Sábado, 29 de Outubro de 2011

Em directo - clique e siga

escrito no papiro por ACCB às 13:01
link do post | Escreva no Papiro | juntar aos escribas
Sexta-feira, 28 de Outubro de 2011

Nós por cá todos bem?

escrito no papiro por ACCB às 08:21
link do post | Escreva no Papiro | juntar aos escribas
Terça-feira, 25 de Outubro de 2011

Lisboa ontem pela meia noite

 

 Bairro Alto, Lisboa, 1969.
Fotografia de Eduardo Gageiro in Lisboa no Cais da Memória: 1957-1974, p. 73.

 

É noite
tudo o que resta
apela ao silêncio

...Chove o Outono na janela
... A calçada salpica quem passa

Na cidade nua de luzes de Natal
que promete chegar depois
o homem das castanhas sem dinheiro
aquece as mãos na lembrança dos dias
ao cimo da R. Augusta

-Boa noite Maria, vais para casa?
-Está fria a noite e choveu-me o dia.
- De que te queixas mulher que o Verão já ía longo
- Do dinheiro que não tenho.
- Deixa lá mulher, S. Martinho ainda está para vir!
 
ACCB
escrito no papiro por ACCB às 13:07
link do post | Escreva no Papiro | juntar aos escribas
Segunda-feira, 24 de Outubro de 2011

Rain

escrito no papiro por ACCB às 01:08
link do post | Escreva no Papiro | juntar aos escribas
Sábado, 22 de Outubro de 2011

Tenho medo das Atitudes más

dos que se dizem bons 

 DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS  DO HOMEM

( Sem data )

 

Preâmbulo

 

Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos  os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui  o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo;

 

Considerando que o desconhecimento e o desprezo dos direitos do  homem conduziram a actos de barbárie que revoltam a consciência da Humanidade e  que o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de  crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta  inspiração do homem;

 

Considerando que é essencial a protecção dos direitos do homem  através de um regime de direito, para que o homem não seja compelido, em supremo  recurso, à revolta contra a tirania e a opressão;

 

 

Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/tenho-medo-das-atitudes-mas-dos-que-se-dizem-bons=f682560#ixzz1bWoJ02vd

 

 

 

 

escrito no papiro por ACCB às 14:20
link do post | Escreva no Papiro | juntar aos escribas

"Exmo. Sr. 1º Ministro,

 

 

"Exmo. Sr. 1º Ministro,

Vou alterar a minha condição de funcionário público, passando à qualidade de empresa em nome individual (como os taxistas) ou de uma firma do tipo
"Jumentos & Consultores Associados Lda." e em vez de vencimento passo a receber contra factura, emitida no fim de cada mês.
Ganha o ministro, ganho eu e o país que se lixe!
...
Ora vejamos:

Ganha o ministro das Finanças porque:
- Fica com um funcionário público a menos.
- Poupa no que teria que pagar a uma empresa externa para avaliar o meu desempenho profissional.
- Ganha um trabalhador mais produtivo porque a iniciativa privada é, por definição, mais produtiva que o funcionalismo público.
- Fica com menos um trabalhador, potencial grevista e reivindicador que por muito que trabalhe será sempre considerado um mandrião.

E ganho eu porque:
- Deixo de pagar na totalidade todos os impostos a que um funcionário público está obrigado, e bem diga-se, pois passo a considerar o salário mínimo para efeitos fiscais e de segurança social.
- Vou comprar fraldas, champôs, papel higiénico, fairy, skip e uma infinidade de outros produtos à Makro que me emite uma factura com a designação genérica de 'artigos de limpeza', pelo que contam como custos para a empresa.
- Deixo de ter subsídio de almoço, mas todas as refeições passam a ser consideradas despesa da firma.
- Já posso arranjar uma residência em Espanha para comprar carro a metade do preço ou compro um BMW em leasing em nome da firma e lanço as facturas do combustível e de manutenção na contabilidade da empresa.
- Promovo a senhora das limpezas lá de casa a auxiliar de limpeza da firma.
- E, se no fim ainda tiver que pagar impostos, não pago, porque três anos depois o Senhor Ministro adopta um perdão fiscal; nessa ocasião vou ao banco onde tinha depositada a quantia destinada a impostos, fico com os juros e dou o resto à DGCI.

