Sábado, 31 de Dezembro de 2011

Vale a pena Imaginar e Realizar

 

CONSEGUIR

 

 

escrito no papiro por ACCB às 12:00
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Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011

Ano Novo?

escrito no papiro por ACCB às 07:29
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Todas as coisas eram possíveis :-)

 

 

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
... E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,

Eugénio de Andrade

 

escrito no papiro por ACCB às 02:01
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Terça-feira, 27 de Dezembro de 2011

Again..................

_______________ _____________ _________________________
escrito no papiro por ACCB às 01:46
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Sábado, 24 de Dezembro de 2011

O Natal contado aos adultos

Uma amiga mandou-me.

 

 É uma delícia.

 

Que os vossos corações voltem à infancia para que seja realmente Natal.

 

 

 

 

 

 

escrito no papiro por ACCB às 01:26
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Terça-feira, 20 de Dezembro de 2011

Amiga

escrito no papiro por ACCB às 00:33
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Sábado, 17 de Dezembro de 2011

Partida

Os pintores, os poetas, os escritores, os artistas em geral, não morrem, mudam de estado.

 

 

E há vozes que ficam eternamente no tempo, como...Ela.

 

 

 

 

 

 

escrito no papiro por ACCB às 15:46
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Mimos que me mandam........

escrito no papiro por ACCB às 07:07
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Don't save it all for christmas Day

escrito no papiro por ACCB às 01:33
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Há nisto uma suavidade invulgar

escrito no papiro por ACCB às 01:01
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Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011

Porque é que só alguns sabem dizê-lo....assim

 

 

 

 

 

 

Para te dizer tão-só que te queria
Como se o tempo fosse um
sentimento
bastava o teu sorriso de um outro dia
nesse instante em que
fomos um momento.
Dizer amor como se fosse proibido
... entre os meus
braços enlaçar-te mais
como um livro devorado e nunca lido.
Será pecado,
amor, amar-te demais?
Esperar como se fosse (des) esperar-te,
essa certeza
de te ter antes de ter.
Ensaiar sozinho a nossa arte
de fazer amor antes
de ser.
Adivinhar nos olhos que não vejo
a sede dessa boca que não
canta
e deitar-me ao teu lado como o Tejo
aos pés dessa Lisboa que ele
encanta.
Sentir falta de ti por tu não estares
talvez por não saber se tu
existes
(percorrendo em silêncio esses altares
em sacrifícios pagãos de olhos tristes).
Ausência, sim. Amor visto por dentro,
certezas ao
contrário, por estar só.
Pesadelo no meu sonho noite adentro
quando, ao meu lado, dorme o que não sou.
E, afinal, depois o que ficou
das noites
perdidas à procura
de um resto de virtude que passou
por nós em co(r)pos
de loucura?
Apenas mais um corpo que marcou
a esperança disfarçada de
aventura...
(Da estupidez dos dias já estou farto,
das noites repetidas
já cansado.
Mas, afinal, meu Deus, quando é que parto
para começar, enfim,
este meu fado?)
No fim deste caminho de pecados
feito de desencontros e de
encantos,
de palavras e de corpos já usados
onde ficamos sós, sempre,
entre tantos...
Que fique como um dedo a nossa marca
e do que foi um beijo
o nosso cheiro:
Tesouro que não somos. Fique a arca
que guarde o que
vivemos por inteiro.

Fernando Tavares Rodrigues

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Está na hora de apanhar este Vôo

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Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011

;-) Música da semana

escrito no papiro por ACCB às 20:01
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Terça-feira, 13 de Dezembro de 2011

Quando chegas já não sou senão saudade...

 

A Demora

 

O amor nos condena:
demoras
mesmo quando chegas antes.
Porque não é no tempo que eu te espero.

Espero-te antes de haver vida
e és tu quem faz nascer os dias.

Quando chegas
já não sou senão saudade
e as flores
tombam-me dos braços
para dar cor ao chão em que te ergues.

Perdido o lugar
em que te aguardo,
só me resta água no lábio
para aplacar a tua sede.

