Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

Cartas de Desamor - Desafio

De Apache a 31 de Julho de 2008 às 19:19
 
Não dou como adquirido que saiba escrever cartas de desamor, na verdade, não dou sequer como adquirido que saiba escrever… vai daí, troquei a carta por um mísero bilhetinho…

Com um sorriso estendes-me o céu como tapete mas as tuas palavras são estrelas ninja com me rasgas o peito…
Acaricias-me a carne dilacerada, com o vento morno do teu olhar mas cuidas-me as feridas com unguento de sal e cicuta…
O amor que desesperadamente assassinas é o mesmo monstro que em mar de sôfregas lágrimas, adoras…
O fosso de saudade que herculeamente cavas com a tua ausência é o campo de forças indómito que nos une…
Lanças-me, anjo negro, o beijo mais apetecido, mas a paixão que semeamos é Fénix nas chamas do desejo renascida…
Morra ela de nós, feda pútrida no mais fundo dos abismos, extinga-se no limiar da eternidade, se a cada sístole, o teu sangue não gritar o meu nome
.
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escrito no papiro por ACCB às 23:59
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Estado civil : - Militar

 

 

 

 

 

Ontem de manhã, eu que até gosto de ouvir a TSF (mas oiço também a Rádio Marginal !) ouvi por mero acaso a opinião do general Loureiro dos Santos sobre o descontentamento dos militares relativamente aos ultimos acontecimentos, nomeadamente a progressão nas carreiras, que impede que algumas especialidades atinjam determinadas patentes, o que poderá, bem analisado, ser inconstitucional; ainda o facto entre outros, de quererem acabar com o subsídio de condição militar.....

Sabem o que é??? Tem a ver com o facto de um militar estar 24horas disponível para serviço à Nação e disponível para ser colocado onde muito bem entender, quem assim acha que muito bem entende.

Que quem escolheu a carreira militar já sabia que era assim?

Pois, talvez. Mas não estamos em tempo de guerra e há situações absolutamente surpreendentes que um subsídio de condição militar não cobre.

E porquê querer atribuí-lo apenas aos senhores Generais??

 

 

Mas,... adiante...

Aqui mesmo ao lado, em Espanha,  a família militar e portanto os militares, são devidamente considerados e honrados. E não é só porque é ministro da defesa uma mulher, mas também. É que talvez as mulheres tenham mais a noção de família...

....

Mas eu não me quero perder com feminismos.

 

Voltemos ao General Loureiro dos Santos.

Dizia o Sr. General que se deveria ter em conta o descontentamento generalizado dos militares e ter ainda em conta que os mais jovens não se sentem muito confortáveis com as medidas tomadas em desfavor da instituição...

E eu pergunto:

Serão só os tenentes? Serão só os capitães?

E deveria o Sr. General ter falado de que estes homens descontentes podem fazer disparates, cometer exageros, por serem mais destemidos?

Eu percebo o que quis dizer mas podia ter sido mais directo.

É que os militares corajosos e destemidos não cometem disparates. Actuam. Porque se cometem disparates têm de ser punidos. Um militar é um estratega e um estratega , um verdadeiro estratega não faz disparates.

O que o Sr. General quereria, e quis dizer, e disse, talvez de uma forma cautelosamente irónica, foi que os militares devem ser respeitados, as instituições devem ser olhadas com respeito e ouvidas com atenção.

Os nossos militares não servem só para ir, como é seu dever apoiar a NATO de que fazemos parte, não servem só para enfeitar.... e poucos sabem da enorme logística que as forças armadas envolvem.

Não são meras peças de xadrez... e aqui é que bate o ponto.

Talvez dentro da instituição também se pense que os militares são apenas  peças de xadrez, sem família, sem possibilidade de ter opinião, sem possibilidade ou poder de argumentação.

É um erro. Hoje em dia não se obedece cegamente, para mais se as ordens são dadas sem a noção da realidade.

Gerir recursos humanos não é para todos e é, principalmente para gente competente.

 

Há na verdade como diz o General, muitas injustiças nas forças armadas, dentro das próprias forças armadas e para com as forças armadas.

 

 

O general Garcia Leandro concorda com as preocupações do general Loureiro dos Santos, que alertou para o desespero que se está a instalar em alguns militares.

