Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2013

Desafio

 

 

 

MOTE :_ "Dói-me a alma… Um traço lento de fumo ergue-se e dispersa-se lá longe…

um tédio inquieto faz-me não pensar mais em ti…"

 

 Triste tédio que se esfuma com o traço

 e não faz senão pensar em ti,

e não vive se não pensar em ti.

 

 Dói-me a alma penso eu,

 não é senão desculpa para culpar o tédio

e continuar a pensar em ti porque não quero pensar.

 

 Dói-me a alma que se esfuma

 Que tédio não querer pensar em ti...

 

 Lá longe inquieto o tédio dói-me a alma

 Esfuma-se o não querer pensar

 E em traço lento

 penso em ti.

 

 

ACCB

escrito no papiro por ACCB às 00:56
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Domingo, 29 de Abril de 2012

Dia Mundial da dança

A Cantar aprende-se rapidamente qualquer coisa,

 

a dançar dá-se asas à alma e aprendemos a ser inteiros.

 

 

escrito no papiro por ACCB às 00:00
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Sexta-feira, 11 de Junho de 2010

MOTE:- Tenho os olhos gastos

 

Olhos gastos, das notas de rodapé, das insónias, das noites perdidas, das viagens sem descanso, das esperas caladas, do fio do horizonte, dos prados que secam, das lonjuras, das perplexidades, das flores que morrem, dos amores que se perdem, das vidas adiadas...

Coutinho Ribeiro
_____________

 

Tenho os olhos gastos meu amor
Gastos das noites acordadas pelas memórias
que me ficaram de ti e de nós...

A luz cansada do meu quarto...
gasta-me os olhos
na procura do teu rosto
Talvez dos contornos do teu corpo

Tenho os olhos gastos meu amor....
De tentar descobrir a razão da tua ausência
A causa do meu afastamento.

Tão gastos meu amor
que nem a chuva que bate lá fora nos vidros cansados de esperar
Lava a dor que a tua falta lhes deixou


Tão gastos meu amor
Que me perco na solidão dos adiamentos
na perplexidade de não te poder olhar.

Lininhacbo
_____________

 

Gastei os olhos pelo nada, que afinal era o que havia, tudo o mais foi inventado. Por mim. Até o rosto e os contornos do corpo, até o cinzel com que te desbravei as arestas. Sim, meu amor, aventura de guerreiro que vinha da solidão, perdido nessa sua solidão, em delírios azuis. Ausência? Não, nunca a tua ausência me gastou os olhos. Não é ausente o que não houve. gastei os olhos no nada.

Coutinho Ribeiro
________________

Tenho os olhos gastos, meu amor....
Cansaram-se de tanto caminhar nas linhas das cartas que escreveste. Sabes, guardo-as todas.
Até ao mais pequeno bilhete, daqueles que deixavas na mesa da cozinha ao lado da caneca do café para eu ler quando acordava e tu já não estavas.
Tenho saudades das tuas cartas, meu amor.
De sentir a poesia da tua escrita e de imaginar os teus dedos a
navegar as folhas de papel com a mesma ternura que afagavas os meus cabelos e a linha do meu pescoço.
Perdemos a poesia, amor.
Deixámos-nos envolver no turbilhão e perdemo-nos.
Perdi-me.
E perdi-te.
Gastei os olhos também aí e as palavras.
Essas guardo-as agora no fundo dos meus olhos cansados na espera permanente de te ter de volta.

Eva Garcia

_______________________


"Tenho os olhos gastos… de procurar por ti…
De procurar pelos meus sonhos
Aqueles meus sonhos de menina…
Encontrei-os por fim, naquele cruzamento de vida onde te conheci…
Jaziam lá… inertes, sem vida, e eu sem saber…
Ainda não tive coragem de os enterrar…
estão ali, varridos num canto de mim, à espera que faça o seu luto.
Faltam-me as forças…
Nos olhos, nas mãos, no peito…
Faltam-me as forças para te dizer…
Que tenho os olhos gastos, meu anjo;
Gastos de te esperar no meu futuro.

( Amiga identificada :-) )

__________________


Sonhei teus olhos d'empréstimo
que meus são gastos. Traziam
o tom dos prados
em cristal de mar
(saltitam como aves de voar)...
e sem o traço de medo:
só o segredo
de onde pára o arco-iris.
Pela manhã restam os meus
(cansados e ateus)
que já só respiram
cinzento
na ajuda da noite.


(AM)


_________________________


"...a distância do nosso amor fica na distância do nosso olhar, na distância do nosso toque, na distância das gotas de suor dos nosso corpos quando fazem amor... a distância do nosso amor fica na distância do teu respirar junto ao meu peito ou no beijo que deposito nos teus lábios... a distância do nosso amor fica na ânsia de nos voltarmos a encontrar e sentirmos que amar não é só ser e estar mas também o desespero do ter de ir e não poder ficar... a distância do nosso amor fica na distância dos dedos quando se entrelaçam e os corpos se abraçam e ao som de uma doce melodia, os corpos juntos num só, levemente sobre si mesmo rodopia... a distância do nosso amor fica na distância das pequenas distâncias dos pequenos nadas a que damos tanta importância... a distância do nosso amor fica apenas a um simples passo da nossa própria distância..."

Lobices

_____________

 

Tenho os olhos gastos pela tua ausência. Gastos de serem abertos no escuro. De esperarem despertos pela tua descida à terra. De percorrerem a memória do teu rosto sem uma imagem fixa que os console. Tenho os olhos gastos, como vastos os teus afluentes me irrigam. Tenho só os olhos teus, e me bastam.

Porfírio

__________


No Fio do horizonte, entre lapides, encontramos o silencio.
Para lá dos muros, vislumbramos a vida.
Para lá dos muros não havia paragem.
As viagens fizeram se sem descanso.
Procurava mos, na insónia, os corpos das noites perdidas....
Os corpos que secaram, como prados, na nossa memória.
As palavras procuravam realizar as vidas adiadas,
As Palavras desenhavam, em paginas brancas, os amores que se perdem.
No fio do horizonte,
para lá dos muros,
em viagens pelos corpos que secam,
adiavamos a vida
em palavras que se perdem.

E aqui sob a terra, o corpo descansa,
em espera calada, nos dias que se sucedem,
por uma mão.
A tua mão.
A mão que deixou saudosas flores.
Flores que morrem, há muito, sobre nós
Afinal somos apenas uma nota de rodapé,
de uma vida adiada, no amor que se perdeu,
na lonjura do horizonte, para lá dos muros.