Mas ainda ganho mais:
- Em vez de pagar contribuições para a CNP, faço aplicações financeiras e obtenho benefícios fiscais se é que ainda tenho IRS para pagar.

- Se tiver filhos na universidade eles terão isenção de propinas e direito à bolsa máxima (equivalente ao salário mínimo) e se morar longe da universidade ainda podem beneficiar de um subsídio adicional para alojamento; com essas quantias compro-lhes um carro que, tal como o outro, será adquirido em nome da firma assim como manutenções e combustíveis.
- Se tiver um divórcio litigioso as prestações familiares que o tribunal me condenar já não serão deduzidas directamente na fonte e recebo o ordenado
inteiro e só pago se me apetecer...!
Como se pode ver, só teria a ganhar e já podia dizer em público o nome da minha profissão sem parecer uma palavra obscena, afinal, em Portugal ter
prejuízo é uma bênção de Deus!

Está visto que ser ultra liberal é o que realmente vale a pena, e porque é que os partidos que alternam no poder têm tantos votos...?"

Não sei a autoria. Deve ser um fuincionário público seguramente. :-)

escrito no papiro por ACCB às 01:51
link do post | Escreva no Papiro | ver papiros (2) | juntar aos escribas
Sexta-feira, 21 de Outubro de 2011

Cinema

escrito no papiro por ACCB às 13:19
link do post | Escreva no Papiro | juntar aos escribas

Em suspenso

Dragonfly in the spotlight by Ricardo Alves (ricar2000)) on 900px.com
Dragonfly in the spotlight by Ricardo Alves
escrito no papiro por ACCB às 13:01
link do post | Escreva no Papiro | juntar aos escribas
Quarta-feira, 19 de Outubro de 2011

Onde você estiver

escrito no papiro por ACCB às 23:42
link do post | Escreva no Papiro | juntar aos escribas
Terça-feira, 18 de Outubro de 2011

Custos da desigualdade

 

17-Out-2011
João Cardoso Rosa - Todos temos consciência que o país precisa de cortar custos desnecessários, tanto ao nível das famílias como ao nível do Estado. Mas aquilo que se afigura mais difícil de aceitar nas medidas de austeridade constantes do OE de 2012, nas que já foram tomadas antes por este Governo e naquelas que teremos de enfrentar no futuro se o executivo continuar no mesmo rumo, é o seu carácter aparentemente casuístico.
A primeira impressão é a de que os cortes anunciados na despesa aos diversos níveis do Estado são apenas manobras de tesouraria ditadas pela necessidade ou pelo medo do futuro. Numa interpretação alternativa, esses cortes são também ditados por um anti-estatismo ideológico (daí, por exemplo, uma espécie de ódio irracional ao funcionalismo público). Mas imaginemos - e de pura imaginação se trata - que principal partido na coligação do Governo é, tal como apregoa, social-democrata. Um partido que se reivindica da social-democracia estaria necessariamente preocupado com as questões da igualdade ou, para dizer de uma forma mais rigorosa, com a diminuição das desigualdades, sabendo embora que o igualitarismo estrito é um mero utopismo que, em condições normais, não é possível nem desejável. Mas como contribuir, no meio da crise, para a diminuição das desigualdades? Não implica essa diminuição o gasto de recursos de que o Estado agora não dispõe? 

Na verdade, o combate à desigualdade social e económica pode ser uma grande ajuda para sair da crise a médio prazo. As desigualdades acarretam em si mesmas enormes custos financeiros para o Estado e a sua redução ao nível da distribuição primários - dos salários e impostos - é também uma forma de reduzir custos. Pense-se por exemplo no sistema de saúde. Todo o conhecimento reunido pelas ciências sociais demonstra que os mais pobres são mais doentes e recorrem com maior frequência aos serviços de saúde, aumentado em muito o seu custo. O mesmo se aplica à segurança social. A má distribuição primária dos rendimentos leva a que muitos se tenham de apoiar no sistema de segurança social, onerando o Estado. 

