Sábado, 28 de Fevereiro de 2009

Sonho descalço

Cabelos ao vento......

 

 

Não me importava de ficar sentada à beira do que parece um rio, numa dessas cadeiras que ouvem música, ou parece que pararam no espaço e no tempo para a ouvir....e pertencem a sedas de um século em que a luz se derrete pela cera abaixo....

 

Não me importava de um som de solidão à volta, cortado pela  brisa da cascata ali ao lado que vai lavando a lembrança dos dias que já foram...e revejo por detrás dos olhos fechados....

 

Não me importo de adormecer no calor de uma tarde a cair para o Verão com cheiro de campos que imploram chuva ou  imagens de cachos de uva carregadinhos de Outono....

 

Podem nascer praias verdes no desaguar do sonho que o sono me trouxer ... e até ouvir a tua voz  como se a noite nunca chegasse...num bolero triste ou num tango arrebatador...

 

Podem cantar-me em espanhol aquela canção velha da minha avó, que cansa o gira discos esquecido que um dia hei-de mandar arranjar e,  em que te vejo sempre como herói...

ou em inglês aquela canção nova que me faz dançar descalça....

 

 

Não me importava,...não me importo.............até porque  descalça e de olhos fechados a Vida tem mais Tempo...

 

 

ACCB

escrito no papiro por ACCB às 23:40
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Corei de vergonha e agradecimento

E pensei que este Blog  não pode morrer.
Obrigada ao Porto... aqui de Lisboa. ;-)))))
 
Esperança

Posted on Friday 20 February 2009

Foto de ACCB
 
A Esperança é uma praia infinita onde desagua o cansaço da espera. - ACCB
 
 
 
 
 
Classificação de 5.0 por 6 pessoas [?]
 
JuliaML
  1. February 21, 2009 | 1:57 am
     

    lembro-me bem desta frase, Luís! Excelente!

  2.  
    PortoCroft
    February 21, 2009 | 2:53 am
     

    Júlia,

    Belo!… E, simples, como tudo o que na vida importa.

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escrito no papiro por ACCB às 23:33
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À ESPERA

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ainda um dia hei-de contar-te as espantosas
coisas de que me lembro quando fico à tua espera
horas e horas, cada vez mais vagarosas,
e tu não chegas, meu amor, e tu demoras
mais do que a minha paciência. Quem me dera
aquele tempo em que era sempre primavera
e assistia indiferente à passagem das horas.

Mas, quando chegas, só me ocorre esquecer tudo
e ter-te uma vez mais como quem tem o mundo.

Os Dias do Amor- Poema de Torquato da Luz

 

escrito no papiro por ACCB às 23:00
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As coisas mudam

Fui mandar fazer o meu cartão de cidadão. Neste caso de cidadã. Parece que aquilo é mais leve e reune uma série de dados sobre mim.

Qualquer dia é o Chip no carro....

Só tenho medo que um dia destes me aconteça algo assim:

 
- Telefonista
: Pizza Hut, boa noite!
 
- Cliente: Boa noite, quero encomendar Pizzas...
 
- Telefonista: Pode-me dar o seu NIN?
 
- Cliente: Sim, o meu Número de Identificação Nacional é o 6102 1993  8456 5463 2107.
 
- Telefonista: Obrigada, Sr. Lacerda. O seu endereço é na Avenida Paes de  Barros, 19, Apartamento 11, e o número do seu telefone é o 21549 4236, certo?  O telefone do seu escritório na Liberty Seguros, é o 21 574 52 30 e o  seu telemóvel  é o 96 266 25 66, correcto?
 
- Cliente: Como é que conseguiu todas essas informações?
 
- Telefonista: Porque estamos ligados em rede ao Grande Sistema Central.
 
- Cliente: Ah, sim, é verdade! Quero encomendar duas Pizzas: uma Quatro  Queijos e outra Calabresa...
 
- Telefonista: Talvez não seja boa ideia...
 
- Cliente: O quê...?
 
- Telefonista: Consta na sua ficha médica que o senhor sofre de hipertensão  e tem a taxa de colesterol muito alta. Além disso, o seu seguro de  vida proíbe categoricamente escolhas perigosas para a saúde.
 
- Cliente: Claro! Tem razão! O que é que sugere?
 
- Telefonista: Por que é que não experimenta a nossa Pizza Superlight, com  Tofu e Rabanetes? O senhor vai adorar!
 
- Cliente: Como é que sabe que vou adorar?
 
- Telefonista: O senhor consultou a página 'Receitas Gulosas com Soja' da  Biblioteca Municipal, no dia 15 de Janeiro, às 14:27 e permaneceu  ligado à rede durante 39 minutos. Daí a minha sugestão...
 
- Cliente: Ok, está bem! Mande-me então duas Pizzas tamanho familiar!
 
- Telefonista: É a escolha certa para o senhor, a sua esposa e os vossos  quatro filhos, pode ter a certeza.
 
- Cliente: Quanto é?
 
- Telefonista: São 49,99.
 
- Cliente: Quer o número do meu Cartão de Crédito?
 
- Telefonista: Lamento, mas o senhor vai ter que pagar em dinheiro. O  limite do seu Cartão de Crédito foi ultrapassado.
 
- Cliente: Tudo bem. Posso ir ao Multibanco levantar dinheiro antes que  chegue a Pizza.
 
- Telefonista: Duvido que consiga. A sua Conta de Depósito à Ordem está com  o saldo negativo.
 
- Cliente: Meta-se na sua vida! Mande-me as Pizzas que eu arranjo o  dinheiro. Quando é que entregam?
 
- Telefonista: Estamos um pouco atrasados. Serão entregues em 45 minutos.  Se estiver com muita pressa pode vir buscá-las, se bem que transportar  duas Pizzas na moto, não é lá muito aconselhável. Além de ser perigoso...
 
- Cliente: Mas que história é essa? Como é que sabe que eu vou de moto?
 
- Telefonista: Peço desculpa, mas reparei aqui que não pagou as últimas  prestações do carro e ele foi penhorado. Mas a sua moto está paga e  então, pensei que fosse utilizá-la.
 
- Cliente
nmatwatd>$558898'0)?=»)+9io0aps

 
- Telefonista: Gostaria de pedir-lhe para não ser mal educado... Não se  esqueça de que já foi condenado em Julho de 2006 por desacato em  público a um Agente da Autoridade
 
- Cliente: (Silêncio)..............
 
- Telefonista: Mais alguma coisa?
 
- Cliente: Não. É só isso... Não. Espere... Não se esqueça dos 2 litros de  Coca-Cola que constam na promoção.
 
- Telefonista: O regulamento da nossa promoção, conforme citado no artigo  095423/12, proíbe a venda de bebidas com açúcar a pessoas  diabéticas...
 
- Cliente: Aaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!! Vou atirar-me pela janela!!!!!
 
- Telefonista: E torcer um pé? O senhor mora no rés-do-chão...!

:::::::::::::::::::......................................