E para sempre,
no fio do horizonte,
descanso
meus olhos gastos

Pedro Cabeça
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As palavras...secam-se
E os mares inundam o meu sentir
Neste balbuciar diálogo maresia e alma.

Descanso apenas na poeira do olhar...
E bebo um pouco das minhas lágrimas
Nesta sede de não ouvir-te...

Hoje...talvez tenha vivido para lá do eu
Amanhã...quem sabe o sol, tardará em acordar
E a cabeça será um nó de dúvidas soltas...imensas!

Escrevo-te...em tinta invisível...
Como a transparência deste amar estúpido
Mas fiel de abraços ...

Logo...mais logo...direi apenas
Conhecer-te...no restante do amor
Que deixaste...naquela gota de chuva...

Ainda enleio...ou carícia da tempestade
Nuvem opaca e vento traição
Ah! e esboças sorrir deste apelar...

Entende...mesmo que não entendas
Que amar é o outro lado da montanha
Chamada "felicidade"...familiar do rio esperança!

by OUTONO - in MOMENTOS - 2008
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Com um grande obrigada e um grande abraço a todos os que aceitaram o desafio

 e gostam de escrever, por escrever

e de sentir, porque sim .

 

ACCB

 

-

 

escrito no papiro por ACCB às 23:51
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Segunda-feira, 31 de Maio de 2010

A ultima Noite de Maio

 

PARA LER AO SOM DA MÚSICA EM PÉ DE PÁGINA :-)

 

 

 

Ele há noites assim,  como esta que corre lá fora, por entre os dedos do fresco que vem do mar.

Na esplanada, vê-se o brilho de um cigarro que se acende no prazer que tiram dele e, as vozes não são altas, mas serenas como o rio que corre ao lado.

A temperatura convida a ficar.

O dia foi longo e quente, feito no meio de teias que se entrelaçaram e desafiaram a imaginação...

Sabe bem a noite, a ultima noite de Maio.

 

Um homem escrevinha um papel, não sei que lhe vai na alma...É o homem do cigarro que brilha em contraste com o leito negro do rio.

Levanto-me e vou até à margem debruçada em pedra, sobre a água...

Deixo-me ficar. O cabelo solta-se na brisa da noite...

Volto e passo perto, tão perto que tenho tempo para ler o que escreve:

" O sol que já caiu. Não há brisa. O Douro ao fundo, quieto, e as gaivotas, ainda. As pontes caladas. As cidades que escoam, devagar. Namorados que olham e se tocam. E eu."

 

Sobressalto-me. Surpreende-me o olhar que fixo na sua escrita. Olha-me  e sorri sem deixar fugir o espanto que me cai dos olhos.

-Desculpe, - balbucio envergonhada

- Não faz mal... escrevinhava a melancolia, a falta das presenças ausentes...

 

- É, está uma noite quente... - respondo  enrolada na minha própria atrapalhação e nos passos que tento dar e não avançam, como quando para um tango são precisos dois e há um só.

 

- A ultima de Maio. - sorri de novo.

 

..............

ACCB

 

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De J.M. Coutinho Ribeiro a 1 de Junho de 2010 às 01:09
 
Surpreendeu-me, sim, a insistência com que a vi olhar o meu papel de toalha de mesa amarrotado, onde rabiscava, ora desenhos, ora palavras, quando levantei os olhos da gaivota que, num último voo, desapareceu a caminho do mar e eu fumava, sim, um cigarro e outro, depois dum jantar que nem me lembro. Era a última noite de Maio, sim, de um Maio que eu pensei de flores e de festa, de celebração e de graça, mas não era. Apanhou-me, assim, furtiva, no meu olhar furtivo e eu, a si, no seu olhar furtivo, olhares que mal se cruzaram, tal a atrapalhação, a minha pelo meu estar só, a sua pela ousadia de olhar tão fixamente o meu estar só, ali, naquela hora em que o rio descia quieto, as pontes se calavam, as gaivotas recuavam, as cidades se esvaziavam. E eu. Ficou o seu breve sorriso, eu dei-lhe o meu, que era também breve, mas um pouco mais triste, de ausências que os beijos dos amantes que estavam à volta sublinhavam de forma teimosa. Quando atravessou a porta de vidro, já não fiquei muito mais tempo. Levei na mão o papel de toalha amarrotado e fui andando num passo dormente como o das gaivotas. À espera do fim de Maio. À espera de não sei quê.
 
___________________
Conceição Castro
Li. Li-vos. Tentei não saborear a espuma, com odor a canela, da última noite de Maio. Tentei não seguir a voz da ave, em mim, que me contava a minha vontade de colorir, de novo, os meus olhos. Tentei não festejar esta minha persistência em acreditar nas madrugadas acordadas e renovadas. Tentei, mas não muito. Olho de frente esta primeira manhã de Junho e sorrio. Li. Li-vos.
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Lobices O Livro
...noutra mesa ao lado apreciei a cena... e comecei a pensar que esta última noite de maio não me tinha trazido nada ainda... de repente, olhei em volta e senti um silêncio... era isso: “... a calma tinha-se aproximado de mim como não me conhecesse... eu já a conhecia há muito pese embora os grandes momentos em que não a via ou não me encontrava com ela... porém, naquela vez, ela fez de conta que não sabia quem eu era... aproximou-se mansamente e como quem não quer a coisa, saudou-me ao de leve com um leve acenar pela passagem, pelo encontro... não lhe liguei demasiada importãncia mas educadamente correspondi ao seu aceno e sorri-lhe... foi nesse momento que ela olhou para mim e, de chofre, me perguntou: - Porque sorris?... Naquele instante não encontrei resposta mas uns segundos após, saiu-me uma frase lenta e suave: - Porque não haveria de sorrir?... Acho estranho, disse ela: Estás sempre preocupado, cheio de problemas, a tua cabeça é um vulcão, a tua alma desespera, o teu coração bate e os teus olhos não choram... Pois, respondi eu, eu sei mas por vezes caio em mim e entendo que de nada me vale o lamento; por certo que estou errado quando desfaleço e sentado ou deitado me concentro nas agruras da vida; depois penso que a vida é apenas aquilo que dela fazemos, aquilo que dela queremos, aquilo que dela podemos tirar... a vida nada nos dá excepto ela mesma, ou seja, ela se nos entrega numa única vez e após instalada em nós, somos nós mesmos que a gerimos... temos esse poder, o poder de moldar os dias, as horas, os minutos e até mesmo os segundos dos nossos momentos aqui e agora, ontem e, quem sabe senão ela, também amanhã... somos nós que decidimos enfrentar ou não o momento que se nos depara, seja ele bom ou mau... é apenas uma questão de escolha... mas tu não eras asssim, disse-me ela, a calma... sim, eu sei... na verdade, a vida foi tão diversa e tão cheia de coisas e coisas que houve vezes em que não te consegui enfrentar ou mesmo aceitar e desesperei... porém, houve também momentos em que soube que me podias ajudar... por isso te sorri agora... sei que me podes inundar e tornar-me pleno de mim mesmo e conceder-me ainda mais a capacidade de me dar ainda mais do que já tentei... sei que me ajudarás... porque me trazes a sabedoria, a sensatez, a alegria, a ternura de me saber feliz ao sentir que amo, que o caminho que percorro é o único que me pode serenar, o único que me pode pacificar, a caminhada plena para amar... e, com amor, se ama e com amor se perpectua a nossa vida, mesmo para além da morte... por isso, hoje, te sorrio por saber o quanto amo quem amo, quem me dá a plenitude da serenidade, num amar terno e seguro, forte e puro, real que de tão real, a ti o juro...”
 