Mas a desigualdade social é também um gerador de desconfiança social - algo que é muito marcante entre nós contribuindo assim para o mau funcionamento das relações económicas, para a menor prosperidade da sociedade e para a diminuição de receitas do Estado. Do lado da despesa, o agravamento das desigualdades ditado pelas medidas deste Governo vai também contribuir para o aumento da criminalidade e dos gastos com as polícias, os tribunais e as prisões. Um Governo sério e consequente que quisesse reduzir os custos financeiros do Estado procuraria diminuir a desigualdade, em vez de a agravar. 

João Cardoso Rosas, Professor universitário  | Diário Económico | 17-10-2011
escrito no papiro por ACCB às 11:57
link do post | Escreva no Papiro | ver papiros (1) | juntar aos escribas
Domingo, 16 de Outubro de 2011

Deito-me tarde

 
Deito-me tarde
 

  Espero por uma espécie de silêncio
  Que nunca chega cedo
  Espero a atenção a concentração da hora tardia
  Ardente e nua
...  É então que os espelhos acendem o seu segundo brilho
  É então que se vê o desenho do vazio
  É então que se vê subitamente
  A nossa própria mão poisada sobre a mesa

É então que se vê passar o silêncio
 
 
 
Navegação antiquíssima e solene
  de Sophia de Mello Breyner AndresenVer mais
 
escrito no papiro por ACCB às 23:47
link do post | Escreva no Papiro | ver papiros (1) | juntar aos escribas

musica de sexta

tags:
escrito no papiro por ACCB às 00:39
link do post | Escreva no Papiro | juntar aos escribas
Sexta-feira, 14 de Outubro de 2011

Moon

escrito no papiro por ACCB às 00:46
link do post | Escreva no Papiro | juntar aos escribas
Quarta-feira, 12 de Outubro de 2011

Nadie

 

 

Nadie me conoce,

 

como me conoces tú,

 

que desde lejos has sentido

 

mis latidos contra tu pecho

 

y has mirados en el pozo

 

profundo de mis ojos

 

hasta tocarme el alma con tu luz.

 

Tú que has recorrido

 

la abrupta geografía

 

de mi cuerpo,

 

y que te has mojado

 

con mis lagrimas

 

y mi sudor.

 

Tú que te has empañado

 

con mis silencios

 

y has reído conmigo,

 

sin negarte cuando herido

 

he buscado tu afecto y tu razón .

 

Tú que has palpado

 

con tus manos mi dolor.

 

Que has dormido a mi lado

 

siguiéndome en mis sueños

 

y has sabido oponerte a la hora del no.

 

Nadie sabe de mí lo que tú sabes

 

y sólo tú sabes quien soy.

 

 

Pedro P Vergara Meersohn

    

 

 

escrito no papiro por ACCB às 03:07
link do post | Escreva no Papiro | ver papiros (1) | juntar aos escribas

buonanotte

escrito no papiro por ACCB às 00:51
link do post | Escreva no Papiro | juntar aos escribas

50 anos

tags:
escrito no papiro por ACCB às 00:35
link do post | Escreva no Papiro | juntar aos escribas
Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011

A noite passada

 

 

( foto de Miguel Martins )

 

 

A noite passada acordei com o teu beijo
descias o Douro e eu fui
esperar-te ao Tejo
vinhas numa barca que não vi passar
corri pela margem
até à beira do mar
até que te vi num castelo de areia
cantavas "sou
gaivota e fui sereia"
ri-me de ti "então porque não voas?"
e então tu
olhaste
depois sorriste
abriste a janela e voaste

A noite passada
fui passear no mar
a viola irmã cuidou de me arrastar
chegado ao mar alto abriu-se em dois o mundo
olhei para baixo dormias lá no fundo
faltou-me o
pé senti que me afundava
por entre as algas teu cabelo boiava
a lua cheia
escureceu nas águas
e então falámos
e então dissemos
aqui vivemos
muitos anos

A noite passada um paredão ruiu
pela fresta aberta o meu
peito fugiu
estavas do outro lado a tricotar janelas
vias-me em segredo ao
debruçar-te nelas
cheguei-me a ti disse baixinho "olá",
toquei-te no ombro
e a marca ficou lá
o sol inteiro caiu entre os montes
e então
olhaste
depois sorriste
disseste "ainda bem que voltaste"

..........

