Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2012

Desejo a Você

 

 

 

 

 

Fruto do mato

Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender uma nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel...
E muito carinho meu. -
.
Carlos Drummond de Andrade


* Até para o ano!
escrito no papiro por ACCB às 19:31
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Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2012

Natal é quando um Homem quiser

escrito no papiro por ACCB às 19:45
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Feliz Navidad

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Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2012

21.12.2012

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21.12.2012

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Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2012

Al di la

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Terça-feira, 11 de Dezembro de 2012

I Get a Kick Out of You

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Domingo, 9 de Dezembro de 2012

Um artigo de jornal é a realidade do público

 

CONSELHO SUPERIOR DA MAGISTRATURA

Nota de Esclarecimento

 Na sequência da notícia publicada ontem, dia 05 de Dezembro de 2012, no jornal "Correio da Manhã", com o título "Juízes expulsos por incapacidade" cumpre esclarecer o seguinte:

 

A referida notícia confunde aposentação compulsiva com aposentação por incapacidade.

 

A aposentação compulsiva é uma pena disciplinar, resultante de um procedimento disciplinar onde se comprove a existência de infracção disciplinar.

 

A aposentação por incapacidade resulta da sujeição a uma junta médica onde se comprove a incapacidade clinica para o exercício das funções profissionais.

 

Ao contrário do que se informa no terceiro parágrafo da referida notícia os juízes Maria Isabel Lourenço, Maria da Luz Figueiredo e Antonino Antunes não foram aposentados por força de pena disciplinar, mas sim por via de aposentação por incapacidade (clínica) para o exercício das funções de magistrado judicial.

Lisboa, 06 de Dezembro de 2012

O Juiz Secretário

Luís Miguel Vaz da Fonseca Martins


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/um-artigo-de-jornal-e-a-realidade-do-publico=f771785#ixzz2EWVRJHVR

escrito no papiro por ACCB às 03:50
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Sábado, 8 de Dezembro de 2012

Nossa casa tinha Lua....................

escrito no papiro por ACCB às 08:08
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Bom fim de Semana :-)

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Sexta-feira, 7 de Dezembro de 2012

SONATA DE OUTONO

Inverno não é 'inda mas Outono

Na sonata que bate no meu peito

Poeta distraído, cão sem dono

Até na própria cama em que me deito

Inverno não é 'inda mas Outono

Na sonata que bate no meu peito

Acordar é a forma de ter sono

No presente e no pretérito imperfeito

Mesmo eu de mim próprio me abandono

Se o rigor que me devo não respeito

Acordar é a forma de ter sono

No presente e no pretérito imperfeito

Morro de pé

Mas morro devagar

A vida é afinal o meu lugar

E só acaba quando eu quiser

Não me deixo ficar

Não pode ser

Peço meças ao Sol, ao céu, ao mar

Pois viver é também acontecer

A vida é afinal o meu lugar

E só acaba quando eu quiser

 

José Carlos Ary Dos Santos

Faria 75 anos

escrito no papiro por ACCB às 23:59
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Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2012

:-)) Bonito

 

Um pássaro e um navio são a mesma coisa

quando te procuro de rosto cravado na luz.

 Eu sei que há diferenças,

mas não quando se ama,

 

 

As palavras Interditas


Eugénio de Andrade

escrito no papiro por ACCB às 19:06
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carta




Meu casto

e puro amor provinciano,

não percas tempo

acendendo velas

no teu oratório:

nenhum santo

nem eu

estamos na disposição

de fazer o milagre

do teu casamento.

 

 Eugénio de Andrade

In: Primeiros Poemas (1977)

escrito no papiro por ACCB às 18:55
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...escrever...

 

 

Os rumores vinham de costas, a rua entrava pela casa, apesar de tão alta. Desviava então a vista fatigada do papel, a palavra exacta era lenta a chegar, quando chegava. O trabalho de horas acabara por reduzir-se a três ou quatro linhas, ainda por cima Cesário insinuara-se no seu apuro.

Aproximou-se da janela, a luz era ainda amarga naquele fim de Março.