______________________
 
Menina Marota
A última noite de Maio. Quantas últimas noites já por nós passaram?
Amanheceu. Do outro lado da cama, o lençol bem esticado revela a falta de um corpo que o ocupasse. O teu.
O frio da manhã, que se pressente quente, eleva-se do teu lado da cama, como fumo do cigarro que já acendeste, quando levo o café à cama onde dormes
desde o dia em que de mim o teu olhar fugiu, numa última noite em que os nossos braços se tocaram numa despedida e noutros te albergastes, indiferente à minha dor.
Voltaste, é certo.
Acompanhado da doença que dorme contigo. E do cheiro da outra que ainda pressinto no teu corpo.
Voltaste uma noite. Seria a última de Maio?
O teu olhar frio e triste pedia também o que os teus lábios murmuraram… "Toma conta de mim… Não me abandones, por favor. Só a ti tenho…"
Já lá vai uma década.
Para mim cada noite é a última de Maio.

Porque há noite que não se esquecem... e este texto trouxe-me memórias antigas mas presentes em cada novo amanhecer…
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Júlia Moura Lopes
Naquela última noite de Maio, a realidade foi maior que a verdade, meu amor. Somos mais do que o sol e do que o mar
e em nenhuma metáfora cabemos - mesmo quando dizemos - eu sou a música, tu és o luar.

Com cadeias de papel nos unimos, em nosso nome jurámos, pelas cascas dos frutos bebemos, de mel silvestre nos alimentámos.
De fora, sempre ficou algo que nos próprios sentimentos já não coube..e um gosto que nos indicou o que a boca já dizer não sabe.
Entre as coisas, as palavras e a sua mudez, paira a irrealidade de que nos fizemos.
E nem uma só vez foram verdade as palavras de adeus que nos dissemos.
______________________________
 

 José Luís Outono

 

....sabe ....????? Está uma bela noite!!!!!
....Sei...sei que a noite é sempre bela, quando o luar me faz o favor de discutir comigo...a ânsia de um acordar lento...
....Mas ainda não adormeceu....e, já fala em acordar...
....quem escreve....antecipa sempre um pouco o respirar que lhe vai na alma...ou caso contrário...a escrita não acontece...
....está a escrever um desabafo?... Ver mais
....não ...estou a escrever um .....desabafo....é isso...obrigado!
...não me agaradeça...estou habituada a ouvir...
...chama-se...???
....mulher cansada...numa noite ...entre o passar do calendário...e a gaiatice de molhar os pés no rio...
....E o amigo chama-se...???
....viajante sem destino...sem almejo...apenas olheiro de sombras....a que chamo vida....e obrigado por me chamar amigo....é a primeira vez...nesta guerra humana que me tratam bem!!!!!!
...esqueça...posso sentar-me ????
...pode...mas não tenho novelas para contar...
...diga-me apenas...como define o Amor?
...O Amor.....o seu olhar coragem capaz de cativar um defunto em fila de espera porque o cemitério está cheio...
...O Amor para si é apenas isso????
....sabe...estou há muito habituado a pequenas gotas...que fazem a diferença entre ser ou não....OBRIGADO...posso retribuir?????
...sim.....
....AMIGA!

__________  

 

escrito no papiro por ACCB às 23:59
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Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

Cartas

escrito no papiro por ACCB às 16:13
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MOTE - Desafio

 

    Desafio de Angela Pieruccini e de Júlia Moura Lopes

 

 

"Nunca ouviste passar o vento
O vento só fala do vento
O que lhe ouviste foi mentira,
E a mentira está em ti".

 

O nevoeiro escorre   pelos candeeiros

Juras-me que está vento.

Repara nas sombras…

Movem-se?

Não me fales do vento

Tu nunca ouviste passar o vento

Teria despenteado os cabelos da noite

 

Não sentiste o vento? - Sussuras-me …

Não ouviste passar o vento. Acorda.

Nunca, quando está nevoeiro está vento.

Já tinhas reparado?

 

Para que queres vento

enquanto os meus passos

ecoam na calçada fria?

Estende a mão e sente o muro frio do nevoeiro.

Vês?

Também não existe.

Apenas te deu  a mentira do vento

Como se te trouxesse a ilusão

 De que os meus passos caminham para ti.

 

Tu não ouviste passar o vento.

O vento fala do vento

E o nevoeiro

Do que te fala é de mim.

 

 

ACCB

 

 

escrito no papiro por ACCB às 01:05
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Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

Hoje desafio-vos

Hoje desafio-vos no OLHAR DIREITO

 

 

 

 

 

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escrito no papiro por ACCB às 02:35
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Segunda-feira, 20 de Julho de 2009

Mote

 

 

 

Nunca

Não sei como é que se pode achar um poente triste.
Só se é por um poente não ter uma madrugada.
Mas se ele é um poente, como é que ele havia de ser uma madrugada?

Alberto Caeiro

escrito no papiro por ACCB às 00:01
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Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008

Desafio de 8 de Julho para 8 de Agosto

Decidi subir o desafio de 8 de Julho para 8 de Agosto.

Acho que há por aí muita gente com muita carta de  (des)Amor por escrever. E depois,... estamos no Verão.

Quem ainda quiser deixar o seu escrito, fica à vontade.

E quem quiser ler os maravilhosos contributos dados a este desafio, que se delicie....

 

 

 

"Todas as cartas de amor são ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas. Também escrevi em meu tempo cartas de amor. Como as outras, ridículas..."