 «Ele está a dar alguns alertas importantes. Não há desenvolvimento, progresso e bem-estar social se não houver estabilidade. A estabilidade vem da segurança, que é dada pelas Forças Armadas, pelas Forças de Segurança e pela organização do país», explicou em declarações à TSF, o actual presidente do Observatório de Segurança e Criminalidade, «não se pode mandar as forças armadas para situações de desespero na sua vida do dia-a-dia».

 

Concordo em absoluto e ainda mais quando é a própria instituição militar que empurra os seus homens para situações de desespero na sua vida do dia a dia.

Porque será que há tanta patente a passar à reserva???

 Não vejo as palavras do antigo Chefe do Estado Maior do Exército como um apelo a qualquer golpe de Estado mas, como um alerta a quem de direito para situações que devem ser tidas em conta..

Pode ser que algumas patentes no activo o escutem também, porque o "barrete" não serve só aos de fora.

Como os Juízes, as Forças Armadas não podem ser politizadas.

Sou de uma época em que ser militar era uma honra. Estamos a passar a uma época em que ser militar é desprestigiante porque a Nação perdeu a noção de Nação.

 

__"SENHOR FALTA CUMPRIR-SE PORTUGAL".

 

ACCB

 

O Sr. Secretário de Estado não tem informações sobre o descontentamento dos Militares. E o Sr. Ministro? Tem?

 

AQUI e AQUI

escrito no papiro por ACCB às 07:35
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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

foto do dia

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escrito no papiro por ACCB às 22:54
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Frase do Mês

 

"ESTE COMPUTADOR ESTÁ PENSADO PARA CRIANÇAS.

É RESISTENTE AOS CHOQUES.
TODOS OS MEUS ASSESSORES TÊM ESTE COMPUTADOR.
NÃO PRECISAM DE MAIS!"

 

-

José Sócrates sobre o "Magalhães"

escrito no papiro por ACCB às 21:54
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Tango de la Muerte - Edgar Ordóñez

escrito no papiro por ACCB às 00:54
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À Mesa do Amor

Quero-te para além das coisas justas
e dos dias cheios de grandezas.
A dor não tem significado quando me roubam
as árvores as ágatas, as águas.
O meu sol vem de dentro do teu corpo,
a tua voz respira a minha voz.
De quem são os ídolos, as culpas,
as vírgulas dos beijos?
Discuto esta noite apenas o pudor
de preferir-te entre as coisas vivas.
-

Joaquim Pessoa, À Mesa do Amor
 

 

escrito no papiro por ACCB às 00:54
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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

Reflexão sobre a maldade

 

Se me dissesses agora de uma forma imperativa:- Escreve!...
acho que choraria de dor, de raiva, de sentido..... de falta de sentido,...sem sentido. ....
Se me perguntasses:- Porquê?!
Dir-te-ía que me roubaram a vontade de escrever, não sei se com ela me levaram a alma, mas há gente assim que nos rouba a vontade e nos leva a alma.
Se me dissesses :- Não vale a pena.
Eu diria:- Vale! Vale a pena sim. Gritar a raiva de conhecer o que não é e se disfarça em tons nublados de ser, uma mentira, uma loucura inexplicável, uma frieza de ânimo só igualável à dos que praticam os crimes de forma premeditada...
Dir-me-ías:- Andas a trabalhar muito!
Dir-te-ía:- Nem o trabalho me desvia o olhar da maldade das almas que estão doentes, frágeis, inseguras e por isso se tornam desmesuradamente perversas... e morrem, morrem aos poucos, lentamente como se a morte fôsse para beber de um trago. E querem arrastar nessa morte desgrenhada a alegria dos que vivem como se cada segundo fosse o único...
Há almas que nasceram para desconhecer a felicidade e sofrem com a felicidade conhecida pelos outros, a ponto de lhes quererem tirar o ar que respiram os raios do sol matinal sobre  a maresia , ou a tarde à beira do sol a pôr-se...

Há almas que prometem o infinito e se afundam logo ali,...na praia.
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ACCB- escrito numa manhã de reflexão incompleta
 

escrito no papiro por ACCB às 08:04
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Veto de gaveta ou de bolso

"A Ordem dos Advogados foi multada em cerca de 200 euros por não ter saldado a tempo o valor das custas judiciais para se constituir assistente no processo de Leonor Cipriano.

