Domingo, 26 de Abril de 2015

Entrega-te ao medo e não Viverás

 

escrito no papiro por ACCB às 22:03
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Quando a Vida Humana dá à Costa

 

 

 

 

Quando eu era pequena, vinham dar à praia as conchas brancas das vieiras, das amêijoas e alguns pedaços de rocha que eu tratava como pedras preciosas...
Era de manhã que as encontrava em passos de pés pequenos pela areia que acordava para o Sol.
Nunca percebi porque íamos tão cedo para a praia mas devia ser porque só aquela hora os pedaços de rocha eram pedras preciosas.
Um dia já mais velha deram à costa uns cetáceos... chocou-me o facto de seres viventes no ambiente marítimo morrerem nele e percebi que era porque os seres terrestres tinham descuidado o transporte de um bem caro e precioso, o crude,... quase tão precioso como os pequenos pedaços de rocha que pela manhã eram pedras preciosas na minha infância .
Agora,... "dão à costa" seres humanos... vitimas da acção de outros seres humanos que dominam um pequeno planeta chamado Terra onde também habito e pertence à Humanidade.
Só que a Humanidade é uma espécie estranha e desigual,...há os que têm direito a circular livremente e tiveram a sorte de nascer num espaço de planeta onde são felizes e têm casa família, trabalho, ensino e um documento que os libera ... e há os outros... os sem terra, aqueles a quem roubam a paz, o espaço, a casa a família, o trabalho... os que não têm praia para apanharem os pedaços de rocha que pela manhã são pedras preciosas quando somos crianças...
E "dão à costa"... porque os seus iguais vivem numa praia pequena e têm um horizonte sem sonhos de igualdade, sem conchas brancas ou bens mais preciosos que o crude, como por exemplo a Vida Humana.....

escrito no papiro por ACCB às 21:56
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Sou alguém que escreve por gostar de escrever. Quem escreve não pode censurar o que cria e não pode pensar que alguém o fará. Mesmo que o pense não pode deixar que esse limite o condicione. Senão: Nada feito. Como dizia Alves Redol “ A diferença entre um escritor e um aprendiz, ou um medíocre, é que naquele nunca a paixão se faz retórica.” online

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