 

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escrito no papiro por ACCB às 20:33
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Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

Outro Adeus do mesmo Eugénio

Adeus

 

 

 

Como se houvesse uma tempestade
escurecendo os teus cabelos,
ou, se preferes, minha boca nos teus olhos
carregada de flor e dos teus dedos;

como se houvesse uma criança cega
aos tropeções dentro de ti,
eu falei em neve - e tu calavas
a voz onde contigo me perdi.

 

Como se a noite  viesse e te levasse,
eu era só fome o que sentia;
Digo-te adeus, como se não voltasse
ao país onde teu corpo principia.

 

Como se houvesse nuvens sobre nuvens
e sobre as nuvens mar perfeito,
ou, se preferes, a tua boca clara
singrando largamente no meu peito.

 

Eugénio de Andrade

escrito no papiro por ACCB às 07:00
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Amanhecer pela janela

zygmuntKozimorsol.jpg

 

 

Os teus olhos são peixes verdes....

Sorriem-me pela manhã

Dentro de aquários com reflexos castanhos

 

O Sol entra por eles e vem aquecer-me o dia...

Dizes-me... - Até já ! - e deixas o sorriso suspenso no ar...

 

O teu beijo desce

como se houvesse fogo nos meus cabelos

Ou nos reflexos do sol pelas  paredes do quarto

 

Depois voltas à tarde ........

e trazes-me morangos....................

 

____________

 

ACCB

 

 

 

 

 

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escrito no papiro por ACCB às 01:32
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Espelho Mágico

Uns chamam-lhe espelho do Ego, outros  chamam-lhe espelho Malvado eu chamo-lhe espelho mágico....
Seis particularidades que eu vejo todos os dias ao espelho, ....
 

Aí vai, então a pedido do : ANÓNIMO  

 

1 - Cada dia o IVA sobe mais.

 

2 - Continuo com o mesmo olhar de sempre

 

3 - Continuo a precisar de dormir mais

 

4 - Continuo a olhar para o espelho e vejo o Sol nas minhas costas

 

5 - Depois de "tudo."..o IVA baixa ao minimo.

 

6 - BOM DIA DIA! AÍ vou eu!!!

 

 E, agora, TAN TAN TAN TAN:-

 

NOMEIO!!!! COUTINHO RIBEIRO!!! - Anónimo - não! é mentira!....ou seja:- Não! Não é verdade.

 

Nomeio:

 

Momentos de um Louco /  Manza  /  Na linha das LInhas  / Câmara Corporativa / Olhar Direito 

 

Pretexto Clássico / Porto Croft 

 

Divirtam-se.....

 

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escrito no papiro por ACCB às 01:30
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Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

Outra forma de dizer Adeus.....

Os dias de sol voltaram....

Voltaram a Lisboa e sorriem de boca escancarada e atrevida pensando que o Tejo lá ao fundo ainda me pisca o olho de manhã....E pisca!

 

Quando vou,...Rua do Ouro abaixo onde ao fundo tenho de passar para a praça do Município, há sempre um policia que me pergunta porque vou por ali e não por onde vão os outros...

 

Lá lhe explico que, não, não vou por ali, o meu local de trabalho é mais à frente e à direita... Lá vislumbra no meu rosto o porquê e, lá me deixa passar sorrindo...porque eu não tenho culpa que durante mais 3 ou 4 meses tenha de repetir esta ladainha.....

 

E o sol lá inunda a minha cidade e lá se ri de mim porque afinal até me dexam ir estacionar o carro carregado de processos na Praça do Município.

Na sobrancelha a teimosia e a frase:- "Não, não vou por aí!"

 

Quando volto já noite.... ainda é de noite em Fevereiro,  subo as ruas da minha Lisboa que já se embala no luar, se o há ou, nas luzes das montras, que as há sempre.

Uma melancolia invade-me e lembro canções antigas....como esta............................

Mas não, não vou por aí.....

 

_______________

 

ACCB

escrito no papiro por ACCB às 22:24
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O Rapaz do pijama às riscas...............

Para ver....................... Para lembrar......................... Para não esquecer..............................
escrito no papiro por ACCB às 22:05
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Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

Adeus

 

Adeus - Eugénio de Andrade

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.

 

 

escrito no papiro por ACCB às 12:00
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I can see clearly now

 

 

Não só porque gosto de café...

Não só porque tive um "Boguinhas"...

sabem o que é um Boguinhas?

Não só porque gosto de ver nascer o sol.... Mas também.......................

______________ ___________
escrito no papiro por ACCB às 11:23
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Formação Pós-Graduada

Pós Graduação em Neuropsicologia Forense
Associação Central de Psicologia
(Início 21 Março 2009)

Conteúdos Programáticos: Introdução à Neuropsicologia Forense. Neuroanatomia funcional do encéfalo. Disfunções cerebrais e psiquiátricas. Dinâmica encefálica na psicopatia. Condutas desviantes (comportamentos criminais). Princípios de peritagens médico-legais. Explorações Neuropsicológicas. Princípios da intervenção terapêutica medicamentosa e não medicamentosa. Avaliação. Esclarecimento de dúvidas.

escrito no papiro por ACCB às 08:00
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Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

Há dias

Panorama de Lisboa vista do Rio Tejo - foto da autoria de [http://commons.wikimedia.org/wiki/User:OsvaldoGago Osvaldo Gago]

 

Há dias que se espalham na cidade...

Como a luz do sol no alto da colina....

Depois desabam sobre nós e deixam as marcas...

Como se de repente tivessem chovido pássaros ou poemas...

Há dias que se espalham na cidade e só terminam mais além quando a maré morre no ultimo raio de sol...

Farão parte do calendário?

____________

 

escrito no papiro por ACCB às 15:20
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"Duma carta " nasceu isto.............tudo

MOTE:

 “Duma Carta” de Judith Teixeira

 

 

Escrevi-te ontem
somente para dizer
das minhas mágoas e do meu amor…
O Sol morria…
Tudo era sombra em redor
e eu…, ainda escrevia…

A pena sempre a correr
sobre o papel,
deixava cintilações,
nas pedras do meu anel!

E a pena corria…
Nem precisava ver, o que escrevia!
Anoitecera.
…………………………………………
Como eu em toalha de altar
A mesa
revestiu-se de luar!…

Nascera a lua.
E a pena, nos bicos leves,
dizia ainda:
– Sou tua!
Por que é que me não escreves?
Mas o papel acabou
e a pena continuou:
Por que é que me não escreves?
O meu amor é todo teu.
Só eu te sei amar!
– Só eu!…

Janeiro  -1922

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reflexo44.jpg

 

 

Escrevi-te ontem
somente para dizer
que o tempo se perdeu numa estação, logo ali no caminho da espera.

Havia um comboio,...dizem que para Chamartin....

 

Uma viagem  para deitar  a espera e o sono lado a lado

Mas o sono não veio e, a espera, ficou na estação...

 

O Sol adormeceu,...esse sim...logo ali na linha  do fim do dia....

 

Escrevi-te ontem

Somente para dizer

Que na estação perdi a caneta

Nem sei mesmo se levei papel....