Envelhecida a palavra,
tomo a lua por minha boca
e a noite, já sem voz
se vai despindo em ti.

O teu vestido tomba
e é uma nuvem.
O teu corpo se deita no meu,
um rio se vai aguando até ser mar.

Mia Couto, in " idades cidades divindades"

 

 

 

 

escrito no papiro por ACCB às 22:22
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Nada a declarar

 

 

Há momentos na Vida em que só o Silêncio sabe o que dizer.

 

___________

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escrito no papiro por ACCB às 20:46
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Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2011

Grazia Mile

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Sábado, 10 de Dezembro de 2011

Mimos que me mandam........

escrito no papiro por ACCB às 23:07
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Lua cheia

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Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011

Secreta mulher....também há

escrito no papiro por ACCB às 13:05
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Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2011

Uma única data para uma mulher única

 

Vila Viçosa, 8 de Dezembro de 1894 

 

 Matosinhos, 8 de Dezembro de 1930

 

 

-      +++        -

 

Tarde no mar

A tarde é de oiro rútilo: esbraseia.
O horizonte: um cacto purpurino.
E a vaga esbelta que palpita e ondeia,
Com uma frágil graça de menino,

Pousa o manto de arminho na areia
E lá vai, e lá segue o seu destino!
E o sol, nas casas brancas que incendeia,
Desenha mãos sangrentas de assassino!

Que linda tarde aberta sobre o mar!
Vai deitando do céu molhos de rosas
Que Apolo se entretém a desfolhar...

E, sobre mim, em gestos palpitantes,
As tuas mãos morenas, milagrosas,
São as asas do sol, agonizantes...

                      Florbela Espanca
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Terça-feira, 6 de Dezembro de 2011

Jürgen Habermas, o último europeu

 

 

 

2 dezembro 2011
Hamburgo

 

 

Jürgen Habermas está farto. O filósofo tem feito tudo o que pode para chamar a atenção para o que entende ser o fim do ideal europeu. Espera
poder ajudar a salvá-lo – de políticos ineptos e das forças obscuras do mercado financeiro. Excertos.

Jürgen Habermas está zangado. Está muito zangado. Está mesmo furioso – porque encara a questão pessoalmente. Dá murros na mesa e grita: "Basta!" Não quer de todo ver a Europa remetida para o caixote do lixo da história mundial.

 

"Falo como cidadão", diz. "Preferiria estar em casa, sentado à minha secretária, acreditem. Mas isto é demasiado importante. As pessoas têm que
entender que enfrentamos opções decisivas. É por isso que estou tão empenhado neste debate. O projeto europeu não pode continuar em modo de elite."

 

Basta! A Europa é o seu projeto. É o projeto da sua geração. Jürgen Habermas, de 82 anos, quer fazer passar a palavra.

 Está sentado no palco do Goethe Institute de Paris.

 

De uma maneira geral, diz coisas inteligentes como: "Nesta crise, colidem imperativos funcionais e sistemáticos" – referindo-se às dívidas soberanas e à pressão dos mercados. Por vezes, abana a cabeça com consternação e declara: "É completamente inaceitável, completamente" – referindo-se às imposições da UE e à perda da soberania nacional da Grécia.

 

 

E depois volta a ficar danado: "Os responsáveis são os partidos políticos. Os nossos políticos há muito que são incapazes de aspirar a mais do que serem re-eleitos. Não têm substância política de qualquer espécie, não têm convicções..." É da natureza desta crise que filosofia e palpites de política
fiquem em pé de igualdade.

O golpe de Estado dos tecnocratas

É por isso que ali está sentado. Foi por esse motivo que escreveu recentemente um texto no Frankfurter Allgemeine Zeitung, em que critica o cinismo dos políticos europeus e o seu "alheamento dos ideais europeus".

 

Acaba também de publicar um livro – um "livrinho", como lhe chama –, que o respeitado semanário alemão Die Zeit prontamente comparou com o ensaio de 1795 de Immanuel Kant, "Para a paz perpétua" [tradução do Instituto Galego de Estudos de
segurança Internacional e da Paz, disponível na Internet]. Mas tem alguma resposta para a questão do caminho que a democracia e o capitalismo devem tomar?