 

SG

................................

escrito no papiro por ACCB às 21:39
link do post | Escreva no Papiro | juntar aos escribas

Lisboa

 

 

 

 

Lisboa com suas casas
De várias cores,
Lisboa com suas casas
De várias cores,
Lisboa com suas casas
De várias cores...
À força de diferente, isto é monótono.
Como à força de sentir, fico só a pensar.

Se, de noite, deitado mas desperto,
Na lucidez inútil de não poder dormir,
Quero imaginar qualquer coisa
E surge sempre outra (porque há sono,
E, porque há sono, um bocado de sonho),
Quero alongar a vista com que imagino
Por grandes palmares fantásticos,
Mas não vejo mais,
Contra uma espécie de lado de dentro de pálpebras,
Que Lisboa com suas casas
De várias cores.

Sorrio, porque, aqui, deitado, é outra coisa.
A força de monótono, é diferente.
E, à força de ser eu, durmo e esqueço que existo.

Fica só, sem mim, que esqueci porque durmo,
Lisboa com suas casas
De várias cores.

Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa

 

 

escrito no papiro por ACCB às 19:52
link do post | Escreva no Papiro | juntar aos escribas

Publicidade

tags:
escrito no papiro por ACCB às 09:07
link do post | Escreva no Papiro | juntar aos escribas

Moon....river

escrito no papiro por ACCB às 02:15
link do post | Escreva no Papiro | juntar aos escribas
Sexta-feira, 7 de Outubro de 2011

Escritores de estórias

 

 

Tenho para mim que os escritores são na generalidade homens sábios porque que leram muito e continuam a ler muito, desbravam o mundo e viajam na história mas, são aqueles que lêem as pessoas que mais sabem e mais escrevem mesmo não o sabendo fazer.
Tenho para mim que raramente são mesquinhos porque têm tudo do que precisam...
Raramente são invejosos porque se bastam com os mundos da sua escrita e ...do que lêem dos outros e nos outros....
Raramente se preocupam com a vida alheia porque  como sabem que uma vida não basta, escolhem por companheira a escrita...ou  por missão os outros... ainda que esses outros sejam apenas a família...

Se querem saber porque um homem se torna invejoso, amargo, perseguidor, ditador, arrogante ou pedante, pequenino e vingativo... perguntem-lhe quantos livros leu,....quantas pessoas soube escutar.... que lição de vida tirou dos momentos sentado nos joelhos dos avós,... ou que lhe resta na lembrança dos carinhos da mãe à cebeceira da cama ou no regresso da escola...ou que lhe resta na lembrança dos carinhos da mãe à cebeceira da cama ou no regresso da escola...que história lhe contava mais o pai... que canção gostava de trautear ou gosta,...quantos caminhos de chuva e sol fez sem destino....
Se nada disto tiver, nunca poderá ser um escritor de letras ou de estórias.
escrito no papiro por ACCB às 01:12
link do post | Escreva no Papiro | juntar aos escribas
Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011

Diálogo entre ele e o gato dele

Ode ao Gato
Tu e eu temos de permeio
a rebeldia que desassossega,
a
matéria compulsiva dos sentidos.
Que ninguém nos dome,
que ninguém
tente
reduzir-nos ao silêncio branco da cinza,
pois nós temos fôlegos
largos
de vento e de névoa
para de novo nos erguermos
e, sobre o
desconsolo dos escombros,
formarmos o salto
que leva à glória ou à
morte,
conforme a harmonia dos astros
e a regra elementar do
destino.