 

Ao que o CM apurou, junto de fonte judicial, só ontem de manhã, altura em estava previsto começar o julgamento, é que o pagamento foi efectuado. Assim, a constituição como assistente custou o dobro: com multa, quase 500 euros.

A Ordem terá interpretado que não teria de pagar custas judiciais.

 

"Não fomos notificados. Isto é o que se chama veto de gaveta ou de bolso", comentou ontem o bastonário António Marinho Pinto.

 

Rui Pando Gomes com JCM
 
Face ao veto  de bolso, uma pergunta de algibeira:
O assistente deve ser notificado para o pagamento das custas para constituição de assistente?
_______________________________
 

 

 estabelece o art.º 519º do C.P.Penal:


· «1. A constituição de assistente dá lugar ao pagamento de taxa de justiça igual ao mínimo correspondente, a qual é levada em conta no caso de o assistente ser, a final, condenado em nova taxa; se o processo ainda não estiver classificado quando for requerida a constituição de assistente, o requerente paga a taxa mínima correspondente ao processo comum com julgamento efectuado pelo juiz singular e, logo após a classificação, o complemento que for devido.
· 2. Entende-se que desiste e perde todos os direitos de assistente aquele que notificado para pagar o complemento da taxa o não fizer no prazo de cinco dias».
· Resulta, pois, do nº 1 deste artigo que o pagamento inicial de taxa de justiça é condição da constituição de assistente.
· Porém, nele nada se diz quanto à exigência de notificação do requerente para efectivação de tal pagamento, ao invés do nº 2, que determina a notificação, após a classificação do processo, para pagamento do complemento da taxa que for devido.
Ora, tendo a secretaria passado guias para pagamento da taxa de justiça relativas à constituição de assistente que não foram pagas e sendo o pagamento inicial da taxa de justiça condição da constituição de assistente, não pode, consequentemente, ser admitida a intervenção como assistente do ora recorrente.

escrito no papiro por ACCB às 00:01
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Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

Cartas de Desamor - Desafio

De Tanto_de_mim a 31 de Julho de 2008 às 11:34
 
Olá Amor...
Chamar-te-ei sempre assim, independentemente do tempo e do lugar, de estarmos ou não juntos, porque na minha alma é assim que te guardo e guardarei, à luz das nossas palavras, dos nossos beijos, das borboletas que ambos sentimos no estômago.
Num tempo em que as cartas de amor desapareceram, quero deixar-nos imortalizados em palavras e papel, livres de apagões e vírus, porque um amor assim deve perdurar em laços cor de rosa, para que os nossos nos descubram em gavetas bafientas e amarelecidas.
Descobrirão então que nos amámos em cada acordar, em cada olhar, em cada entrelaçar de dedos cúmplices, que nos aliámos e esquecemos as convenções, os olhares reprovadores.
Escrevo-te agora, depois desta noite inesquecível, no meu emprego, enquanto te imagino no teu, corpos presentes, almas que se tocam ... Sim, porque eu sei que estou contigo enquanto desenhas as tuas obras, tal como tu aqui estás enquanto eu ensino os meus alunos, cada gesto nosso, ecoando o outro dentro de nós como cordas sensíveis à mínima lembrança.
Vejo-te ontem na minha cozinha, vestido de branco, emissário do paraíso que é só nosso...
Amor, vou trabalhar... Logo lá estarei, à tua espera, para te pôr o meu coração nas tuas mãos e na tua boca.

Um beijo da tua poetisa...
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escrito no papiro por ACCB às 23:27
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Não tente o silêncio com uma mulher

Um casal estava a ter alguns problemas e estavam em greve de silêncio um com o outro.

De repente, o homem lembra-se de que no dia seguinte  vai precisar que ela o acorde ás 5:00 da manhã pois tem um voo de negócios.

Não querendo ser o primeiro a  quebrar o silêncio ( e PERDER ),  escreveu num papel :

- 'Por favor acorda-me ás 5 da manhã'.
Ele deixa o bilhete onde sabe que ela o encontrará.