 

Anoitecia e havia luar

Um luar de lua  a minguar na noite...

Como as palavras....

 Escrevi na memória que não te chegou...

 

Dizem que em Chamartin também havia lua

Mas só o adeus chegou à estação...

Levava um sorriso nos lábios

E nunca perguntou pela carta que escrevi ontem à noite...

 

Escrevi-te ontem à noite

Somente para te dizer

que deitei as palavras pela janela  e a fechei....

 

Só eu!!..

Só eu para deitar fora

o  tempo e as palavras................... e fechar a janela ...........

 

ACCB - Janeiro 2009

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JC- Anónimo

 

Ali, não sei bem como, o passo incerto, barba agreste, sapatos gastos de arrastados, olhos raiados, paisagem trémula, desfocada, chuva agora, um sol depois, sabor amargo na boca,  de café, um cigarro apagado, pendente, um ar deserto, uma vertigem. Venho de longe, do vazio, de coisa nenhuma, de promessas e de gestos inacabados, mortos antes do tempo, do sítio onde as memórias são volúpia, luzes, brilhantes, formas arredondadas, eclipses de memória, tornados, chuva, o peito encharcado, cheio, revolto. Gasto. Sento-me no banco corrido, instável, de madeira gasta de estação velha, o bilhete no bolso, bilhete que era para longe, não sei bem, não o li quando mo entregaram, depois de ter pedido um bilhete para longe e o homem olhou para mim, sobrolho franzido, bigode grande, cara enorme, aversão larga - um louco, pensou ele de mim e eu era - e deu-me um bilhete, papel pequeno e eu paguei, não sei quanto, duas notas, não sei quanto, não interessa, só interessa o longe, mais longe do que o sítio de formas voluptuosas de onde eu vinha. Depois, horas depois, chegou um comboio (para um lado, ou para o outro?) e eu levantei-me, o saco às costas, olhei o combóio, dei dois passos, ele esperou, eu estaquei, deixei-o ir, sentei-me outra vez, pernas cruzadas, o queixo apoiado entre os dedos, o cotovelo no colo e, depois, minutos depois, deitei-me no banco corrido de madeira da estação velha, banco curto que me deixava as pernas pendentes, que interessa! Devo ter adormecido e acordei com o sol, sabor amargo na boca mais intenso, de café e de dormir, voltei a fechar os olhos, pensei em ti, claro que sim, pensei em ti, sobressalto, voltei a sentar-me, costas doridas. Procurei nos bolsos fundos, encontrei papeis, saldos de multibanco, lembretes, facturas, um lápis curto, espalmei um papel na coxa direita, as mão trementes, e escrevi, não sei se prosa se era verso, eram palavras que corriam, desalmadas, vagabundas, meretrizes. Podia parecer um poema, se o olhássemos de lado e o víssemos assim, mas não era, visto de frente - era um dizer adeus, um ir além, um ir para o longe, o comboio. Os comboios. Mas eu já não os via, só pressentia, e passavam, eles corriam, eu inerte, cansado, versos que ardiam e arderam com o tempo e se desprenderam de mim quando a noite veio e a estação velha se fechou. Rasguei o papel do poema, poema visto de lado, já sabem, atirei o lápis à linha, saltei para ela e caminhei nela. Para longe, para longe. Para tão longe quanto podiam os meus claudicantes passos. E a poesia, vista de lado,  ficava, ali, no banco de madeira corrido da estação velha.
 
(Começou por ser um comentário no Cleopatra Moon e, depois, desenvolvi. O que não é habitual, mas apeteceu-me)

 

 

 

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De Cleopatra a 13 de Fevereiro de 2009 às 10:36
 
Apetece este texto,...correr por ele em linha recta....
Apetece este texto, como o outro que lá tinha, como o que olhei por sobre o ombro, com os olhos de quem quer apenas seguir viagem.
E apetece ficar na estação a ver o caminho a fazer-se na linha ao longe do horizonte que não fica e que nunca vai...
Não corro o risco de adormecer na estação,... tenho medo que o adeus não parta e não chegue à outra estação com um sorriso nos lábios... pergunte pela carta que te escrevi ontem...

Não há sono no olhar que ficou, nem espera na voz que já se foi...
Vou e venho nos riscos do lápis que trazes no bolso e, escondo o pensamento por detrás dos óculos escuros traçados a carvão......

Apetece viajar neste texto e no outro,... e desatar a escrever não sei que caminhos de adeus, que vistos de frente, nem perguntam pela carta que te escrevi ontem.

Olho de lado e o poema está lá...é um disfarce para que não te doa a minha partida.

............
Nao abras a janela...


De Mia a 13 de Fevereiro de 2009 às 13:17
Moonlight Sonata - 1º Andamento em piano tocado a 4 mãos. -:)
Belíssimo!!

 

 

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De Pecador a 13 de Fevereiro de 2009 às 11:20
 
Escrevias-me a miúde, e eu que comecei a fazê-lo quando um dia te perguntei se querias que o fizesse.
Tinha-te pedido que me escrevesses e tu tinha-lo feito em livro.
Depois a cada canto, a cada viagem, a cada quarto de hotel comecei a escrever-te. A contar-te de mim e de mim por ti.
Fiquei preso à tua sedução e tu à sedução da minha escrita.Talvez porque como podes ler na Visão desta semana, a sedução da escrita vem de longe e perdura.
De repente a tua escrita foi-se e ficou-me a dor da tua falta.Davas-te em tudo o que escrevias, aí eras transparente e eu sabia que tudo era meu.
É por detrás do silêncio das palavras escritas que te escondes e me castigas.
Um dia o Adeus vai chegar num comboio à velocidade tempo que já existiu e nem vai perguntar pelas cartas que me escrevestes.
Nessa altura eu estarei a dormir ao lado da espera e talvez morto pelo sono de te sonhar e não te ter.

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De Cleopatra a 13 de Fevereiro de 2009 às 11:37
 
As cartas perdem-se nas gavetas que as fecham com o tempo em que foram sentires e sentimentos.
Por vezes desaparecem no meio de papéis rasgados ...
Mas há cartas que nunca chegam, porque nunca são escritas.
São essas que levam o adeus ....
porque na estação se perde a caneta.. e o lápis só tem traço a carvão por desenhar..
O papel? Ficou na memória de quem quis escrever e, nem chega a ser esperança de quem leria...

O Adeus não tem lápis... não tem papel,...talvez seja apenas um poema.

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De Porto C a 14 de Fevereiro de 2009 às 10:52
Preenchendo os seus requisitos...