José Jorge Letria, in "Animália Odes aos Bichos"

 

escrito no papiro por ACCB às 23:49
link do post | Escreva no Papiro | juntar aos escribas

Meia Noite em Paris

 

 

 

 

E pronto lá fui ver o filme.... maravilha...Paris cheia de tudo o que tem: passado, presente....futuro...mas sempre Paris.
Confirmei que os escritores são só palavras e vivem num mundo muito próprio... ( Que bom ter tempo para esse mundo )
Que os pedantes sabem de tudo e pretendem ensinar mas nunca aprender... ( São uma seca!)
Que paixão é paixão... e o Amor pode ser a mesma coisa.
Também confirmei que as vacinas continuam inimigas do meu espaço e eu inimiga delas...
Que pelos filhos não saímos com os amigos e quando estamos quase a sair há um imprevisto que resolve o assunto... e não saímos mesmo.
Voltando ao filme, fotografia excelente, banda sonora excelente,...personagens excelentes... Carla Bruni no seu melhor.... e tanta gente conhecida por lá ...;-))))

escrito no papiro por ACCB às 23:24
link do post | Escreva no Papiro | juntar aos escribas

Tomas Tranströmer

 

PÁSSAROS MATINAIS (1966)

 

 

Desperto o automóvel
que tem o pára-brisas coberto de pólen.
Coloco os óculos de sol.

 

Enquanto isso outro homem compra um diário
na estação de comboio
junto a um grande vagão de carga
completamente vermelho de ferrugem
que cintila ao sol.

Não há vazios por aqui.

 

Cruza o calor da primavera um corredor frio
por onde alguém entra depressa
e conta como foi caluniado
até na Direcção.

 

Por uma parte de trás da paisagem
chega a gralha
negra e branca. Pássaro agoirento.
E o melro que se move em todas as direcções
até que tudo seja um desenho a carvão,
salvo a roupa branca na corda de estender:
um coro da Palestina:

 

Não há vazios por aqui.

É fantástico sentir como cresce o meu poema
enquanto me vou encolhendo
Cresce, ocupa o meu lugar.

Desloca-me.
Expulsa-me do ninho.


O poema está pronto.

 

 

Prémio Nobel da Literatura  - Poeta e tradutor

escrito no papiro por ACCB às 20:00
link do post | Escreva no Papiro | juntar aos escribas

Homens sonham e o mundo pula e avança...

 

 

Wladmir Pinheiro | Redação CORREIO
wladmir.lima@redebahia.com.br

É comum que gênios só sejam reconhecidos após a morte. Não foi
o caso de Steve Jobs, que morreu na quarta-feira, aos 56 anos, na Califórnia.
Antes mesmo de ser tido como a mente visionária por trás de quatro das maiores
invenções contemporâneas: o Macintosh, o iPod, o iPhone e o iPad - Jobs já era
uma lenda.

Foi ele o responsável por revolucionar o modo de se consumir
tecnologia por usuários de todo o mundo. A saúde frágil, que o acompanhou nos
últimos oito anos, após ser diagnosticado com um tipo raro de câncer no
pâncreas, se opunha à criatividade vivaz do jovem californiano que construiria
os primeiros computadores pessoais ainda na década de 1970.

A reverência ao estilo criado por Jobs - seja pela reinvenção
na forma de se escutar música com seu iPod, ou a popularização dos aparelhos com
telas sensíveis ao toque, como o iPhone e o tablet iPad - fez com que milhões,
até mesmo seus maiores concorrentes, lamentassem a perda do ícone pop. “O mundo
raramente vê alguém que teve o impacto profundo que ele obteve”, reconheceu o
maior rival de Jobs, Bill Gates.

Sem dinheiro

Criado por pais
adotivos, ele cresceu no Vale do Silício, lugar que abriga hoje os maiores
grupos de informática do mundo. Ali, Jobs logo despertaria a curiosidade para a
efervescente tecnologia que se desenvolvia na região. Aos 17 anos, sem dinheiro
para cursar mais que um semestre na Universidade Reed, abandonou as aulas, mas
continuou fazendo cursos fora da grade curricular. É dessa época uma das muitas
histórias responsáveis por criar o mito Steve Jobs.

Em 2005, em um discurso para uma turma de formandos da
Universidade de Stanford, Steve confessaria que a elegância e praticidade,
apontadas como características das tipologias nos produtos Apple.inc, haviam
sido aprendidas anos antes, nas aulas de caligrafia em um desses muitos cursos.