-
- Fernando Pessoa

____________

Anda agora aí uma febre de publicar cartas de amor de pessoas célebres. Esta semana na TABU vinha uma carta do Eça a Emília de Rezende, escrita 4 meses antes do casamento que durou 14 anos.

Não que algum de nós esteja para casar........., ou está?!..

Não que algum de nós seja famoso....

Mas...porque não aceitar o desafio?!

 

Desafio-vos a escreverem uma carta de "desamor" .

Alguém ainda sabe escrever cartas de "desamor"? E de amor?

As cartas de "desamor" serão cartas de amor?!

_

Deixo o meu modesto contributo:

 

 

Meu Querido Amor

 

Já vai tempo que te chamava assim e tu sentias que o Mundo desaparecia à tua volta.

Nunca soube se era o teu coração que se sobressaltava ao ler estas palavras, se era o teu olhar que ficava suspenso de uma ternura que não julgavas possível, nem tua.

Há muito que quis escrever-te uma carta. Mas faltava-lhe a alma, a ela e, a mim também. As cartas têm alma. Como nós ...Sabias?

Quis escrever-te uma carta, ..uma carta que te falasse deste meu teimar em não esquecer, deste meu permanecer sem dares por isso, desse teu desatinado  modo de sentir-te...de sentir-nos.

Mas já não sei escrever cartas de amor e sem alma ninguém ama , nem escreve...

Perdi o dom de ser ridícula e de te oferecer sem rede e sem disfarces tudo o que sinto..

Perdi o dom de escrever cartas de amor

Agora se escrevo alguma coisa, ( para ti )  fala de assuntos sérios e do interesse geral.. de nós já ninguém fala.. nós não existimos....

Já não é urgente o Amor

Já as palavras não são cristais

Já nem sequer são punhais...

Já nada há de ridiculo nas cartas que te escrevo .

As cartas de amor perderam-se .... ou fomos nós que esquecemos o caminho?

-

ACCB

 

 

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escrito no papiro por ACCB às 23:20
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Quarta-feira, 16 de Julho de 2008

Japão?!

Alguém adivinha onde andei tendo em conta estas fotos maravilhosas?

Um doce a quem adivinhar....ou alvíssaras,... à escolha!

 

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sinto-me: serena
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escrito no papiro por ACCB às 23:32
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Terça-feira, 15 de Julho de 2008

O Melhor Lugar do Mundo

 

 

O melhor lugar do Mundo...

É num cantinho da minha imaginação...

Tem uma praia cristalina de areia fina...palmeiras ao luar e sol pela manhã...

O melhor lugar do Mundo tem o som da tua voz

O aroma dos teus beijos

E a ternura que lhe quisermos dar...

 

A ele chegas sem eu pedir

E eu nunca vou porque quero ficar.

O melhor lugar do Mundo não tem TM

Não tem relógio

Não tem ...TV

Não tem papéis para assinar...

 

O melhor lugar do Mundo

É tão mágico que existe quando eu preciso dele...

 

O melhor lugar do Mundo

É habitado por todos e por ninguém..

Não há impostos nem taxas..

Também não há fome, nem dor.. nem frio, calor ou angustias..

Nem hospitais..

Feridas ou prisões...

 

As crianças são crianças e os homens crescem por dentro...

E fazem mais lugares melhores no Mundo...

 

 

No melhor lugar do Mundo

Que é da minha imaginação 

 há leis e ninguém tem de obedecer....porque ninguém precisa quebrar as regras....

A Utopia e o Sonho ficam a ver

..............

ACCB

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Sábado, 24 de Maio de 2008

Esta mulher

( Traço de Aran - que me foi oferecido - A Alma da Cleo)

 

 

 

 

 

 

 

Desafiou-me o Cabral Mendes a  confessar-me em 7 palavras.

 

Pois bem confessar-me em em 7 tópicos.....
Vamos lá ver:

Fiel a mim própria.

Apaixonada em tudo o que faço. Até no que não faço.

Analista ao pormenor , até não haver um átomo para analisar.

Tremendamente emotiva. À exaustão.

Frágil ...por vezes tão frágil e ao mesmo tempo tão forte.

Alegre até não poder mais e acabar por desmembrar o mais sério problema se me der para o fazer.

Dona de um mau feitio tipo Tsunami que dura poucos segundos. (É o que vale!)

Bem, e agora desafio os meus amigos a "confessarem-se:":

E os desafiados são:

OUTONO
MANZA
APACHE
CATARINA ALVES
JOSÉ MANUEL DIAS
JOSÉ ANTÓNIO BARREIROS
 

 

sinto-me: bem disposta
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Domingo, 20 de Janeiro de 2008

...



A GTL fez-me um desafio engraçado: - EU -


Aqui está a resposta:

Eu quero: Saúde
Eu tenho: alegria de viver
Eu acho: que o dia é curto e a noite também
Eu odeio: gente mentirosa
Eu sinto: que ainda não fiz tudo o que quero fazer na Vida.
Eu escuto: os outros com atenção.
Eu cheiro: o teu aroma

Eu imploro: por nada
Eu procuro: A Felicidade eterna
Eu arrependo-me: de magoar alguém
Eu amo: eternamente e raramente
Eu sinto dor: ao ver algum ser sofrer
Eu sinto a falta: dos que amo (vivos ou mortos sinto a falta)
Eu importo-me: quando acho que as coisas não estão esclarecidas
Eu sempre: sou sincera

Eu não fico: zangada por me dizerem a verdade
Eu acredito: na minha intuição

Eu danço: porque isso me faz feliz
Eu canto: quando me apetece
Eu choro: de raiva, desgosto, dor...choro a sério!
Eu falho: quando calo o que não devo
Eu luto: por tudo aquilo em que acredito

Eu escrevo: porque gosto de escrever e tenho de escrever
Eu ganho: mal....eh eh
Eu perco: por não estar calada

Eu confundo-me: quando me mandam voltar à esquerda ou à direita...Pois.
Eu estou: sem vontade de trabalhar agora
Eu fico feliz: com um mimo mesmo pequenino
Eu tenho esperança: de ganhar o euromilhões ( quem não tem)

Eu preciso: de saber tudo!
Eu deveria: ser menos miudinha!

Eu sou: Feliz, teimosa e...altruísta.
Eu não gosto: de mentiras.

- E o desafiado é Anónimo.- Coutinho Ribeiro
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Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008

...

Para iniciar 2008
Porque "pelo sonho é que vamos".............................


