabado e dorido

Como as agendas e as obrigações...

Falta o dia em que dispo os dias  lentamente como uma devoção
Porque as noites não têm horas para acordar
E o gesto do pulso pode descer até ao sono....

ACCB

 

escrito no papiro por ACCB às 02:24
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as ondas

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E então, que quereis?
Vladimir Maiakovski

Fiz ranger as folhas de jornal
abrindo-lhes as pálpebras piscantes.
E logo
de cada fronteira distante
subiu um cheiro de pólvora
perseguindo-me até em casa.
Nestes últimos vinte anos
nada de novo há
no rugir das tempestades.
Não estamos alegres,
é certo,
mas também por que razão
haveríamos de ficar tristes?
O mar da história é agitado.
As ameaças
e as guerras
havemos de atravessá-las,
rompê-las ao meio,
cortando-as
como uma quilha corta
as ondas.

escrito no papiro por ACCB às 01:42
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Sábado, 10 de Julho de 2021

Poética

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Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao sr. diretor.
Estou farto do lirismo que para e vai averiguar no dicionário
o cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja
fora de si mesmo
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante
exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes
maneiras de agradar às mulheres, etc
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare

— Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.

Manuel Bandeira

escrito no papiro por ACCB às 20:24
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A Júlia que começou por ser Júlio

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(A Júlia, foi o nome que lhe demos quando descobrimos que afinal era uma Ela, , resistiu, sobreviveu... está em Liberdade há quase um ano, ao fim de dois meses de plumas penas... assobios, comida ao bico e muito carinho. Vôos nocturnos e diurnos, numa casa com cão e gato. Correu bem.  Estava caída no chão sem penas...
É uma heroína)
 
Os escritores assinam os livros com as roupas dos pássaros.
É assim que diz que fazem o António, aquele das crónicas com cigarros nos dedos...
....e o que me apetecia agora um cigarro entre os dedos, ou entre os lábios,... que me fizesse semicerrar os olhos e inventar a escrita por entre um olhar atento ao pensamento,... cheio de neblinas em espiral... ... assim como quem imagina o que tem de escrever,... e escreve... sem regras, sem vírgulas como Saramago, que as tinha todas no sítio certo sem precisar delas para nada...
Vem tudo isto a propósito da roupagem dos pássaros e lembro-me dos lírios do campo que não trabalham nem fiam...
como tu fazes ao passeares pelo fim da tarde com o teu cão pela trela... porque tem o cão de ter trela... que domesticação traiçoeira... .
E a roupagem dos pássaros... como aquele com que chocas o olhar e imaginas morto nas pedras, ali mesmo aos teus pés e junto ao focinho distraído do teu cão na ponta da trela com a traiçoeira da coleira à volta do pescoço... assina a tua escrita.
Não é uma folha.. é um pássaro ( já com roupagem)... caído... e tu, que tens mais que fazer dizes...Olha um passarinho... ali, caído... caiu do ninho...
Vem contigo, e com o cão, para casa e agora vive na tua planta ao canto da sala... conhece-te pelo movimento da hora de se alimentar e grita aflito, não vás tu (do teu tamanho), não ver coisa tão pequena que , embora tenha roupagem, não está pronta para a rua....nem para as assinaturas dos escritores nos livros que escrevem...nem para os vôos vertiginosos que virá a fazer de manhã cedinho e ao fim da tarde,... pela fresca.
As penas dos pássaros são assim como a ponta do sonho a ser assinado... o livro que nasceu de dias a olhar para ele, e a deixá-lo passar para o papel.. e no fim,... no fim assinas... com uma pena... para dar classe à escrita ou ao movimento mecânico da mão...
No fim.. é a roupagem dos pássaros, como a dos lírios do campo que não trabalham nem fiam, que dá grandeza à tua escrita... ou será a tua assinatura?
..........
ACCB - 10 de julho de 2020 
escrito no papiro por ACCB às 17:58
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Parto com os Ventos

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Esta noite é líquida
nos meus olhos esvaziados
de rumores e saudade.
Fixo o farol e a luz
da vida cúmplice.
Como as gaivotas perto
e regresso
porque este areal é meu.
Nem os búzios perdidos
nas águas profundas me podem
chamar com cânticos e brilhos.
Sou ilha e barco,
tu a margem que espera.
Parto com os ventos.
 