 

"Zur Verfassung Europas" ("Sobre a constituição da Europa") é o nome do seu novo livro, que é basicamente um extenso ensaio, onde descreve a mudança da essência da nossa democracia por pressão da crise e do frenesim dos mercados. Habermas diz que o poder deixou de estar nas mãos do povo e foi transferido para órgãos de legitimidade democrática duvidosa, como o Conselho Europeu. Basicamente, defende, os tecnocratas há muito que vêm preparando um golpe de Estado silencioso.

 

Habermas refere-se ao sistema que Merkel e Sarkozy estabeleceram durante a crise como uma "pós-democracia". O Parlamento Europeu não tem praticamente nenhuma influência. A Comissão Europeia tem "uma posição estranha, suspensa", sem nenhuma responsabilidade no que faz. Mas mais importante, no entanto, é o Conselho Europeu, ao qual foi dado um papel central no Tratado de Lisboa" – que Habermas vê como uma “anomalia". Considera o Conselho como um "organismo governamental que se envolve na política sem ter mandato para tal”.

Acredita na racionalidade do povo

Aqui chegados, deve mencionar-se que Habermas não é um Velho do Restelo, um pessimista, nem um profeta da desgraça – é na verdade um otimista inabalável e é isso que o torna um fenómeno raro na Alemanha. Habermas acredita verdadeiramente na racionalidade do povo. Acredita realmente na velha ordem democrática.


Acredita totalmente numa esfera pública, ao serviço de uma vida melhor. Assim se explica a alegria com que encarava o público, naquela noite de meados de novembro, em Paris.

 

Enquanto os ativistas do movimento Ocupar se recusam a formular qualquer exigência clara, Habermas enuncia com precisão porque vê a Europa como um projeto de civilização que não pode falhar e porque a "comunidade global" é tão necessária para conciliar democracia com capitalismo. Por outro lado, afinal os revolucionários intervenientes dos movimentos Ocupar e o filósofo dos livros não estão assim tão afastados. É basicamente uma divisão de trabalho – entre o analógico e o digital, entre debate e ação.

 

 

"Pouco depois de 2008", comenta Habermas, com um copo de vinho branco na mão, após o debate, "percebi que o processo de expansão, integração e democratização não avança automaticamente por si só, que é reversível, que, pela primeira vez na história da UE, estamos verdadeiramente a passar por um desmantelamento da  democracia. Não achava que isso fosse possível.

 

Estamos numa encruzilhada”. "A elite política não tem realmente nenhum interesse em explicar ao povo que estão a ser tomadas decisões importantes em Estrasburgo; tudo o que receia é perder o seu poder individual", afirma. Isto é importante para entender porque leva o tema da Europa tão a peito. Tem a ver com a Alemanha maligna de ontem e a Europa de bem de amanhã, com a transformação do passado em futuro, com um continente que já viveu dilacerado pela culpa – e agora está a ser destruído pela dívida.

A UE como algo novo

A sua visão é a seguinte: "Os cidadãos de cada país, que tiveram de aceitar que as responsabilidades fossem transferidas para fora das fronteiras soberanas, podiam, enquanto cidadãos europeus, aplicar o seu peso democrático a influenciar os governos que agem numa zona constitucional cinzenta."

 

Este é o principal ponto para Habermas e é o que tem faltado na visão da Europa: uma fórmula para o que está errado na construção atual. Ele não vê a UE como uma comunidade de Estados ou como uma federação, mas sim como algo novo. É um edifício jurídico que os povos da Europa acordaram em conjunto com os cidadãos da Europa – ou seja, nós próprios connosco –, de uma forma dual e esquecendo os respetivos governos. Isto retira, naturalmente, a base de poder de Angela Merkel e Sarkozy, mas é mesmo isso que ele deseja.

 

 

Há uma alternativa, diz, há outra via para a mudança sub-reptícia do poder a que estamos a assistir. Os meios de comunicação "têm" de ajudar os cidadãos a compreender a enorme dimensão da influência da UE sobre as suas vidas. Os políticos "vão" certamente entender a enorme pressão que cairia sobre eles, se a Europa falhar. A UE "deve" ser democratizada.