“Você tem que acreditar em alguma coisa, Deus, kharma, vida,
destino, o que for. Porque acreditar que os pontos (de sua vida) vão se ligar em
algum momento vai te dar confiança para seguir seu coração, mesmo que ele te
leve para lugares imprevistos, o que fará toda a diferença”, profetizou. No
mesmo discurso aos graduandos de Stanford, que teve milhões de acessos no
YouTube, Jobs falou sobre o que tinha como leme: “Se hoje fosse o último dia de
minha vida, eu iria querer fazer o que vou fazer hoje? E sempre que a resposta
foi ‘não’, eu soube que eu tinha de mudar alguma coisa”.

 

 

 
“Ninguém quer morrer. Mesmo as pessoas que querem chegar ao Paraíso não querem
morrer pra estar lá. Mas, apesar disso, a morte é um destino de todos nós.
Ninguém nunca escapou. E deve ser assim, porque a morte é provavelmente a maior
invenção da vida. É o agente de transformação da vida. Ela elimina os antigos e
abre caminho para os novos”, afirmou.

 

Vegetariano e dono de espírito intuitivo e livre, aos 20 anos,
Jobs partiu para Índia em uma viagem de autodescoberta que incluiu o uso de chás
alucinógenos e LSD. Não raro, expressões como kharma, destino e intuição
entrecortavam seus discursos, que lembravam os dos muitos hippies americanos.

 

Maça mordida
Um ano depois da viagem à Asia,
surgiria a Apple e sua maçã mordida. O símbolo remontaria à descoberta da lei da
gravidade por Newton, e celebraria o conhecimento científico na simples vida
cotidiana. Jobs viveu isso na prática. Foi da garagem da casa de seus pais, em
1976, junto com o amigo Steve Wozniak, que criou a empresa que mudaria nosso
modo de viver. A partir daí, o que se viu foi uma sucessão de equipamentos e
softwares bem desenvolvidos, como o sistema operacional Macintosh.
Diferentemente da Microsoft, que disponibilizava softwares e computadores a
preços populares, com o Windows, a Apple manteve o alto padrão dos produtos e o
sigilo da tecnologia.

Sempre à frente de suas criações como um pai
orgulhoso, Jobs tornou-se uma espécie de herói-popstar-alternativo para os
milhares de fãs da Macintosh, que se opunham ao Windows, tido como pouco
desenvolvido, monopolizador e falível.

Apesar do sucesso, a Apple enfrentou uma crise na década de
80. Tido como arrogante e irascível, foi deposto da própria empresa em 85.
Desempregado, criou outra empresa, a NeXT. O retorno para a Apple viria mais de
10 anos depois, quando a empresa comprou o sistema da NexT por US$ 429 milhões.
Era a volta do criador à sua criatura. Em 2011, 15 anos depois, a Apple é a
empresa de tecnologia mais valiosa do mundo.

***

 

Genialidade controversa
A criatividade de Jobs não
se restringiu à criação de softwares ágeis ou interfaces harmônicas. Nos 11 anos
em que esteve fora da Apple, ele ajudou a criar a Pixar, estúdio de criação de
filmes por computação gráfica. Filmes como Toy Storu e Procurando Nemo fizeram
história. Em 2006, Jobs vendeu a Pixar à Disney e tornou-se o maior acionista da
gigante do entretenimento. Boa parte de sua fortuna de US$ 8,3 bilhões vinha
daí.

Se os elogios por parte dos fãs eram muitos, não eram
suficientes para calar as inúmeras críticas em torno do seu jeito intransigente
e crítico. Não faltam depoimentos de empregados humilhados ou duramente
criticados pelo exigente Jobs.

Pouco simpático a ver sua vida particular devassada por
jornais e canais de TV, ele evitava falar sobre os pais biológicos, o cientista
político sírio Abdulfattah John Jandali, de 80 anos, e a americana Joanne
Simpson. Logo após ver o filho abandonar o comando da Apple, em 28 de agosto,
por conta dos problemas de saúde, Abdulfattah disse que não o procuraria. “Steve
vai ter que fazer isto, pois o meu orgulho sírio não quer que ele pense que
estou atrás de sua fortuna”, disse. Jobs não o procurou e morreu sem conhecer o
pai.