ELA GOSTARIA DE LHE DIZER...
DISSE A NI : -
Fui buscar este post a Julho. Apenas porque... sim.
A Cleópatra , a Fanny e o JM Coutinho Ribeiro juntaram-lhe a sua voz, a sua emoção, a sua arte na escrita.
Fica aqui o desafio... quem mais se junta às nossas mãos e escreve...



«Ela/Ele gostaria de lhe dizer...»


Pintura: Debra Sievers , 'Twilight Dream'

Ela gostaria de lhe dizer que sabia que um dia ele viria. Mas, ainda que ela não lho diga, ainda que ele não o suspeite, ela sabia-o. Ela viu-o vezes incontáveis no espelho reconstruído no seu peito, estilhaço a estilhaço, memória do antes do tempo que se soma e se diz em relógios de água. Por ele aprendeu a ler o voo das aves, a adoçar o sal das esperas líquidas. Aprendeu palavras poderosas com magas e a sabedoria das serpentes, quando as olhou fixamente e, sem receio, trincou a maçã. Por ele... ela vendou os olhos e escreveu sobre tempestades. Por ele... ela esculpiu espirais nas areias e mordeu cerejas, num ritual de iniciação ao prazer adivinhado. Por ele... ela ofereceu ao luar a suavidade das palmas das mãos... onde linhas se entrelaçaram em monogramas e momentos de vida a dois. Por isso ela gostaria de lhe dizer que conhecia o vulto dele, que pressentia o seu odor e sabia da doçura quente dos seus dedos na sua pele. E sabia da ferocidade e avidez com que se amariam quando os olhos se tocassem. Ela gostaria de lhe dizer que sabia que um dia ele viria...
Ni*


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Pintura: Henry Asencio, 'Daydream'

Ela gostaria de lhe dizer que no mais fundo da sua alma sabia que ele um dia viria.
Não como o príncipe encantado dos contos de fadas, a tropel num corcel de crina desgrenhada, branca ou negra, robusto como os cavalos árabes, ou um Lusitano puro,... mas com aquele ar de solidão arrancada do passado. Um passado tão distante e marcado a ferro e fogo na alma do presente.
Ela gostaria de lhe dizer que por ele quebrara regras, sonhara infinitos e inventara momentos mágicos apenas ao som de uma Voz.
Ela gostaria de lhe contar que as cerejas se tinham tornado o fruto proibido e não a maçã... e que não seriam envenenadas, porque demasiado perfeitas para que qualquer elemento as modificasse, tal como o sentimento dela por ele.
Ela gostaria de lhe segredar que era por entre os papéis de carta que guardava nos seus segredos, que passava os dedos, os medos, e sonhava com a mão dele na dela... e sentia o tacto, o olfacto, o olhar, a voz, o paladar da pele dele salgada e amarga...
Gostaria de lhe dizer que um dia, ainda que muito longínquo, ela sabia que ele havia de vir, não como D. Sebastião surgido do nevoeiro, mas como o homem da sua vida, rompendo a bruma do frio da distância e ficando, sereno e calado, com as mãos dele descansadas nas dela..
Silenciosas e quentes, roubando o gelo das suas mãos.
Ela gostaria...
ACCB

_____________..o0o.._____________

Pintura: Pino Daeni, 'Angelica'

Ela gostaria de lhe dizer que sabia que um dia ele chegaria, qual brisa amena em noites de Verão. Mas apesar de não lho dizer, sabia que ele adivinharia os seus murmúrios na voz do vento, zéfiro amoroso das constelações que percorre galáxias de sonho e inunda as estrelas de vida e sorrisos.Ela gostaria de lhe dizer que nascem auroras nos olhos da noite quando a reminiscência a abraça no silêncio das horas e lhe revela segredos das estrelas... que o orvalho das madrugadas traz o paladar das suas lágrimas perdidas no suspiro fortuito do seu coração. E o aroma da Lua? Como explicar-lhe que Ela veste o perfume inquieto dos pensamentos dele, incensos balsâmicos de saudade a impregnar-se nos sentidos da sua alma?Ela gostaria tanto de lhe dizer que acaricia as letras que escorregam dos seus dedos de vento e se encontram no oásis dos astros poisando como plumas no âmago do seu ser... metáforas azuis esvoaçantes que cintilam entre fragrâncias cálidas de jasmim e brisas etéreas, transparentes de desejo e afecto.Muitas pedras os separam, muitos castelos em ruínas... muitas vidas resguardam tantas recordações adormecidas...Subsiste a esperança, esse alento intrínseco que tudo move. Relatos silenciosos do cosmos ultrapassam a distância dos mundos... grito alucinante no peito que ecoa no mesmo céu e une almas... num laço [e] terno.Ela sabia que ele viria e quando os seus olhares se tocassem, eles beijariam a memória ancestral da mesma saudade, o deserto das suas existências dissipar-se-ia com as brumas da espera... semeando flores de ternura no jardim dos seus corações... espargindo cânticos de eternidade pelo universo.Ela gostaria tanto... tanto...
Fanny


_____________.o0o._____________

Pintura: Gary Benfield - Duo

Ele gostaria de lhe dizer que sabia que um dia ela viria, mas como tudo não passava de intuição, ficou-se pelos seus silêncios, pelo olhar vago e até um sorriso de desdém, tantas vezes de viés, reflectido no espelho gasto da enorme sala onde passava os seus dias de solidão, a solidão que ia descontando no tempo, envergonhada solidão de fidalgo cansado, a barba rala, os olhos afundados, testa enrugada, um leve tremor dos lábios quando as pombas tontas batiam as asas no peitoril da janela e voavam. Para lá. Os relógios quietos de tanta espera eram mudos, encolhidos, assustados pela tempestade que vinha, sentia-se o cheiro dela, viva, as árvores do pomar inquietas, o céu escuro praticamente ausente, e o fildalgo de olhar de viés, temendo a magia das serpentes que não eram a não ser na imaginação delirante, que se estendia para lá dos vidros convenientemente baços pela usura e pela falta dela. Sentou-se ele, à espera dela. Fumava um cigarro. Bebericava um copo de vinho tinto, sabor intermitente, um copo que sugeria um corpo de mulher, prazer adivinhado, palmas das mãos suaves que ele imaginava no corpo dela, se ela viesse e entrasse, ali, o corpo húmido dos cansaços e do que tinha aquietado os relógios e as pombas e tornado os pomares inquietos e as serpentes que obviamente não eram, estilhaços apenas do que ele via através do espelho da sala grande. Estilhaços de um vulto. De um vulto. Um esboço que, pouco-a-pouco se desenhava, coisa estranha, mescla de várias coisas que enrugavam o rosto esculpido do fidalgo que amava as tempestades através dos vidros baços, e só através deles, porque ele nunca saía, não por causa das serpentes - era o abutre e o milhafre e os fantasmas - e ele adormeceu, sentado na velha poltrona e dormia quando ela entrou, mansa, o corpo firme, o olhar doce, odor de pomar inquieto e ele acordou e recolheu-a num abraço e num beijo, sobretudo num beijo, obra que parecia inacabada. Inacabada. Mesmo quando ele desceu dos lábios cheios, do peito, rasto de saliva, os pés. Ela veio.
JM Coutinho Ribeiro
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Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007

...