O rio lá ao fundo ia frio, apesar disso as águas chamavam-no. É a música inominável da poesia, pensou, um dia terei de responder àquele apelo.

Voltou ao papel, não podia perder o resto da manhã. O que se expõe na palavra é um corpo mortal, mas são essas interrogações que resistem à morte.

Amarfanhou a folha, atirou-a fora, exasperado.

Pegou na bengala, desceu à rua. Março ia frio, não há dúvida.

 

 Eugénio de Andrade

(16.5.85)

escrito no papiro por ACCB às 18:43
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in As vertentes do Olhar

 

 
 
Nenhuma palavra acorre hoje para me ajudar a carregar com o dia.
 Contemplo longamente (ver é agora a minha única paixão) 
a ave que desenhaste no meu caderno, 
ferida em pleno voo – quem terá forças para impedi-la de morrer? 
Outras gaivotas passam quase rente à janela, vai chover.
 Troco este céu impassível pelas dunas de Fão, agora só na memória.
 Também aí as gaivotas anunciavam que a luz mudara de direcção, 
e algumas aproximavam-se tanto do meu rosto que eu chegava a recear que me bicassem os olhos.
 Elas vêm e vão, o céu está agora mais claro, já não as vejo.
 Talvez não caia mais que um dedalzinho de água, ou nem isso sequer.
 Eugénio de Andrade 

28.2.86

escrito no papiro por ACCB às 18:33
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Atraso

 

Os sentimentos atrasam, as paixões atrasam, as instituições atrasam, está tudo a mais, nesse demais sempre a pesar sobre a existência, ela própria uma ideia a mais, filósofos, sábios, médicos, padres, pouco a pouco de mansinho e brutalmente, têm-nos feito esta vida falsa porque não há profundidade nas coisas, não há além, nem mais voragem do que a que formos capazes de lá pôr já, sem ideia nem entidade, sem imanência nem instância, nada me espera para me pedir contas, mas eu tenho contas a pedir a alguns ignóbeis velhos labregos da doutrina, contas a pedir por retardarem a vida com os seus sentimentos, paixões, instituições.(...)
Antonin Artaud, os sentimentos atrasam, 1956

escrito no papiro por ACCB às 08:48
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Terça-feira, 4 de Dezembro de 2012

( sem título)

 

 

 

 

Esperar ou vir esperar querer ou vir querer-te
vou perdendo a noção desta subtileza.
Aqui chegado até eu venho ver se me apareço
e o fato com que virei preocupa-me, pois chove miudinho

Muita vez vim esperar-te e não houve chegada
De outras, esperei-me eu e não apareci
embora bem procurado entre os mais que passavam.
Se algum de nós vier hoje é já bastante
como comboio e como subtileza
Que dê o nome e espere. Talvez apareça.


- Mário Cesariny

 

escrito no papiro por ACCB às 23:32
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A janela......

 

 

 

Não basta abrir a janela

Para ver os campos e o rio.

Não é bastante não ser cego

Para ver as árvores e as flores.

É preciso também não ter filosofia nenhuma.

Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.

Há só cada um de nós, como uma cave.

Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;

E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,

Que nunca é o que se vê quando se abre a janela...
Alberto Caeiro, Não basta abrir a janela

escrito no papiro por ACCB às 21:21
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Sábado, 1 de Dezembro de 2012

1 Dezembro de 1640/2012

 

 

 

"Nos liberi sumus, Rex noster libert est, et manus nostrae nos liberaverunt!"
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/os-cavaleiros-de-almacave=f770807#ixzz2DqXtWVWN

 

 

 

 

 

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escrito no papiro por ACCB às 22:36
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A Fuego lento...............

escrito no papiro por ACCB às 03:54
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De Perfil

Sobre mim

Sou alguém que escreve por gostar de escrever. Quem escreve não pode censurar o que cria e não pode pensar que alguém o fará. Mesmo que o pense não pode deixar que esse limite o condicione. Senão: Nada feito. Como dizia Alves Redol “ A diferença entre um escritor e um aprendiz, ou um medíocre, é que naquele nunca a paixão se faz retórica.” online

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