Dia de São Namorados

Porque te escrevo, se nem somos namorados? Se nunca, sequer, pude dizer-te: amo-te!, com o olhar, o toque, todos os sentidos? Se nunca, sequer, pude adivinhar reciprocidade em teus olhos? Se a tua mão, que adivinho macia e suave, jamais senti em meu rosto ou despenteando-me os cabelos? Se nunca me deste um carinho? Nem nunca me disseste, baixinho, da ternura que te vai no peito? Porque te escrevo, hoje, Dia dos Namorados, se nada mais sou que um amante, longínquo, convenientemente ignorado? Porque te escrevo, hoje, precisamente hoje, dia de todos os que, livremente, se amam, e assumem o seu amor? Logo hoje, que me dói, sequer te poder oferecer uma flor? Logo hoje, em que desejaria mais amar, que falar de amor? Porque te escrevo, hoje, se não me amas ou, se amas, em combustão lenta, reprimes a chama? Num longo e jã intenso parágrafo, digo-te: Sou Valentim. Por ti, pelo amor, perdi o bom senso. Que não a cabeça - de que te serviria sem cabeça? -, e grito, com toda a força ao universo, tremendo, fremente: Amo-te! Amo-te!, e amar-te é inexplicável. Amar-te é ser apenas homem. Cumprir a génese do género: sujeitar-me a todas as coisas ridículas. Porque para isso nasci. Porque por amor morrerei. Por ti.

___________________

 

De Maresia a 13 de Fevereiro de 2009 às 12:53
Escrevo-te. Não é novo. Já o fiz tantas vezes, é só mais uma. Assim posso escolher cada palavra, estudar o seu efeito em ti, apagar e voltar a escrever para que fique perfeito. Para te tocar aí, onde sei que mais te dói. Sabes porquê? Porque te quero irmão na dor, já que o fomos no amor.
Escrevendo, não tenho que me desfazer nos teus olhos, nem sucumbir ao desejo de implorar que me digas, lábios nos meus, que te vais.
Estás de partida. Nos cais dos amores que terminam, aceno-te. Por favor não digas nada! Eu também não… Falarei comigo mais tarde.
Aqui não há comboios, nem linhas, nem apeadeiros… Mas nem por isso deixei de sentir a tua chegada porque te fizeste anunciar. Escreveste-me palavras ancestrais, bateste latas e eu, que andava aqui posta em sossego como a linda Inês junto ao Mondego, esperei-te na estação com o meu vestido preto de festa e…
Desculpa demorar-te com estas lembranças, gosto mais de chegadas do que partidas.
Vai, já ouço o comboio… eu depois escrevo-te.
 
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De
 
 
Ni* a 15 de Fevereiro de 2009 às 12:58
«Escrevi-te ontem
somente para dizer»

Que continuo aqui, parada no hoje. Como passageira adiada numa estação-desencontro, onde o comboio nunca tem o destino certo e onde as horas são sempre amanhã.
Se pelo menos soubesse falar-te de amores e lhes retirasse todas as rimas, óbvias, gastas e repetitivas, com dores, talvez me aninhasse no silêncio de uma palavra onde esta distância-uivo-de-lua-nascente-mais-que-p
resente cessasse no agora e... para sempre. Mas onde e como esconder de ti o rio de fogo das saudades? Tudo passa, dizem. E todos os rios secam, dizem também. Menos um, feito abraço embalado e suspirado, por onde navegámos para abolir a solidão da noite. Lembras-te?
Mas eles, os que tanto dizem, não sabem.

E ninguém, nunca, saberá, que ainda permaneço deste lado do tempo onde sou tua.
Nem tu.

Nem tu.

«Por que é que me não escreves?»
_________________________________________
 
De LORENZO MONSANTO a 15 de Fevereiro de 2009 às 18:50
Foi um silêncio cortante e uma incapacidade quase gritante que nos trouxe a esta estação. Pelo caminho que fizemos, uma vez mais mergulhados na ausência das palavras que em outros tempos tanto nos deram e tanto nos construíram, chocámos com a realidade deste dia que há muito estava traçado . O dia que adiáramos sem adiar. O dia que sabíamos que chegaria sem se fazer anunciar, o dia mal fadado que colocaria entre nós uma distância que em parte alguma e movidos por vontade que fosse, saberíamos encurtar ou estilhaçar. Estilhaçar nos soubemos. Entre a disparidade evidente que fomos disfarçando, tapando buracos com gesso de sentimentos e que mais tarde se desfaria, ora pela erosão de nós mesmos, ora pela incapacidade de dar vida à vida que nos restava, alimentámos a ilusão de que não haveria viagem que nos levasse. Tontos na ilusão, tontos à espera da máquina nesta abandonada estação. O vazio entre nós percorrido pelo vento que qual feiticeiro, ora varria este empedrado retirando-lhe as poeiras em vivas danças, ora nos sugava as palavras de nós, pois daqui dos nossos lábios mudos apenas o assobio subtil se fazia reinar, gelava-nos. Vi-te partir como quem vê partir um corpo que já não se conhece, porque a estranheza reside na ausência da cumplicidade e não na ausência do conhecimento. A cumplicidade ergue as ruínas. O conhecimento de nós retorna-as a monte. A máquina que chegou pesada e fumegante vibrou um adeus grave. Um resto de olhar envergonhado teceu-nos o coração. Subiste os degraus da carruagem e percebi que ao contrário, a descida começaria aqui. Ao inferno. Da saudade. O arranque, último instante desejado mas que fosse breve, afinal deu-se mesmo à velocidade de corcel alado levando-te para longe e perpetuando a distância que nos separaria.

Foram estas as palavras que escrevi, não em ti, não em folhas brancas de que me esqueci e onde não me revi, mas neste banco de madeira desta estação onde hoje pela última vez...te vi.
 
_______________________________________

 

 

 
 
escrito no papiro por ACCB às 15:05
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Sábado, 14 de Fevereiro de 2009

"Love Duet" Romeo et Juliette

Tenham um bom dia - um bom fim de semana - dos namorados...ou que quiserem ----

Anna Netrebko -Roberto Alagna

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escrito no papiro por ACCB às 02:02
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Cartas de Desamor - Desafio

De Pravda a 28 de Julho de 2008 às 22:53
 
 

 

Meu caro S. Valentim:

Estranharás, certamente, estar a escrever-te num dia em que tanto se fala de um certo S. Valentim, informe e misterioso, patrono (imagina só!) dos namorados.

Bem vês que não celebram o teu dia, aproveitam-se dele! - coisa da gentalha dos negócios - por uns cobres, vendem a alma e o resto se for necessário! Estão a usar a tua “boa imagem” sem pagar direitos – chamam a isso marketing, sabias?!

Escrevo-te para pedir uns favorezitos:
1 - Manda-me uma foto tua, por favor! É que, aborrece-me, solenemente, ver sempre a figura de Cupido (um gaiato pagão, despido e de figura obesa), com o teu nome por baixo. Qualquer dia acusam-te de pedofilia (está na moda!).

2 – Arranja aí, no Céu, uma despensazita para vir cá puxar as orelhas a esta malandragem.
 