Mote:"talvez eu pudesse dizer-te, mas não aqui, onde o tempo corre depressa. No Alentejo, quem sabe?"

No Alentejo quem sabe.
Ali onde o silêncio se espraia na planície, tantas vezes gelada pela manhã.
Ali onde os pássaros não sabem contar o tempo, nem têm pressa de que chegue o agora , que passe o antes , ou que acabe o depois.
No Alentejo, no sítio onde a lua inunda os campos, os sons são mais autênticos e os Verões levam os homens ao suicídio.
No Alentejo não são necessárias paredes.
Todo o Alentejo é aberto.
Qualquer parede estragaria a paisagem, sufocaria o momento.
As lareiras no Inverno fecham as portas e a intimidade estende as mãos aos beijos das noites à volta do lume.
No Alentejo, os dias correm devagar... os sonhos são vermelhos ao sol posto e brancos transparentes pela manhã , depois de dormir o sono dos justos.
No Alentejo os olhares cruzam-se e sorriem...
Não há "ses" há certezas...
No Alentejo o tempo não existe.
E os sonhos tornam-se reais.
Do Alentejo não apetece partir...
-
ACCB
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Sábado, 13 de Outubro de 2007

Desafio

Uma amiga desafiou-me a fazer um teste durante um intervalo de papelada


 

Fiz e saiu-me isto:




 


And the Oscar goes to:

Moulin Rouge -
 


 

Sua vida é um musical?
Cheia de glamour, música e muita diversão?



 

Hummm, isso parece bom!
Moulin Rouge - Amor em Vermelho é um romance rasgado, estrelado pela deslumbrante Nicole Kidman, que se passa no principal cabaré de Paris nos anos 1900.



 

Tudo gira em torno de um grande salão cheio de brilho, purpurina, espetáculos, mulheres sedutoras, bebida e comida.
A vida nesta história parece bastante animada e feliz. Mas, pode acontecer um revés em tudo isso!



 

No mundo de Moulin Rouge nem todos podem se apaixonar. E os que se apaixonam pela pessoa errada, sofrem conseqüências trágicas!
O mais bonito desta história é que mesmo com todas as dificuldades, os personagens continuam acreditando no amor.



 

As armas usadas nessa briga são a arte, a dança, a música e a criatividade! Para cada situação uma canção diferente, para cada canção uma dança e para cada dança um figurino.



 

U-lah-lah!



 

____________
Experimentem aqui num intervalo de papelada:

http://istoe.terra.com.br/gentedinamica/oscar2002/

Ora parece-me que agora está correcto Apache!
Vai ver que o seu é:_ "O ultimo Moicano".
O doManza é ;- Uma Questão de Honra
O do João é:- " Cantando à Chuva"
O do pecador até pode ser :- " O Pecado Mora ao lado"
LOL

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Quinta-feira, 11 de Outubro de 2007

A propósito do mote

: Medo , alguém mais quer escrever sobre isso?

 



Tenho o olhar escondido nas mãos
que cheiram a ilhas desertas de ti.
...
As aves traçam rumos de ida
e a tua voz vai com elas.
E tu segues a tua voz.
...
Tenho medo que não regresses do invisível.
Tenho medo de (te) pensar
«à velocidade da minha solidão.»
...
Ni*






Há no tempo e no espaço
Um adivinhar de desgraça
Tudo o que foi dilui-se no estar
O ser não sabe se é ou se fica

E uma tragédia desenha-se na memória que se projecta no futuro
Tenho medo que a Voz não oiça o olhar
E muito medo de que o olhar não olhe mais os olhos da Voz

No silêncio que se vai estabelecendo
Porque a verdade não se diz
Fica a amargura
da incerteza do amanhã

E o Medo toma conta da Verdade.

-

ACCB

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Quarta-feira, 13 de Junho de 2007

Desafio

Se eu fosse uma hora do dia, seria ... A hora do Pôr do Sol
Se eu fosse um astro, seria ... A Estrela da Manhã
Se eu fosse uma direcção, seria... O Sul
Se eu fosse um móvel, seria ... Uma cama redonda
Se eu fosse um liquido, seria ... Água
Se eu fosse um pecado, seria ... A Luxúria
Se eu fosse uma pedra, seria ... A Pedra de Roseta
Se eu fosse uma árvore, seria ... Uma Cerejeira
Se eu fosse uma fruta, seria ... Uma Cereja
Se eu fosse uma flor, seria ... Flor de Liz
Se eu fosse um clima, seria ... Tropical
Se eu fosse um instrumento musical, seria ... Piano
Se eu fosse um elemento, seria ... O Fogo
Se eu fosse uma cor, seria ... O Vermelho
Se eu fosse um animal, seria ... Um gato preto
Se eu fosse um som, seria ... Um som de Cristal
Se eu fosse música, seria ... Um nocturno de Chopin
Se eu fosse estilo musical, seria … O Tango
Se eu fosse um sentimento, seria ... O Amor ou a Fúria
Se eu fosse um livro, seria ... " Escuta Zé Ninguém"
Se eu fosse uma comida, seria ... Mousse de chocolate
Se eu fosse um lugar, seria ... Sintra
Se eu fosse um gosto, seria ... O gosto das cerejas carnudas e doces
Se eu fosse um cheiro, seria ... O aroma da Primavera
Se eu fosse uma palavra, seria ... Força
Se eu fosse um verbo, seria ... Querer
Se eu fosse um objecto, seria ... Caneta
Se eu fosse peça de roupa, seria ... meias com liga de renda
Se eu fosse parte do corpo, seria ... As mãos
Se eu fosse expressão facial, seria ... O sorriso largo
Se eu fosse personagem de desenho animado, seria … A fada sininho
Se eu fosse filme, seria ... " O Paciente Inglês"
Se eu fosse forma, seria ... Um circulo
Se eu fosse número, seria ... O 7
Se eu fosse estação, seria ... O Verão
Se eu fosse uma frase, seria ... Acreditar faz acontecer
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Sexta-feira, 27 de Abril de 2007

Desafio

( Eléctrico à noite na Sé - Eunice Rosado )


 

*
-
Desafio do João


 

 

***
 

 


 

"Será que o silêncio é um desafio esquecido
ou um poema nunca escrito?"