 

"Se o projeto europeu falhar", alerta, "fica a questão de quanto tempo vai demorar a retomar o status quo. Recordemo-nos da revolução alemã de
1848: quando falhou, levámos 100 anos a recuperar o nível de democracia anterior."

escrito no papiro por ACCB às 01:33
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Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2011

Cor de rosa

 

 

Mãe, tenho de ser grande?
Mãe tenho de andar em bicos dos pés?
Endireitar as costas  e elevar as mãos e sorrir como se não ouvisse, não visse...não soubesse?
Mãe, tenho de dar passinhos de cristal e não posso ser de cristal?
Tenho de ser leve, suave, musical, de ter gestos próprios aos olhos dos outros, cabelos certinhos e apanhados...olhar distante e que não confronte os deles....
Mãe....aquelas escadas são para subir assim?

Tenho um arco Mãe, já me viste dançar em circulo e fazer coisas loucas com o meu arco? Olha que passo por ele e  salto por ele ,... tem dentro um mundo imaginário sim...mas um dia será meu.

Deixei o cabelo solto mãe....estava muito alinhado e hoje, trouxe pastilha elástica sim... mas é cor de rosa ;-))

ACCB

 

 

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Pois… era suposto estar na aula… aprender os passos e dançar a música que escolheram para mim.
Não consigo. Há tanto para ver!!! Basta focar o horizonte, despistar o sol que tenta cegar-me o futuro e dar os passos em frente para o mundo de... cor que me espera…
Não quero ficar em rodopios esvoaçantes em torno de mim em harmonias ensaiadas… quero ser mais do que o mundo à volta do meu arco. Se “sou do tamanho daquilo que vejo e não do tamanho da minha altura” , serei grande… serei imensa… serei tudo, porque tudo me espera no caminho dos meus passos livres…
Agora vou… não sei se volto.
Desço as escadas do que queriam que fosse… parto em rumo do que serei…
As músicas vão tocando… a dança, escolho eu !

 

Elsa Gonçalves

 

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É hoje..... Calça os sapatinhos de ballett, veste o vestido e vai. Estás bonita com o fato de  dança, não te esqueças dos passos, ...e 1, e 2, e 3...segura, aguenta, o fato ajuda a dar beleza aos movimentos, apenas isso, daqui a muitos já n...inguém olha para ele, só para a técnica.
Vai... segue atrás das outras bailarinas, vê como dançam bem, passos certos harmoniosos resultam num bailado perfeito, vê bem como fazem... Existe uma que sobressai, é alta, esguia, pele branca, corpo e técnicas perfeitas, é admirada por todos, põe a plateia alguns minutos de pé a bater palmas mas....dizem-me que treina 10h por dia e que toda a sua força vem de substancias proibidas que toma... Vai fazer muito sucesso,
mas de que lhe adianta se passa a vida entre quatro paredes a corrigir passos? Mas de que lhe adianta se as substancias que ingere a vão matar mais cedo? Porque infringe ela as regras para ser a melhor? Quanto tempo vai demorar até as drogas tomarem conta do seu corpo  e tudo se desmoronar?....treina,treina todos os dias para seres a melhor...vais sentir que algumas bailarinas te vão querer deitar ao chão, aguenta firme...costas direitas, cabeça erguida, queixo para cima... Vai para cima do palco... Na plateia estarei sempre eu para te bater palmas ou ajudar a levantar do chão...
Vai Inês....tira a pastilha da boca e vai "dançar"

DJ
06/12/2011
 
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 Mas mãe... porque é que tenho de ser igual a todas elas?
 