Sabes?! Eles já não namoram, “andam”! Não amam, “curtem”! Não se olham nos olhos, com aquela cumplicidade do meu tempo; mandam um SMS, um e-mail… ou, quando muito, telefonam. Já nem te falo daqueles que se deleitam, com os olhos cravados no monitor do PC, a “teclar” no “chat” – é o amor virtual. Usam um palavreado horrendo, monstruoso e obsceno (na forma e no conteúdo), servem-se de um “nick name” em vez da expressão radiante e sonora do nome da pessoa amada. Afinal em que ficamos: namoram ou andam? É que, quando chega o teu dia, todos se dizem namorados!
Acreditas que, ainda criancinhas, de uns doze anos, já dizem que “andam”?!
Olha! Ás vezes, até chateia ver a sua postura arrogante: em vez daquela cumplicidade característica da intimidade dos namorados, que os leva a procurar um lugar mais reservado, preferem colocar-se em lugar bem vistoso a “dar espectáculo”. Explica-lhes que eles não têm necessidade de provar nada, a ninguém!

3 – Passa aqui, pela minha escola, que eu mostro-te algumas coisas importantes:

- Há mais corações de cartolina do que humanidade e bondade nos corações das pessoas;

- Há uns cartazes com “casais-exemplo”: Diana e Carlos (de Inglaterra) – tu és prova do amor deles!; Sansão e Dalila – vês como acabou a história?!... Nem te conto mais!!!

- O teu nome está em todo o lugar: Valentim, Valentin, Valentine… parece a campanha eleitoral!
Bem! Não fiques vaidoso! … se pensas que és importante, permite-me a franqueza: o “dia das bruxas” tem mais votos do que tu, tal como o Pai Natal ganha aos pontos o Menino Jesus, e o Carnaval vence à Páscoa.

- Até aqui há quem ouse ganhar uns tostões com o teu dia: postais, flores… vende-se de tudo, com a tua ajuda.

4 – Finalmente, deixa-me prevenir-te: se vieres à terra, prepara-te! Olha que ficas outra vez sem a cabeça!
De um lado está um Ocidente cada vez mais ateu, palerma e absurdo, onde toda a gente acha que pode fazer tudo: ainda não perceberam a ligação entre o exercício da liberdade e dever do respeito para com as outras culturas; do outro lado, um mundo Islâmico, cioso de uma cultura verdadeiramente assente no povo, e que o meu ocidente não entende.
Eu, por acaso, tive uma namorada egípcia, lembras-te?!
Chamava-se Shamillah Zomorik, estás recordado?!
Aprendi, com ela, a respeitar e admirar o povo islâmico, e nunca esquecerei expressões como esta: “O amor é um sentimento de Deus. Quando nos apaixonamos podemos imaginar a perfeição! É por isso que vemos melhor o lado bom das coisas e valorizamos tanto a pessoa que amamos!”

Sabes?! Aqui, são poucos que, sendo católicos como eu, aceitam a abnegação e a vivência cultural dos islâmicos: acham-se superiores, “mais bem formados”… E… Vê lá! … Nem estabelecem a diferença entre casal e par!

Cuida-te, S. Valentim! Um dia destes ainda és substituído por um símbolo pagão qualquer!...

P.S. Estão por aí tantas quadras, que me apetece deixar-te esta:

Fingindo um amor escondido,
Brincam aos namorados na escola.
Saca a flecha ao Cupido,
E dá-lhes com ela na tola.
 

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Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

SÉC XXI -Amnistia Internacional

Foto noticia  
 

 

 

"Este mensaje contiene imágenes, si no las visualizas correctamente, pulse aquí. Hazte socio Aunque ellos no lo sepan Aunque ellos seguramente no lo saben, son el centro y la razón del primer juicio que acaba de abrir el Tribunal Penal Internacional por el reclutamiento de niños y niñas soldados.

El acusado es Thomas Lubanga, líder de una facción rebelde de la RD del Congo. Cientos de niños y niñas fueron secuestrados, torturados, violados, obligados a matar y, en muchos casos, morir sin saber lo que es la infancia. Aunque tampoco lo saben, este proceso se ha abierto gracias a ti, a la confianza y apoyo que has brindado a Amnistía Internacional.

 

Con tu solidaridad y compromiso has contribuido a que se reconozca por fin la gravedad de este crimen de guerra y a terminar con la impunidad con que se comete. Hoy, Día Internacional para Acabar con la Utilización de Niños y Niñas Soldados, celebramos contigo la buena noticia sin olvidar lo que queda por hacer: desarrollar el marco legal que impida que un solo menor más sea utilizado como soldado; presionar hasta liberar a los que aún siguen en manos de milicias y grupos armados; y asegurar que esos niños y niñas son desmovilizados y reintegrados a sus familias, pueblos y colegios, de donde nunca debieron salir.

Como ves, es un paso importante, al que han de seguir otros. Aunque ellos nunca lo sepan, gracias a ti, daremos el segundo y el tercero... Súmate a nuestro compromiso con la defensa de los derechos humanos.

Te aseguro que es una gran satisfacción saber que has contribuido a cambiar y mejorar el futuro de estos niños. Hazte socio/a ahora y estoy segura que celebraremos juntos otras muchas victorias para todos y para todas. ¡Te espero! Eva Suárez-Llanos Directora Amnistía Internacional - Sección Española Firma nuestra petición por los menores de la RDC ahora"

 

 

   
 
Firma nuestra petición por los menores de la RDC ahora  más info

 

 

 

escrito no papiro por ACCB às 01:16
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Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

Duma Carta

MOTE:

 

“Duma Carta”


Escrevi-te ontem
somente para dizer
das minhas mágoas e do meu amor…
O Sol morria…
Tudo era sombra em redor
e eu…, ainda escrevia…

A pena sempre a correr
sobre o papel,
deixava cintilações,
nas pedras do meu anel!

E a pena corria…
Nem precisava ver, o que escrevia!

Anoitecera.
…………………………………………
Como eu em toalha de altar
A mesa
revestiu-se de luar!…

Nascera a lua.
E a pena, nos bicos leves,
dizia ainda:
– Sou tua!
Por que é que me não escreves?
Mas o papel acabou
e a pena continuou:
Por que é que me não escreves?
O meu amor é todo teu.
Só eu te sei amar!
– Só eu!…

Janeiro
1922


Judith Teixeira

 

____________________________________________

reflexo44.jpg

 

 

Escrevi-te ontem
somente para dizer
que o tempo se perdeu numa estação, logo ali no caminho da espera.

Havia um comboio,...dizem que para Chamartin....

 

Uma viagem  para deitar  a espera e o sono lado a lado

Mas o sono não veio e, a espera, ficou na estação...

 

O Sol adormeceu,...esse sim...logo ali na linha  do fim do dia....

 

Escrevi-te ontem

Somente para dizer

Que na estação perdi a caneta

Nem sei mesmo se levei papel....

 

Anoitecia e havia luar

Um luar de lua  a minguar na noite...

Como as palavras....

 Escrevi na memória que não te chegou...

 

Dizem que em Chamartin também havia lua

Mas só o adeus chegou à estação...

Levava um sorriso nos lábios

E nunca perguntou pela carta que escrevi ontem à noite...

 

Escrevi-te ontem à noite

Somente para te dizer

que deitei as palavras pela janela  e a fechei....

 

Só eu!!..

Só eu para deitar fora

o  tempo e as palavras................... e fechar a janela ...........