O legado de Jobs
O  cofundador da Apple morreu 42
dias depois de passar o comando da empresa para seu sucessor Tim Cook. Se, hoje,
milhões de pessoas sentam diante de seus computadores, ouvem músicas baixadas
pela internet ou comandam seus telefones e tablets com toques na tela, todas
elas - embora muitos nem se deem conta - devem um pouco à genialidade de Steve
Jobs.

Um velório virtual
Victor Albuquerque e
agências


Em poucos minutos, o anúncio da morte de Steve Jobs, na
noite de quarta-feira, movimentou a internet. De acordo com a MITI Inteligência,
empresa que trabalha com análise de mercado, nas primeiras 12 horas após a
notícia ser divulgada, foram postados mais de 4,5 milhões de tweets com o termo
‘Steve Jobs’, no microblog Twitter, que chegou a ficar fora do ar ontem por
alguns minutos por causa do grande volume.

Nas redes sociais, os fãs fizeram várias homenagens póstumas,
com direito até a um velório virtual. Pelo menos era o que dizia o evento
‘Velório do Steve Jobs’, criado no site de relacionamentos Facebook. “Quem vai
ao velório do Steve Jobs? (lembrando que, além de um brincadeira, esse evento
tem o objetivo de ser uma homenagem à pessoa, ao criador da Apple e ao nome
Steve Jobs ok?)”, informava a descrição do evento, que já tinha a confirmação de
mais de 200 pessoas.

Outras formas de homenagens também pipocaram no Facebook. No
evento Steve Jobs Remembrance Day, a proposta é sair de casa de camiseta preta e
calça jeans - vestuário habitual de Jobs. Já em ‘Eat an apple for Apple
co-founder Steve Jobs’, é simples e didático: “Coma uma maçã por Steve Jobs”. 

Em várias partes do mundo, os admiradores do visionário foram às lojas da
Apple prestar as últimas homenagens. Os presentes mais comuns levados eram
flores, velas, retratos e maçãs, fruta que é o símbolo da empresa criada por
ele.

Na cidade de Jundiaí, interior de São Paulo, a prefeitura quer
batizar uma estrada com o nome de Steve Jobs. Segundo comunicado, nos próximos
dias, será enviado à Câmara Municipal um projeto que sugere nomear a estrada que
liga a rodovia Anhanguera ao condomínio empresarial Global Jundiaí, onde está
sendo instalada uma fábrica de produtos da Apple

 

escrito no papiro por ACCB às 01:57
link do post | Escreva no Papiro | juntar aos escribas

Cinema

E pronto lá fui ver o filme.... maravilha...Paris cheia de tudo o que tem: - ...passado, presente....futuro...mas sempre Paris.
Confirmei que os escritores são só palavras e vivem num mundo muito próprio... ( Que bom ter tempo para esse mundo )
Que os pedantes sabem de tudo e pretendem ensinar mas  nunca aprender... ( São uma seca!)
Que paixão é paixão... e o Amor pode ser  a mesma coisa.

Também confirmei que  as vacinas continuam inimigas do meu espaço e eu inimiga delas...
Que pelos filhos não saímos com os amigos e quando estamos quase a sair há um imprevisto que resolve o assunto... e não saímos mesmo.

Voltando ao filme, fotografia excelente, banda sonora excelente,...personagens excelentes... Carla Bruni no seu melhor.... e tanta gente conhecida por lá ...

 

;-))))

 

 

tags:
escrito no papiro por ACCB às 00:38
link do post | Escreva no Papiro | juntar aos escribas
Quarta-feira, 5 de Outubro de 2011

Lisboa ontem pela meia noite

escrito no papiro por ACCB às 16:53
link do post | Escreva no Papiro | juntar aos escribas
Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011

Música pela noite dentro

escrito no papiro por ACCB às 00:06
link do post | Escreva no Papiro | juntar aos escribas
Sábado, 1 de Outubro de 2011

Balada de Lisboa

 

 

 

Em cada esquina te vais
Em cada esquina te vejo
Esta é a cidade que tem
Teu nome escrito no cais
A cidade onde desenho
Teu rosto com sol e Tejo