Maria João Fortunato
 
 
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...mãe...gosto tanto de dançar como gosto de ti. Mas tu tens um compasso diferente da dança e, não me obrigas à métrica do rigor. Dás-me liberdade, para eu criar os meus passos. Dizes...: - vai...e, eu aprendo por mim essa tua liberdade, criando fantasias, que mostro só para ti.
Mãe...perdoa-me, quando me engano em palco...não é falta de atenção ou pouco domínio da arte...é um espaço onde te respiro e sinto que não danço para só para ti, mas gostaria que assim fosse.
Lembras-te da birra do primeiro dia? Nem a pastilha elástica...que tu ralhas constantemente apaziguou o momento. Mas hoje, vou dançar só para ti. Não quero fazer os passos da regra, quero dançar no teu palco, como se estivesse dentro de ti, num mundo fechado, onde apenas há uma palavra continuada...AMOR. Deixas?
 
 
José Luís Outono
 
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Mãe, "sonhei que tinha vinte anos e era uma bailarina célebre. Toda vestida de branco, os meus pés foram impelidos por uma força mágica, enquanto aos meus ouvidos chegava uma fascinante música" Shophia Mello Breyner, citada de cor por mim
 
Júlia Moura Lopes


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Entrei apenas porque olhei, achei lindo e quis ver. A menina tem muitos degraus a subir para chegar àquele patamar de beleza...Penso que tem muitas hipóteses de chegar lá acima porque o belo consegue-se com muito trabalho e disciplina e com... criatividade no quebrar de regras e negar convenções.
O belo está ali, sente-se de algum modo mas foge se tentamos tocar-lhe. O belo que tanto custou não está lá: está sempre dentro de nós na nossa específica forma de o "ver" e sentir.
Desculpem a intromissão.
 
 
Alfredo Ventura Sousa
 
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Porque é que tudo é cinzento, preto ou branco? Porque é que tudo tem de ser como os outros querem ou dizem?! Eu gosto de cor de rosa! Hoje quero um "splash" de cor... mas não me apetece pintar. Guardei os pincéis e as tintas, mas continuo a... querer a cor de que tanto gosto: rosa. Posso pintar o mundo de cor de rosa, mas não quero usar os meus pincéis, quero pintar com o coração. A menina que há dentro de mim olha-me com desconfiança porque sabe que ás vezes me esqueço dela porque vejo e pinto o mundo de cinzento. Adaptei-me a uma sociedade que me pinta a tons de cinzento mas  continuo a gostar de cor de rosa.
 
 
Descobriu que ainda é pequenina, não pelo tamanho mas pela doçura que tem em cada gesto de carinho, o cinzento da vida ainda não lhe roubou os sonhos, a inocência nem a fé na humanidade. Próximo de si ainda convive com ela (adulta) a menina... que já foi e ainda é. E se acaso o destino teima em mostrar que a vida é cinzenta, resgata das memórias os pincéis e as tintas e teima em pintar tudo que lhe é próximo com mais um pouco de cor de rosa. Splash! na tela da vida, como quem sonha com um mundo cheio de melodia, cores alegres e vibrantes, mas acima de tudo com muito cor de rosa, como as paredes do seu antigo quarto, a colcha da cama e os cortinados (todos em diferentes tons de cor-de-rosa) que tanto gostava e que eram a última coisa que via antes de dormir e sonhar... sonhos cor-de-rosa.
Sofia Agostinho
 
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Bailamos conforme  a música, nos dizem desde que nascemos.
Que fomos criados à imagem de deus e que para deus teremos de caminar, ideal de belo e de perfeito.
Mas como, se quem o diz nos aperta as botas e logo aí nos escolhe a música que ha...vemos de bailar?
Caminhamos por estreitas veredas, bailamos em palco apertado, sonhamos apenas as  nuvens que não alcançamos.
E o sonho, que faremos dele?
Esperança não é tudo o que nos falta, nem o fogo que nos queime, se do celeste repasto jejuamos há tanto tempo e a força nos teima na espera de colher.
Preciso é que ganhemos o riso e a festa, se de velas rasgadas não se vencem tormentas, nem romperemos o silêncio de nuvens e ânsias.
Subamos nos ares em busca de praia e nos salvemos num mastro que fincaremos nas nuvens
 
 
José Brás
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Seis degraus, apenas seis degraus me conduziam  ao sonho de minha mãe. Virei as costas, agarrei no meu arco cor de íris e saltei de mim naquela pastilha cor de rosa.
 