 

ACCB - Janeiro 2009

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escrito no papiro por ACCB às 23:59
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- trouxeste a chave?..............

 

 

 

Penetra surdamente no reino das palavras.

Lá estão os poemas que esperam ser escritos.

 

Estão paralisados, mas não há desespero,

Há calma e frescura na superfície intacta.

Hei-los sós e mudos, em estado de dicionário.

 

Convive com teus poemas antes de escrevê-los.

Tem paciência, se obscuros. Calma se te provocam.

Espera que cada um se realize e consume com seu poder de palavra e seu poder de silêncio.

 

Não forces o poema a desprender-se do limbo.

Não colhas no chão o poema que se perdeu.

Não adules o poema. Aceita-o

 

Como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada no espaço.

Chega mais perto e contempla as palavras.

Cada uma tem mil faces secretas sobre a face neutra e te pergunta,

sem interesse pela resposta, pobre ou terrível que lhe deres:

 

Trouxeste a chave?

 

Repara: ermas de melodia e conceito elas se refugiaram da noite as palavras.

Ainda húmidas e impregnadas de sono, rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.

 

 

- Carlos Drummond de Andrade

escrito no papiro por ACCB às 23:58
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Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

O Ocaso

Pintura de Liliana Oliveira autora do blogue www.oliveiraliliana.blogspot.com

 

Via-te da praia...
Entre nós uma ilha de mar imenso.
Do outro lado não sei que país..
Mas tu não estavas lá
E eu via-te da praia...

Anoitecia no meu olhar
havia saudades rubras reflectidas nas águas da maré...
Um traço de asas escuras no céu...
Soltas,.. a anoitecer.

Não estavas lá...
Mas a maré trazia-me a tua imagem com o pôr do sol
E eu via-te da praia.....

--------

 

ACCB

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escrito no papiro por ACCB às 22:06
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Para o Porto.....

Este Blog foi novamente nomeado como um dos que se gosta.

Parece que o Porto gosta de vir a Lisboa e vice versa.

 

Diz ele....: - Cleópatra sentenciou e eu, humilde súbdito de Sua Alteza - ciente da periculosidade que o incumprimento de sentença, eventualmente acarretaria -, cumpro. Com todo o prazer.

 

 

SORRISO GRANDE!!!

 

 

Para o PORTO daqui de LISBOA!!!

 

 

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escrito no papiro por ACCB às 19:55
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Está bem... façamos de conta

A pedido de várias familias........

 

 

 

"Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport.

Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal.

Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?).

Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.


Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês.

Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível.

Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu.

 

Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média.

Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação.

Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo.

Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva".

Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda).

 

Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport.

Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal.

Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade".

E Manuel Alegre também.

Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores.

 

Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República.

Façamos de conta que não há SIS.

Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso.

 

 

Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas.

Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa.

A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos."

 Mário Crespo - JN  ~________________________

 

escrito no papiro por ACCB às 19:22
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Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

A propósito de coisas boas

A mulher da minha vida por agbarreto.

 

Este Blog foi hoje alvo de duas surpresas.

 

1ª Surpresa:- FOI DESTACADO PELO SAPO


2ª Surpresa:- Recebeu a visita do autor do livro "A mulher da Minha Vida"

__________

 

Como já li o livro  ( fi-lo nos dias que passei este ano no Luso/ Buçaco), atrevo-me a comentar o mesmo.

Ora bem. Quando o comprei sabia que falava da época do inicio da ditadura .

Embalada pelas Leituras de "Enquanto Salazar Dormia" de Domingos Amaral e "Rio das Flores" de Miguel Sousa Tavares,.. não necessariamente por esta ordem, antes a inversa,...comprei "A mulher da Minha Vida" que dizia na capa:

 

Lisboa anos 30

A instalação da ditadura,

as perseguições politicas

e uma história de reencontro com o amor.

 

Na verdade, enquanto cirandamos pela trama, chocamo-nos com o personagem principal, que imaginamos envergando uma gabardina ( veste sobretudo)  - o agente Trindade, - e um inspector apatetado e às pintinhas, agarrado aos seus segredos e medos, que vai travando a investigação ao agente Trindade; um Berguet 14 A 2 que cai ali para os lados das Azenhas do Mar....

Podia ser no Guincho....

Do piloto? Nem sombra.

A páginas tantas um cadáver à beira do avião...enrolado num pano branco....uma mulher??

E por entre recordações de um amor daqueles que nos marcam, uma Lisboa, Chiado acima e abaixo, com a sociedade da época...e o Professor novo de Coimbra.. ..

Sinceramente esperava que o autor desembrulhasse melhor  o mistério...

Acho que nem ele se conseguiu libertar daquele personagem nem daquele mistério............nem daquela mulher.............

 

Fica uma frase que escrevi numa das folhas  de abertura do livro:

 

"Essa coisa das metáforas tem sabor e cheiro?

Não.São insípidas e inodoras.

Mas, às vezes, brilham como estrelas no céu."

_________

ACCB

 

 

  

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escrito no papiro por ACCB às 20:02
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O estado de sitio do CITIUS

Justiça bloqueia com apagão do sistema informático

"Os serviços electrónicos do Ministério da Justiça estiveram inacessíveis entre domingo e a tarde de ontem, impedindo os advogados, com prazos para cumprir, de enviar para os tribunais peças processuais por via electrónica através do sistema Citius. "

 

E agora... lá vão os  juizes deixar outras coisas e perder mais uma semana  a contar prazos... Está em prazo,...não está em prazo...

Porque é que funciona tudo à experiência???

escrito no papiro por ACCB às 08:29
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A propósito .....Clic e leia. Está divertida...

ACABAR UMA RELAÇÃO À HOMEM............

 

 

Divertida. Não é das melhores mas está divertida.

Já é antiga. Li-a em Agosto 2008  mas lembrei-me dela a propósito de uma conversa hoje... eh eh eh . Eu sei é maldade, mas há quem mereça.

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escrito no papiro por ACCB às 00:40
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Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

Carmen Miranda - 100 anos

escrito no papiro por ACCB às 17:56
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Aumentar a exportação

O Presidente da República defende que a dinamização das exportações é a única forma de combater o aumento da dívida externa portuguesa .

“A exportação de bens e serviços por parte de Portugal é praticamente a única via que nós dispomos para conseguir combater o crescimento explosivo da dívida externa e, ao mesmo tempo, defender o emprego dos trabalhadores portugueses”, diz Cavaco Silva.

Se não houver uma dinamização do sector exportador “não temos a mínima hipótese, nem este ano, nem no próximo ano, de voltarmo-nos a aproximar do nível de desenvolvimento dos países da União Europeia”.

 

 

E então, agora?.....

escrito no papiro por ACCB às 16:59
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Não gosto nada de dizer mas ..

EU JÁ SABIA...............

 

Bruxelas recusa-se a investigar mercado português
09 Fevereiro 2009  00:01
A Comissão Europeia (CE) recusa-se a fazer qualquer investigação ao mercado português de combustíveis. Os serviços comunitários da Direcção-Geral da Concorrência consideram que essa é uma competência da Autoridade da Concorrência nacional, soube o Negócios.