 

-------

 

 
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Segunda-feira, 16 de Abril de 2007

Tango na Praia

-
(Surripiado ao Blog Lua de Lobos em link ao lado)
-
E se escrevessemos todos qualquer coisa sobre o que nos faz sentir esta imagem??!
 
Estão todos desafiados!!!
 
_
neves de ontem said...
Sinto-me como se entrasse nesse espaço infinito onde o água invadiu tudo.
Mas a água é como se fosse ar e sou leve nos braços dele enquanto dançamos
e o mundo ficou detido no tempo
sem tempo da imagem.
*
-
http://www.blogger.com/profile/08021423882696190776 said...
O amor de um dia apenas, enquanto o mundo espera pela eternidade.
_
*
João said...
-
Mais um ano
As nuvens haviam entrado no silencioso carro
O limpa pára-brisas procurava em montículo de gotas uma saída
Ou algo que se escapava
Ela estava ali argumentando em lágrimas
O amor desvanecia-se em chuva
Parou o carro saíram e dançaram como os outros
Era uma festa de todos, como todos os dias, separados
Num vai-vém igual e repetido
Um cigarro na varanda trazia o som das ondas misturado a um compassado aperto
Fui
As areias eram corpos que me empurravam
Ao cheiro de um mar presente
Abri o peito rasgado e sem resguardos
Deste-me, então, a mão
De frente te puseste ao meu lado
Nunca te vi tão bela
O mar, as ondas, mareavam
Um abraço urgente
Peguei no teu guarda-chuva e dançamos um tango ali na humidade da areia e dos nossos olhos
Um novo ano nascia antes do sol
Uno, intenso bailar de almas
Numa madrugada que nunca seria de
Despedida.
-
*
Por mim....não escrevo nada desta vez.
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Segunda-feira, 9 de Abril de 2007

É TEMPO DE SAKURA

 
-
 



 

Kimi o ai shiter
+
Sabem o que quer dizer?
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Segunda-feira, 2 de Abril de 2007

Desafios - Tempestades

" Quem tem Medo de Tempestades acaba a Rastejar"


 

-


 

E já agora....Sabem de quem é a Frase?


 

E quem gostava tanto de a usar como lema?
*
 

 
«Sentes-me? Nega o medo. Embarca nos meus olhos."


 

Sentes-me?
Essa fingida coragem que dizes ter.
Essa infinita tempestade que finges não temer.
Nega o medo... nega o teu medo e enfrenta a coragem dos meus olhos.
Pouco me importa que me mintas.
Pouco me importa que as tempestades para ti não causem dano...
Não mintas amor que te afundas com ela.
Enfrenta a viagem nos meus olhos e naufraga na verdade que queres negar.
 


 

Que a tempestade vai passar!...Que não tens medo de a enfrentar!...- dizes
Vais sucumbir amor.
Na tempestade dos meus olhos, na tormenta do teu sentir.
 


 

"Quem tem medo de tempestades acaba a rastejar."
Não é dessas que tens medo.
Dessas, tu nunca tiveste medo.
Toda a Vida as enfrentaste, as superaste.
É no olho da tempestade que se vê a fibra de cada um.
E a tua fibra viu-se toda a vida durante as várias tempestades que atravessaste.
E nessas, tu nunca sucumbiste.
.


 

É na tempestade dos meus olhos que acabarás por sucumbir, é em ti mesmo e no teu sentir que naufragarás sózinho....


 

"Dou-me no sal das palavras que te beijam. Sentes-me? Nega o medo."
________


 

Cleopatra


 

Abril, 2007 01:06

_______________________


"Quem tem medo de tempestades acaba a rastejar"...

.
Há tempestades nos olhos de quem ama.

E bonanças.

É de contradições que é feito o amor.
E de desafios.
E de ousadias.
Não de medos!
A minha voz desenha-se, solitária, perante o teu silêncio e os teus olhos que se desviam, na fuga de quem receia a palavra que se adivinha.
Há algo líquido no tempo e eu não o prendo.
 
Saboreio-o.
Tem travo a mar e a alecrim, a momentos roubados ao nunca, a rotas de ida com destino ao sempre, ainda que não saiba 'onde' nem 'quando'.
Ainda que saiba 'porquê'... ainda que saiba com 'quem' queria...


 

Há tempestades nos olhos de quem ama.
Feitas de memórias, de saberes, de saudades e de vontades.
Feitas de presente, onde tudo acontece.
Ou não.
E é neste não acontecer que nos perdemos.
Agora que chegaste aos meus olhos não t(r)emas!
Quem tem medo de tempestades acaba a rastejar...


 

_____________
29 Março, 2007 18:58


 

NI
______________________
 

COISAS CLARAS - ( do Coutinho Ribeiro escolhi esta)

.

 

Passa já das cinco horas e eu tento dormir, mas não consigo, filha linda, que eu sei que, daqui a pouco, apanhas o comboio em Campanhã, até à gare do oriente, depois daí, comboio mais lento até Albufeira, que interessa que seja lento?, se é para aí que vais, nos teus 16 anos tontos, e o mundo à volta, que gira.



 

Tontos, como foram os meus 16 anos, embora mais constrangidos, que tu sabes que o vovô Quim era tramado, e eu também, mas era filho, quando os filhos não tinham voz, e eu apanhava tareias desmedidas, com cinto e tudo, mesmo quando não merecia e achava que as tareias eram só por causa dos meus olhos brilhantes que olhavam para além das cercanias.


 

Pensa bem.
Tens 16 anos.


 

Viveste alguns anos comigo. Três do quais, só comigo. Por esse tempo, lembro-me de duas palmadas no rabo, já aqui, na Afurada, num dia em que estavam aqui os nosso amigos e tu estavas insuportável, não sei bem porquê, mas insuportável, porque sim, e isso é coisa que chega, talvez a culpa fosse minha, não sei.


 

Já falámos sobre isto e sobre o que digo a seguir, de eu também ir e de estar estar perto de ti, baby, porque eu sou de rotinas e o nosso Jonas gosta de jogar bilhar e ali perto há um bilhar e há um ar que corre diferente, e eu preciso desse ar diferente, nem que seja a jogar bilhar num bar de ingleses.