Alexandra Rosado
 
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Quantos degraus para a dança da vida, quantos passos para o meu sonho-balão rebentar no palco-realidade e o arco encolher, encolher... ?
 
Mário Domingos
 
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Sonho,
com o meu arco e balão
subir aquelas escadas
e dançar
até ser grande...
 
António CR
 
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Só não quereria ser grande em bicos de pé, mas gostava muito de saber dançar. Pelo menos um tango! Mas fugia-me o pé para cima do sapato da companheira. Fui nesta matéria sempre um desastre.
Penso que o ballet é o design do corpo. Tchaikovsky compôs um dos mais belos (até pela sua dramaticidade) balé: O lago dos Cisnes.
 

 

João Magalhães


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Todo o sonho sobe, à mercê dos sonhos que o elevam.

 

José Eusébio

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Mãe.... minha mãe... quanta saudade.....
"Mãe, tenho de ser grande?"... Mãe tive de crescer!!!!!

 

Fernanda Freitas

 

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Todos acham que me perdi ou não quis seguir os passos da minha irmã...na verdade escondi-me dentro deste vestido que ela já não usa há mais de tres anos...e o arco..o arco saiu de uns desenhos animados num livro que a minha madrinha deu pel...o natal. alem do arco, ela deu-me uma caixa de chicletes cor-de-rosa. Hoje vim aqui assistir ao ensaio e alguem me disse que parecia uma bailarina. Eu também acho que pareço mas é mais por causa do vestido...nunca consegui andar assim em bicos de pés, caio sempre e nem sei tentar sem me apoiar. Hoje vou apoiar-me no arco...sempre há-de servir para alguma coisa. Lili.
 
Florentino Marabuto
 
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A menina e a mulher...a menina que sou e a mulher que terei de ser...não quero subir esses seis degraus assim...tão depressa que nem sinto o chão...quero continuar a ser arisca e rebelde e mimada ... quero sentir as tuas mãos a alisar-me o ...cabelo revolto... quero ficar assim contigo durante muito tempo...e sem subir os degraus...o arco é para brincar... as sapatilhas apenas para calçar...não quero ser perfeita aos olhos dos outros, dançar em bicos de pés e encantar...quero ainda ser encantada ...e tropeçar... para me sacudires o vestido...limpares a ferida do joelho... quero ser menina por muito tempo...para tu ainda cá estares...
 
Isabel Valente
 
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Incapaz de andar em pontas, fixo-me na chiclete rosa choc. volto ao tempo da pirata...5 tostões e algum jeito faziam balões capazes de rebentar o mundo! coisas de meninas...
 