 Uma entrega de combustível para aquecimento central

VER - Resposta da Comissão ao aumento dos preços dos combustíveis

  • 11/06/2008

    Reunidos sob a presidência de Durão Barroso, os Comissários da UE debateram a melhor forma de dar uma resposta estruturada ao recente aumento dos preços dos combustíveis, um assunto que será em breve debatido no Conselho Europeu. Com base nas propostas apresentadas pela Comissão nos últimos dois anos, esta resposta consiste, nomeadamente, em acelerar a investigação com vista a uma utilização mais eficiente da energia pelas empresas e famílias, comprometer-se a apresentar, até ao final do ano, propostas sobre a transparência dos stocks de petróleo comercial e apoiar a organização de uma cimeira global sobre os mercados petrolíferos.

     
    • Mais informações
    • Communication from the Commission: Facing the challenge of higher oil prices PDF DeutschEnglishfrançais [100 kb]
  •  

    escrito no papiro por ACCB às 09:39
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    Vale a pena os técnicos irem

    Formação Contínua
    Violência Sexual
    Instituto de Psicologia e Neuropsicologia do Porto
    (6 a 7 Março 2009)

    A violência sexual, apesar do silêncio, constitui um dos maiores problemas sociais deste século. As marcas físicas e psicológicas da violência podem ser severas, para além de ferimentos, doenças sexualmente transmitidas ou gravidezes não desejadas. A manipulação emocional enquanto abuso do poder, é também frequente, sendo em muitos casos, o método privilegiado no qual o agressor se especializa para confundir e criar situações de grande ansiedade, angústia, culpabilização e silêncio na vítima.
     

    __

    Nem sempre a violência é só fisica e, no campo sexual tem várias facetas. O agressor é uma personalidade frustrada e por isso doentia.

    A manipulação emocional é algo para que a maior parte não está alertado.

    A criação de situações de ansiedade e dúvida, culpabilização e angustia, é o ponto forte da actuação dos que são fracos neste campo e são, contudo, os agressores.

    Interessa a quem lida de perto com as vitimas e com os agressores......

    _____________

    escrito no papiro por ACCB às 08:09
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    Domingo, 8 de Fevereiro de 2009

    O Mimo de hoje

      A Ni do Blog MOMENTUS,   atribuiu ao Cleopatramoon  o seu Prémio Anual  - EXCELÊNCIA. Diz a Ni porque:-

     "São blogs que suspendem o tempo e me questionam.

     São blogs de pessoas que não temem o afecto e escrevem sobre ele... sem artifícios vãos, sem palavras rebuscadas... apenas com a verdade de quem são. E eu gosto!"

      

      

     

    Obrigada Ni pelo destaque
    Acho que não sou assim tão diferente da maioria ou da generalidade
    É verdade que tento ser melhor que eu...é verdade que não tenho medo do que sinto...
    São pessoas como tu que me dizem que vale a pena continuar a tentar mudar o mundo

     

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    escrito no papiro por ACCB às 23:54
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    Deste BLOG gosto mesmo

     

    O JC ou Coutinho RIbeiro ou Anónimo, entrou na corrente, o que não é habitual nele e vai de

    de manter a corrente activa e nomear este Blog como um dos 15 que ele gosta mesmo.

    Ai Valha-me Nossa Senhora dos Aflitos que hoje estou a pôr a escrita de nomeações e mimos em dia, que já estava atrasada e, vou ter de nomear aqueles de que gosto mesmo.

    AH POIS! E não são poucos.

     

    Agradeço desde já ao JC o gostar de vir aqui embora eu nã dê por isso... e vou nomear os Blogs que frequento mais assíduamente ...Mas são tantos!......POR ORDEM ALFABÉTICA

     

     

    Anónimo

     

    A Janela de Alberti

     

    Câmara Corporativa

     

    Cogir

     

    Cheiro a pólvora

     

    Delito de Opinião

     

    Estilo y Derecho

     

    Filhos de um Deus menor

     

    Harry Haller

     

    Momentus

     

    OBSERVE AND EXPRESS IT

     

    Murmúrio das Ondas

     

    O Privilégio dos Caminhos

     

    Olhar Direito 

     

    Pretexto Clássico

     

    Porto Croft 

     

    Música Charlada

     

    Pronto agora é com  vocês nomear outros tantos....

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    escrito no papiro por ACCB às 23:35
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    Blog Mágico

    http://omeucloset.blogs.sapo.pt/tag/magic+blog

     

     

     O Blog O meu Closet atribuiu a este Blog o prémio - Blog Mágico. Talvez porque traz magia, talvez porque tem magia...talvez.....

     

    Abracadabra:- Assim sendo este Blog Mágico e percebendo consequentemente a sua autora de MAGIA.............espero que todos os meus desejos se realizem.... e porque sou muito egoísta ,...espero que se realizem MESMO!

     

    Atribuo o prémio BLOG MÁGICO porque me transmite magia....aos seguintes Blogs que têm a magia de me fazer feliz......:

     

    MOMENTUS

    pela parte feminina tão viva e tão sensível e pela beleza e perfeição da escrita.

     

    HÁ SEMPRE UM LIVRO À NOSSA ESPERA

    pelo mundo em que mergulho e me deixo ficar...os livros

     

    ESTEPES POLILITERÀRIAS

    pela variedade da descoberta sempre rica e nova

     

    MI BLOGAMUCHO

    Pela sensibilidade e pela força das escolhas

     

    MURMÚRIO DAS ONDAS

    Porque é magia encontrar um homem que escreve assim

     

    PECADOR ME CONFESSO

    pela Magia do Amor que contem

     

     POESIA PORTUGUESA

     

    pela magia de captar as almas na poesia

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    escrito no papiro por ACCB às 17:09
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    A ver se leio - La Solitudine dei Numeri Primi

     "A Solidão dos Números Primos",

    Prémio Strega 2008 e enorme sucesso editorial.

     

    Photobucket

     

    "Acho que este romance é acima de tudo sobre uma relação que não consegue realmente encontrar um significado certo, uma definição correcta e, por isso, parece ser uma história de amor, mas depois não é, parece ser uma amizade, mas depois não é", disse em entrevista à Lusa Paolo Giordano, que veio a Lisboa apresentar o livro, editado pela Bertrand.

     

    "É sobre duas pessoas que são atraídas uma para a outra, mas quando se aproximam demasiado, têm de se afastar, por alguma razão"...........

    _____________

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    escrito no papiro por ACCB às 15:54
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    Sábado, 7 de Fevereiro de 2009

    Ficar descalça no silêncio da tua voz.....

     

    Deixa-me descansar o corpo no sofá,...descalçar os sapatos e fechar os olhos em silêncio.

    Um silêncio que nada possa quebrar,...um silêncio que invada a casa e me envolva os cabelos como se lá fora chovesse e anda fosse o princípio do fim de tarde.

    Deixa-me perder os sapatos no tapete....