 
Lília Tavares - « Parto com os Ventos »
escrito no papiro por ACCB às 13:22
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Que cidade será esta?

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escrito no papiro por ACCB às 12:28
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O tempo.....

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Enrolo o cabelo e prendo-o com um lápis de carvão...
Hoje não almoçava, não jantava, a troco de mais 24 horas de dia e 12 de noite
O tempo não existe... nós inventámos o tempo para nos torturar, para nos disciplinar, para nos controlar, para definitivamente nos irritar...
Hoje estou mesmo a avançar contra o tempo.
 
ACCB
escrito no papiro por ACCB às 11:36
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Sexta-feira, 9 de Julho de 2021

UM HOMEM NA CIDADE

 

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escrito no papiro por ACCB às 13:52
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Era aqui que eu estava bem.....mas não .....

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escrito no papiro por ACCB às 12:00
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UM HOMEM NA CIDADE

 

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escrito no papiro por ACCB às 10:16
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Quinta-feira, 8 de Julho de 2021

Comente:

 

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A justiça tem de ser independente, mas não é livre...

A comunicação social tem de ser livre, mas não tem de ser independente.

ACCB

escrito no papiro por ACCB às 11:30
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Laço

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Risca essa linha recta, assim como se fosse um anzol...
E prende,... prende o laço mas não dês nó.
ACCB

escrito no papiro por ACCB às 11:27
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Quarta-feira, 7 de Julho de 2021

Como leriam este poema?

escrito no papiro por ACCB às 17:46
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Desenhar

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“Eu prefiro desenhar a falar. Desenhar é mais rápido e deixa menos espaço para mentiras”,

diz-se que afirmou um dia"

Le Corbusier.

escrito no papiro por ACCB às 11:58
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Horas

 

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Ele há daqueles dias sem chuva mas com frio.
Sacudo as ideias e viro as costas ao que se diz como se a indiferença me fosse preciosa.
Mas não consigo, não tem nada de indiferente esta minha forma de analisar a causa das coisas.
Tenho um texto para acabar e dormir devia ser a solução.... eu que até durmo pouco podia dormir muitas horas e nem acabar o texto.
O relógio não se cala e teima em avançar pela noite fora
Não tarda é outro dia, diz ele... pois que seja que bem preciso.
E se eu não acabar o texto?
E se eu não dormir?
Quanto falta para ser outro dia?

ACCB

escrito no papiro por ACCB às 11:29
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Terça-feira, 6 de Julho de 2021

Entrevista

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escrito no papiro por ACCB às 00:36
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Segunda-feira, 5 de Julho de 2021

Histórias

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"Quando Hans Christian Andersen escreveu A Sereiazinha, conferindo-lhe, a determinado momento, um dito queixoso — «Pobre de mim!» — estaria longe de imaginar que, muitos anos depois, aquela estátua que não é mais do que o resultado da sua ficção literária haveria de ter mesmo motivos para se mortificar por tão atribulada existência. Na década de 1960, a cabeça foi decapitada e roubada por artistas orientados por motivações políticas e ligados ao Movimento Situacionista, uma organização internacional radical que esteve activa entre 1957 e 1972 e na qual se destacou, na Dinamarca, Jorgen Nash, um dos principais mentores de uma campanha contra a sociedade de consumo e o ideólogo de uma sereia sem cabeça que, com efeito, nunca chegou a aparecer, acabando por ser substituída."

escrito no papiro por ACCB às 20:17
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Tempura

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"A história da tempura começa em 1543, quando um barco com três navegadores Portugueses a bordo, acabou na ilha de Tanegashima, no Japão. Foi por volta dessa altura que começaram a haver trocas comerciais.
..........................................
Os Portugueses ficaram em território japonês até meados do século XVII e deixaram para trás uma marca indelével : uma receita de feijão verde envolvido em massa polme e frito - os peixinhos da horta.

Atualmente, no Japão, são conhecidos como tempura e constituem um alimento básico da gastronomia japonesa desde então."

escrito no papiro por ACCB às 00:45
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Domingo, 4 de Julho de 2021

Amizade

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"A amizade não se busca, não se sonha, não se deseja; ela exerce-se (é uma virtude)."