Fernanda Tomé
 
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A foto de Clarissa
Um conto Banal de dias banais a propósito de um desafio.
Hoje, acordei com uma certa nostalgia, aquela sensação estranha que se entranha. Impaciente, sem o  que fazer, corri as estantes da biblioteca, à procura de um liv...ro ao acaso. Sem saber bem porquê parei a minha mão no mais famoso livro de Jonathn Swift, que fez as delicias do meu final de infância. Abri o livro, e caiu ao chão uma fotografia, apanhei-a e sorri. Era aquela foto da Clarisse, que eu tinha tirado, quando a levei ao ballet, entre a pressa do trabalho e a desorganização do tempo, naqueles tempos em que tudo era confuso por ausência de uma mãe.  
Estava completamente desalinhada, coitada, ajudei-a a vestir à pressa, ainda em casa, foi assim no carro.
Quando chegou as primas donas ainda ensaiavam.
Para ela o balett era um sacrifício, que acabou duas semanas depois quando me convenceu que o ballet não era para ela. Este momento da foto revelava já esse desígnio. Mas eu queria cumprir o papel de pai e mãe, o que fazia ainda desajeitadamente. A mãe da Clarissa saíra de casa há cerca de dois meses, para nunca mais voltar. Para nunca mais voltar. Curioso recordo perfeitamente estes dias, e o dia desta foto,  mas não recordo a face da mãe da Clarissa.
A Clarissa estava bem disposta, e completamente descontraída, mascava uma pastilha não autorizada, e provocadora, nem ela nem eu estávamos concentrados na pastilha que eu não autorizava. Olhei para aquela imagem, corri ao carro, onde tinha a minha maquina digital, e tirei a fotografia que ora me faz sorrir. Sem saber porquê, porque aqueles tempos , eram tempos que não me faziam sorrir, ainda tinha comigo a mágoa de quem é preterido por uma aventura de vida, nunca entendi a mãe da Clarissa, como será ela agora?.
Mantenho o sorriso idiota. A Clarissa cresceu, tenho saudades da Clarissa, desde que foi para Londres, só estamos juntos uma vez por ano. Está igual, irreverentemente igual. Mas já não acredita que a mãe fez uma viagem de barco naufragando na ilha de lilliput . Na altura foi o que me veio à memória, justificando assim o facto da mãe da clarissa ter partido, quase sem aviso. A verdade é que a nossa vida, a minha e a da mãe da clarissa, tinha se iniciado muito cedo, éramos ,extremamente pequenos, e estávamos  constantemente em guerra por futilidades, tal como os habitantes de lilliput.  Enfim não fora acaso a minha nostalgia e a escolha do livro, nem o facto de ai ter deixado a fotografia, naqueles tempos, também relia as viagens de Guliver, talvez com esperança, de rever a mãe da Clarissa. Tal como as Primas donas que serviram de cenário nesta foto que tirei à clarissa, também eu vivia, naquela época em pontas.
 
Pedro Cabeça
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Gabriel Maria

 

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...e na verdade, já nao me lembrava como o rosa era bonito, sereno e perfumado...esquecera que era criança, e que os  meus pés também serviam para chutar as pedras da calcada, ou os charcos em dias de chuva, e serviam sobretudo para andar ...livre e solta....e quando agora olhas para mim, humilhada na tela em que me pintaste, eu sorrio, levo as mãos aos longos caracóis do meu cabelo, despentei- o energeticamente, e, para terminar, acabo fazendo um balão com a minha pastilha, bem maior que o anterior, até subitamente, como que num perfeito pliet, se rebenta e falece no meu rosto.

 

 

Teresa Margarida Cabral


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...se a tua mensagem foi inspiradora, não tenho dúvida. São momentos assim, que nos transportam para fora deste planeta e, nos cedem a cidadania lunar do sonho. Provoca-nos o desatar de nós no peito guardados ingloriamente e soltamos o que... até julgamos não possuir. São sonhos, que nos dizem mares eternos e, até acreditamos que ouvimos hinos interiores, frases cristal ou ecos muito íntimos.
E no fundo, estava uma provocação. Uma foto quiçá olhada e ignorada....e aqui marcada com a palavra livre de cada um, no desigual do ser e parecer, mas igual na tua intenção de parece bem.
Oscilei, neste comentário. Não queria fazê-lo. Pensei até e, porque tenho essa liberdade de amigo no cruzamento de olhos que guardo, dizer-te privadamente do meu gostar e sentir neste teu desafio. Mais um no meio de tantos onde dás a mão e fazemos uma roda de amigos. Longe vão os tempos de poemas a duas mãos, guardados nos confins da net, ou das pinturas inspiradoras de "livros" nunca acabados.
Mas preferi, fazê-lo universalmente. Dizer-te, que na tua "irreverência" poética e salutar, no teu "traquinas" mostrar de criatividade grande, consegues muitas vezes, o que técnicos "perfeitos" não conseguem - UNIR.
Como amigo, e sabes que sou, dou-te um sorriso cúmplice de agrado pleno, por este momento e de agradecimento pelo teu ASSIM NÃO VALE. Tocaste-me, tal como te "toquei". E dou-te apenas um sorriso cúmplice, porque como és "vaidosa" q.b. não fiques convencida e...nunca mais desafies a lógica da comunhão e da partilha.
Tem um dia bom!

 

José Luís Outono

 

 

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 A neve bailarina

Flocos de neve
Dançando no escuro

Mal tocam o chão
Rodopiando no sopro do vento

Tão brancos
Tão delicados

Quanta elegância
Quanta beleza

Mas…
Um farrapo trapalhão…?