    Ficar abandonada na imagem serena de um leve respirar, como quem dorme um sono ao fim de um dia de lutas e triunfos....

    Deixa que o silêncio acorde e nos vidros da janela só o som do mar , lento e calmo, repetitivo e azul, ocupe um espaço de pensamento que não suporta mais nada por hoje.............

     

    Doi-me a cabeça e não fiz nada... nem sequer fiz nada por isso....

    Só quero fechar os olhos e não pensar em nada que seja azul..... a não ser o mar.....

    Nem quero a cor das memória, nem o som, das lembranças.... nada de saudades a procurarem nos albuns as fotografias que têm movimento e ganham vida, e cheiros, e sons, e gestos, e voz,... e olhar.....

     

    Hoje só quero perder os sapatos no tapete.....um aqui , o outro em local dificil de encontrar  e, ficar descalça no silêncio da tua voz.

     

    ACCB

     

     

    escrito no papiro por ACCB às 19:14
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    Quem foram na vossa vida anterior?

    ESTÁ MUITO ENGRAÇADO 

    http://www.miniportale.com/Miniportal/date/

     

     

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    escrito no papiro por ACCB às 19:00
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    O Outono e a força das palavras

    Hotel Richemond Genève

    Hotel Richemond Genève

     

     

     

    Escrevia assim....

     

     "Caí na força das palavras...
    E longe...muito longe...
    Com dois negativos...
    Num Hotel sereno...
    Escrevi..."

     

     

    Não sei porquê imaginei-o em Genéve. talvez porque de Genéve me tinham chegado notícias e lembranças.

    Alguém, num hotel sereno,  dizia que o meu blog  o inspirara a criar também o blog e a descobrir a força das palavras.

    Sinceramente não sei bem porque se cria um blog mas certamente que, para além de tudo o mais, será para comunicar.

     

    O Outono deixou digamos que, como ele lhe chama, um reconhecimento ao Cleopatramoon.

     

    Eu agradeço.... eu é que agradeço.

     

    Diz o Outono que aprendeu com este Blog que nunca se deixa ficar mal um amigo.....

     

    escrito no papiro por ACCB às 15:49
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    Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

    Trantran

    Figure 1 is a graphic illustration of a barrel to show the different products that come from a barrel of crude oil: other products 7.27 gallons, liquified petroleum gases 1.72 gallons, jet fuel 3.82 gallons, heavy fuel oil (residual) 1.76 gallons, other distillates (heating oil) 1.75 gallons, diesel 9.21 gallons,  and gasoline 19.15 gallons. For more information, contact the National Energy Information Center at 202.586.8800.Valores em galões

     

    A ANTRAM, recebida hoje pela líder do PSD, apresentou queixa à Comissão Europeia por causa do preço dos combustíveis na venda ao consumidor ser demasiado elevado tendo em conta o preço do barril do petróleo.

     

    Na verdade estamos a pagar  1 € ( 1,28 dólares ) por cada litro de gasolina.

    O barril de petróleo custará 32 € - 40 dólares - um barril de crude tem 159 litros do mesmo.

    De um barril de crude extraiem-se 73 litros de gasolina. AQUI

    Não sei os custos da refinaria... e não sei, porque me parece que o preço não está regulamentado e, parece-me, que os custos são variáveis de acordo com a conjuntura de um país e, não só, com as taxas de câmbio e cotações do mercado internacional.

    Estou enganada?

     

    Agora outra questão:

    É claro que a Drª Manuela Ferreira Leite tem interesse nas reuniões com o sector dos transportes e, tem interesse em demonstrar que fará eventualmente  pressão junto do Governo.

     

    A Drª Manuela Ferreira Leite sabe que este sector é um sector importante na  economia nacional/mundial e pode parar um país...

    Já  percebeu que a ANTRAM com 4.000 associados (o que representa mais de 4000 votos), está neste momento de costas voltadas para o Governo,....

     

    Mas a ANTRAM que não esqueça que se pode tornar apenas um peão num tabuleiro de xadrez politico.

    E que, graças às fraquezas que demonstrar aos jogos de sedução que lhe fizerem, pode vir a contribuir para uma situação económica ainda mais delicada para  país a que pertence.

     

    Se as empresas de transporte estão em crise, as outras também estão.

    Se a crise é nacional, também é internacional.

    E, quem hoje lhe sorri, amanhã volta as costas e diz que também não pode fazer nada. Porque é verdade. Provavelmente não pode.

     

    Por vezes nada resolve apresentar queixa à  Comissão Europeia....Ela manda seguir e observar o decurso dos acontecimentos .....foi assim em 2004....

     

    E acredite a ANTRAM ou não, pode a lider do PSD que muito respeito, estar cheia de boas intenções para resolver o que não tem resolução,....é inteligente e sabe que pode manobrar quem está insatisfeito...mas o que lhe interessa no momento é a sua pré campanha eleitoral.

     

    É preciso que quem é seduzido pensando que seduz  perceba que tem de ser inteligente.

    O momento para ser oportuno tem de ter por onde esticar a corda. Sem espaço não há ganhos nem heróis . Se em Junho havia,...neste momento não há por onde esticar a corda.

    A Comissão Europeia o dirá.

     

    Pré campanhas eleitorais...por vezes não passam de tantas tretas............

    ____________

    ACCB

    escrito no papiro por ACCB às 00:28
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    Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

    Ora che sono al 100% vivo...

     

    ....non voglio morire ...

     

    escrito no papiro por ACCB às 23:52
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    Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

    Ai que vou, vou....saudades de férias........

    tags:
    escrito no papiro por ACCB às 23:59
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    Não percebo ou melhor, continuo a não perceber

    A BP vai aumentar o preço da gasolina sem chumbo 95 octanas a partir da meia noite

    depois dos aumentos feitos pela Cepsa e pela Galp .

    Continuo a não perceber.

    Então petróleo não tem andado mais barato?

    Vai-se a ver e é mais um problema de gases........

    Desta vez, gás natural.

     

    Uns dizem que o crude é inesgotável, até dizem que uma tal Eugene 330 - plataforma  de petróleo no golfo do México - chega a produzir por dia   15.000 barris por dia de crude de petróleo de alta qualidade nos anos 60/70 assim como agora.

     

    Actualmente, dizem outros, existem qualquer coisa como 680 mil milhões de barris nas reservas de petróleo do Médio Oriente.
    "Uma teoria intrigante que corre agora entre as equipas de pesquisa das companhias petrolíferas sugere que o crude de petróleo pode ser, na realidade, um produto natural inorgânico, e não o resultado de uma decomposição orgânica durante tempos incomensuráveis. A teoria aponta para que possam haver enormes reservas de petróleo ainda por descobrir a maiores profundidades que eclipsam as estimativas mundiais actuais."

     

    ESPREITEM AQUI e Expliquem-ME quando é que o preço de algo que parece  nunca faltar, os árabes já o disseram, deixa de manobrar as ecónomias desta maneira..........Alguém me esclarece??'


     

    escrito no papiro por ACCB às 23:12
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