Simone Weil

escrito no papiro por ACCB às 23:16
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Os tons o Sorriso

 

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("Saudade" José Ferraz de Almeida Júnior - óleo sobre tela, 101 x 197 cm 1899)



Tinham-lhe tirado os tons para o sorriso, não os tons do sorriso mas para o sorriso. Assim, de repente, num dia normal, cheio de agendas rotineiras e repetitivas.
Ela que andara tantos anos à procura do tom certo, o tom que tinha perdido havia tempos, não de repente mas lentamente como quem repete a mesma valsa de Chopin tardes a fio a ver se consegue acabar o que tem para fazer.

Durara pouco a sua clave de Sol... Podia durar toda uma vida, ela achava mesmo assim que duraria uma eternidade e era na escrita que lhe procurava a presença.
Aquela presença que a tinha feito sentir os 18 anos quando mais 30 eram já decorridos.
É assim a lei que ninguém revoga, aquela a quem ninguém acrescenta alterações ou prazos, aquela de que se desconhece o momento da entrada em vigor.
Não adiantara nada o sonho nem ao sonho. Restava apenas continuar a sonhar que a eternidade existe enquanto sabemos escrevê-la.

( A uma amiga cujo nome não digo e que se ler saberá que é ela 🙂

ACCB

escrito no papiro por ACCB às 20:20
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E então, que quereis?

 

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Fiz ranger as folhas de jornal
abrindo-lhes as pálpebras piscantes.
E logo
de cada fronteira distante
subiu um cheiro de pólvora
perseguindo-me até em casa.
Nestes últimos vinte anos
nada de novo há
no rugir das tempestades.
Não estamos alegres,
é certo,
mas também por que razão
haveríamos de ficar tristes?
O mar da história é agitado.
As ameaças
e as guerras
havemos de atravessá-las,
rompê-las ao meio,
cortando-as
como uma quilha corta
as ondas.

Vladimir Maiakovski

 

escrito no papiro por ACCB às 20:14
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A rectidão das linhas



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Tiras 3 linhas rectas do aparo e preenches cada uma de tons azuis semelhantes,... assim a cair para o fim da tarde.... ou até pode ser para um amanhecer de Inverno, aquele Inverno em que os dias se põem sem o vermelho no sol.

Depois traça a escada,... não é por nada é só para que no canto ou no vértice fique o homem...sem poder pôr os pés na terra,... suspenso... Não sei se prefiro que ele fique no canto ou no vértice.... No vértice não se vai equilibrar, às tantas cai no azul ou corta-se nas linhas rectas...

Fica num canto, é melhor um homem num canto que num vértice, e coloca-o de costas para o Mundo, bem de costas e de chapéu para que não veja nada nem tenha reflexos do que se passa em redor.

Quanto mais alta estiver a escada (podes arranjar um prolongamento na parede), mais de costas ele estará para o mundo. É importante que esteja de costas para o Mundo...

Dá-lhe um toque de vencido nos ombros e deixa-o ficar ali, como fica o menino de castigo virado para a parede, ....preso no canto, abafado pelo chapéu..., como fica o empregado de escritório engolido pela secretária todo dia ou a comer à pressa no restaurante porque só tem uma hora de almoço,... como fica uma mulher a quem a vida deu inúmeras tarefas e ela vive dentro delas, abafada no seu canto, como ficamos todos maquinalmente voltados para dentro no cumprimento de horários e estatísticas.......

Afasta-te sem ruído,... não deixes que ele descubra que afinal o canto é um vértice e que o chapéu fugirá com o vento, a escada não irá equilibrar-se e ele poderá ver para além da convergência aparente dos tons ainda que a queda seja dolorosa, ....algo assim como o desmascarar de uma alegoria de um canto em 3 linhas rectas com preenchimento de espaços azuis vazios...uma caverna de enganos e mentiras...

Mas podes sempre traçar as linhas rectas na horizontal... terás uma linha de horizonte,... um infinito, um mar e o universo todo para olhar...um amanhecer de Inverno, aquele Inverno em que os dias se põem sem o vermelho no sol....

E o homem puxará o chapéu para o rosto ao anoitecer e, ao amanhecer, descobrirá que nem canto nem vértice....mas apenas infinito, e não precisará da escada porque a rectidão das linhas lhe tinha sido imposta e a escada apenas servira para o colocar num canto e de costas para o Mundo.

( Imagem - Joseph Beuys escultor desenhista professor de arte )


6.11.2017

 

ACCB

escrito no papiro por ACCB às 12:00
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