Caravelas te levaram
Caravelas te perderam
Esta é a cidade onde chegas
Nas manhãs de tua ausência
Tão perto de mim tão longe
Tão fora de seres presente

Esta e a cidade onde estás
Como quem não volta mais
Tão dentro de mim tão que
Nunca ninguém por ninguém
Em cada dia regressas
Em cada dia te vais

Em cada rua me foges
Em cada rua te vejo
Tão doente da viagem
Teu rosto de sol e Tejo
Esta é a cidade onde moras
Como quem está de passagem

Às vezes pergunto se
Às vezes pergunto quem
Esta é a cidade onde estás
Com quem nunca mais vem
Tão longe de mim tão perto
Ninguém assim por ninguém

Manuel Alegre, in "Babilónia"

 

 

escrito no papiro por ACCB às 07:48
link do post | Escreva no Papiro | ver papiros (1) | juntar aos escribas

Há que fazê-lo por vezes.

escrito no papiro por ACCB às 07:33
link do post | Escreva no Papiro | juntar aos escribas

Está um calor assim

"As heras invadiram o quarto porque a natureza não gosta de espaços vazios"

 (Agustina Bessa Luis).

tags:
escrito no papiro por ACCB às 00:23
link do post | Escreva no Papiro | juntar aos escribas

De Amor nada Mais Resta que um Outubro

 

De amor nada mais resta que um Outubro
e quanto mais amada mais desisto:
quanto mais tu me despes mais me cubro
e quanto mais me escondo mais me avisto.

E sei que mais te enleio e te deslumbro
porque se mais me ofusco mais existo.
Por dentro me ilumino, sol oculto,
por fora te ajoelho, corpo místico.

Não me acordes. Estou morta na quermesse
dos teus beijos. Etérea, a minha espécie
nem teus zelos amantes a demovem.

Mas quanto mais em nuvem me desfaço
mais de terra e de fogo é o abraço
com que na carne queres reter-me jovem.

Natália Correia

escrito no papiro por ACCB às 00:15
link do post | Escreva no Papiro | juntar aos escribas

De Perfil

Sobre mim

Sou alguém que escreve por gostar de escrever. Quem escreve não pode censurar o que cria e não pode pensar que alguém o fará. Mesmo que o pense não pode deixar que esse limite o condicione. Senão: Nada feito. Como dizia Alves Redol “ A diferença entre um escritor e um aprendiz, ou um medíocre, é que naquele nunca a paixão se faz retórica.” online

últimos papiros

Miró

Caminhos

Paris , o pintor de rua e...

O temporal esta noite.......

Para ti

Engolir o Universo

Para o raio que os partis...

Eu sou a tempestade

fotos antigas a 3 de Junh...

Depus a Máscara

Fundamento

Berlim

A cadeira

Empatias

ESPLANADA

Pai

Aquele traço de escrita

Pássaros

Amigo não é nada disso

Filhos.....

Obama

A propósito de Trump

Choveu

Desiderata

8 de janeiro de 2014

Um texto que dá que pensa...

Para Fazer o Retrato de u...

Poema pouco original do m...

Poema de Jenny Londoño

Tons de escrita

Super Lua

No dia 11.11.2016

10.11.2016

"May be ...... the price ...

Não peças a quem pediu

Noite....

....contemplação....

Como é um alentejano?

Que se dane a regra e o p...

Sílaba súbita

É nos olhos....

Papéis velhos...

Papel em branco.....

. A escrever qualquer coi...

Linhas...

Chuva de lua cheia

Inércia

Adeus Meu Amigo

Esta força que ninguém po...

Portugal/França

papiros em biblioteca

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Julho 2016

Março 2016

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Fevereiro 2015

Dezembro 2014

Outubro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Janeiro 2014

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outros Papiros

licensecreativecommons

Licença Creative Commons
A obra Cleopatramoon de Cleopatramoon Blogue foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Partilha nos Mesmos Termos 3.0 Não Adaptada.
Com base na obra disponível em cleopatramoon.blogs.sapo.pt.

Outros Papiros

Julho 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

subscrever feeds