 

E já te disse: Se quiseres, vamos todos jantar, a malta toda - a tua malta -, mas, se não quiseres, eu serei invisível, estarei por lá, apenas, como estaria se não fôsses, porque eu gosto de coisas claras e, desta vez, eu soube por ti que ias - no verão passado soube que estavas na Zambujeira-Darfur -, e eu não me pronunciei - nem pronuncio - sobre factos consumados e, além disso, amo-te, bebé, e não deves ter medo das tempestades, porque quem tem medo de tempestades acaba a rastejar, como dizem a Cleo e a Ni.


 

_


 

30 Março, 2007 18:06



 

_______________________
 



"Às minhas filhas
.
 

Neste efémero percurso das vossas vidas:
Não se curvem perante as dificuldades,
não hesitem em escolher entre dois caminhos e ouçam sempre a vossa voz interior,
porque nem sempre a opção mais fácil é a mais correcta.
Não se atemorizem pelos obstáculos,
somos o somatório dos nossos actos e das nossas decisões,
nem sempre fáceis, nem sempre racionais.

.

Enfrentem a injustiça, a hipocrisia, a inveja e a falsidade

nunca tenham medo de mostrar os vossos sentimentos,

façam deles a vossa armadura para a batalha da vida

e não se esqueçam…

Quem tem Medo de Tempestades

Acaba a Rastejar!
_________

António Lisboa Gonçalves

30 Março, 2007 13:11
___________________________


 

Ela disse que não…
 

.


 

Antes de ontem pedi a minhamelhor amiga em namoro,
via -email
Ela disse que não…
Armei uma grande tempestade
Chamei-lhe de tudo, desde
Diotima, Ophélia, Beatriz,
Dulcineia, Vénus, Helena,
Não contente, enviei-lhe um terramoto,
De cartas electrónicas, desde estórias
Sem piada nenhuma, dez versões da música
Knocking on heaven's door,
Cinco fotos em fato e gravata,
Mas ela disse que não…
Delicada, carinhosa e inteligentemente,
Pelo que não rastejou,
E eu também não,
Continuo a encher-lhe a caixa de correio
Com dedicatórias infantis…


 

___


 

Ferreira
29 Março, 2007 00:55


 

____________




 

Rastejava em medo a sua coragem tantas foram as tempestades
Encarnou-o,
Ergueu-a e bebeu-as feliz,


 

_______


 

João Sevivas


 

29 Março, 2007 15:52


 

 
_____________________



 

Já Camões -LUSÍADAS, cântico IV:



 

«Despois de procelosa tempestade,


 

Nocturna sombra e sibilante vento,
 
Traz a manhã serena claridade,
 


 

Esperança de porto e salvamento;
 
Aparta o Sol a negra escuridade,
 
Removendo o temor ao pensamento:
 
 
______


 

Manza



 

"ou seja... depois da tempestade geralmente vem a bonança".
29 Março, 2007 14:03


 

_________________________________

 


 

E a parte cómica/séria?


 

 
Quem tem medo de tempestades rasteja
Pode é rastejar bem ou mal
Quando no meio da praia esteja
.


 

Rastejar é bom sinal
Instruções da Protecção Civil está a seguir
Se não rastejar e se armar em corajoso
O mais provável é um raio vir
Que o não deixa com um ar muito jeitoso
.


 

Já se a tempestade for de outra natureza
Rasteja ou dá o peito
Abre a porta à malvadeza
Ou faz o que deve ser feito
.


 

Termino como comecei
Quem tem medo de tempestades rasteja
De que tempestades fala não sei
Mas lá que rasteja, rasteja.


 

____________
30 Março, 2007 23:59
 
E para finalizar:
 
*
«Deixarás de temer quando deixares de ter esperança»
Séneca.
_
INC
 
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Quarta-feira, 28 de Março de 2007

Desafio _ tempestades


 

 
 
 
 
 
 
 
MOTE


 

" Quem tem Medo de Tempestades Acaba a Rastejar"
-


 

Escrevam um pequenino texto sobre este mote.
 
_



 

O desafio fica lançado


 

à Ni
-
ao


 

ANónimo
 
com quem por vezes escrevo a três mãos.
.
Gosto de chamar assim ao jogo de escrita que fazemos.



 

Mas estão convidados todos os corajosos e todos os que gostam de desafios como a GTL
A LUA DE LOBOS
E O APACHE
Já agora JOÃO.... apare o lápis e venha daí também
E traga outro amigo ...
O FERREIRA E O MANZA já se juntaram a nós.
E o LOUCO e.....quem mais quer escrever sobre tempestades???
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Sábado, 25 de Novembro de 2006

Desafio II

( Carlos Teixeira - Até já)
*
_------------_
Anda a circular na Net uma brincadeira engraçada.
recebemos um mail de um amigo a pedir:
Define-me numa só palavra.
É giro. Recebemos depois uma só palavra a defenir-nos qdo reenviamos aos nossos amigos
e eles respondem.
Recebi algumas.
Deixo agora aqui este desafio aos que frequentam o BLog.
Vamos ver no que dá.
*
DEFINAM-ME NUMA SÓ PALAVRA
-________-
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Desafio I


Há tempos, em Agosto mais precisamente, a Tia Cremilde lançou um desafio:
- Escrever a primeira palavra que nos viesse à ideia tendo em conta todas as letras do abcedário.
Correspondi ao desafio e ela veio ao meu Blog desafiar-me a postar o que eu escrevera.
Na altura "encolhi-me".
Agora apetece-me
Aqui vai o que escrevi:
...................Depois de corresponderem ao desafio.
É que gostava que vocês fizessem o mesmo.
``
*
Como alguns já corresponderam, aqui vai o meu:
*
A - Amo-te
B - Beijo-te
C - Como........-te
D - Dedilho-te
E - Encontro-te
F - Ficamos
G - Gostamos
H - Hoje
I - Invento-te
J - Juro-te
L - Liberto-te
M - Muito
N - Nu
O - Ontem
P - Pinto-te
Q - Quando
R - Revejo-te
S - Sinto-te
T - Tenho-te
U - Unidos
V - Vejo-te
W - We (are the champions!!!)
X - Xôxo (de beijo outravez )
Y - You
Z - Zonzos!!!!!!!!!!!!
:::
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De Perfil

Sobre mim

Sou alguém que escreve por gostar de escrever. Quem escreve não pode censurar o que cria e não pode pensar que alguém o fará. Mesmo que o pense não pode deixar que esse limite o condicione. Senão: Nada feito. Como dizia Alves Redol “ A diferença entre um escritor e um aprendiz, ou um medíocre, é que naquele nunca a paixão se faz retórica.” online

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