Tem cuidado
Gritou-lhe o vento

Largo o arco
E a brincadeira

Olha que tropeças
Tornas-te um pingo…

E ao caíres
Em vez de branco…

Pink…

;-)

 

Manuela Frias

 

__________

 

 

Mãe... Danças comigo?
 Sonhei que dançávamos as duas nuns vestidos vaporosos, num tempo fora do tempo, não tinhamos idade, nem tristezas. Só a leveza e um tom róseo nos envolviam.
Subíamos os degraus, aproximando-nos da luz e a música já não... era exterior, saía de nós. E eu dizia-te: vês como os teus sonhos não têm tempo? E podemos sonhar juntas?
 Ena ... A tua pastilha faz bolas maiores que a minha... Anda mãe!
Vamos correr, não faz mal se não tens cabelo, assim o vento do mundo está mais dentro de ti.
 
Irene Pereira
 
___________
Mãe, esta tarde fizeste-me rir.
Estávamos as duas sentadas e eu estava séria. Perguntaste-me de repente:- Estás bem?( E eu que penso sempre que já não me observas...)
Acordei do torpor momentâneo :- Sim estou bem apenas cansada...
_ É que estavas tão parada....- respondeste.
Percebi que a minha vida nunca foi parada e que até a pastilha elástica foi sempre tolerada por ti. E que até achavas normal a minha rebeldia misturada de compostura...
Só tu mãe para me ensinares os passos certos... e depois perceberes os incertos.
Será eternamente assim :-)
 
ACCB


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Música da semana

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Domingo, 4 de Dezembro de 2011

19 de Julho de 1934 - 4 de Dezembro de 1980

Francisco de Sá Carneiro

       ( Visão de Estado )         

 http://videos.sapo.pt/nuwOKZWFjlzEnzSBBpYd

 

 

 

 

Informação da PIDE sobre:

"indivíduo que goza de integridade moral.

Faz as suas  observações ao que entende estar mal feito

 sem se subjugar a qualquer ideal que  não o dele."

 

 

  

 

Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/francisco-de-sa-carneiro--visao-de-estado=f692172#ixzz1fbqAH1WF

 

 

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Sábado, 3 de Dezembro de 2011

Mimos que me mandam........

escrito no papiro por ACCB às 22:24
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Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2011

Sabem que mais?

Não há luzes de Natal na minha cidade......enfim

Olhem, sabem que mais??

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Mimos que me mandam........

escrito no papiro por ACCB às 19:49
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Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2011

Mimos que me mandam........

escrito no papiro por ACCB às 22:47
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Mimos

Trouxe uma para ti!
  ___________________Paz
___________________União
  _________________Alegrias
...  ... ____________Esperanças
  ... ... ... ________Amor.Sucesso
  ______________Realizações★Luz
  _____________Respeito★harmonia
  ____________Saúde★..solidariedade
  ___________Felicidade ★...Humildade
__________Confraternização ★..Pureza
  _________Amizade ★Sabedoria★.Perdão
  ________Igualdade★Liberdade.Boa-.sorte
  _______Sinceridade★Estima★.Fraternidade
  ______Equilíbrio★Dignidade★...Benevolência
  _____Fé★Bondade_Paciência..Gratidão_Força
  ____Tenacidade★Prosperidade_.Reconhecimento
----------------------O TEMPO------------------------
- ¨.•´¨) . ×`•.¸.•´× (¨`•.•´¨). ×`•.¸.•´× (¨`•...“:)

escrito no papiro por ACCB às 21:17
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1.12.1640

---
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De Perfil

Sobre mim

Sou alguém que escreve por gostar de escrever. Quem escreve não pode censurar o que cria e não pode pensar que alguém o fará. Mesmo que o pense não pode deixar que esse limite o condicione. Senão: Nada feito. Como dizia Alves Redol “ A diferença entre um escritor e um aprendiz, ou um medíocre, é que naquele nunca a paixão se faz retórica.” online

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