Na manhã seguinte, o homem acorda, e descobre que já são 9h e que perdeu o voo. Furioso, levanta-se e quando ia ver porque é que a mulher não o acordou, repara num pedaço de papel deixado na cabeceira da cama.

O papel dizia, 'São 5:00 horas. Acorda!'

_-....................................

Os homens não estão equipados para este tipo de concursos.
 
  
 
 

sinto-me: sorrisos
escrito no papiro por ACCB às 22:04
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Sinal Fechado

SINAL FECHADO - fome fisica

Olá, como vai

Eu vou indo e você, tudo bem?

Tudo bem, eu vou indo, correndo Pegar meu lugar no futuro, e você?

Tudo bem, eu vou indo em busca De um sono tranqüilo, quem sabe?

Quanto tempo...

Pois é, quanto tempo...

Me perdoe a pressa

É a alma dos nossos negócios...

Qual, não tem de que

Eu também só ando a cem

Quando é que você telefona?

Precisamos nos ver por aí

Pra semana, prometo, talvez Nos vejamos, quem sabe?

Quanto tempo...

Pois é, quanto tempo...

Tanto coisa que eu tinha a dizer Mas eu sumi na poeira das ruas

Eu também tenho algo a dizer Mas me foge a lembrança

Por favor, telefone, eu preciso Beber alguma coisa rapidamente

Pra semana...

O sinal...

Eu procuro você...

Vai abrir!!!

Vai abrir!!!

Eu prometo, não esqueço, não esqueço

Por favor, não esqueça

Adeus...

Adeus...

escrito no papiro por ACCB às 21:00
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Frase do dia

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QUANDO A GENTE ACHA QUE TEM TODAS AS RESPOSTAS

VEM A VIDA E MUDA TODAS AS

PERGUNTAS

-

Luís Fernando Veríssimo

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Ontem ao fim da tarde...já noite...choveu.

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Domingo, 26 de Outubro de 2008

Chris Botti (Again) - When I Fall In Love

escrito no papiro por ACCB às 23:10
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Cartas de desamor - Desafio

 
 
De Pecador a 30 de Julho de 2008 às 14:17
 
A minha vida é só minha !
 
 
 
 
 
As cartas de desamor como as de amor, escrevem-se ou não se escrevem

Escrever, escrever-te neste momento em que tudo o que eu quero é afastar-me de ti, é das coisas mais dolorosas que me podem pedir para fazer.
Mas, talvez sirva de análise, de encontro de razões ou seja uma forma de exorcizar o que sinto e de ignorar o que está morto em mim.

Como escrever-te uma carta de desamor se eu te amo? Como escrever-te uma carta de desamor se eu sei que nunca houve desamor entre nós.
Se tu foste, se tu és aquela que eu quero esquecer.
Pois não é verdade que se te quero esquecer é porque mais te lembro? Não é verdade que quando esquecemos nem sequer nos damos ao trabalho de o querer?
Como esquecer a mulher que comprava a mais linda lingerie para se deitar ao meu lado, que usava o perfume que mais me fazia sentir o aroma dela? Como esquecer a mulher com quem aprendi a fazer amor, a mulher que só de me tocar me fazia sentir o desconhecido?
Como esquecer esse teu olhar tão profundo que me deixava louco, perturbado, à beira de um ataque de nervos.
Muitos olhares farão isso também, mas o teu era único?
Com esquecer a seda que sempre te cobre as pernas e a maciez da tua pele que tem um brilho único, tão doce?
Com esquecer-te meu amor de olhos profundos?
A tua doçura, a tua autenticidade, o que sempre quis só para mim. O que egoísticamente quis só meu e não percebi que podia ser só meu e, não percebi que a tua alma era minha
Se há desamor amor, é da minha parte , que tu , nunca deixaste de me amar como eu nunca deixei de te querer.
O que me doi é a nossa impossibilidade, a nossa distancia, os nossos obstáculos, as nossas limitações que tu querias transformar em nada.
E eu fui cruel e eu fui cego e eu fui autista.
Agora penso o quanto te terei feito sofrer, a ti que arriscavas, que nem tinhas medo de arriscar, que me querias contigo,...Lembro o teu rosto encostado no meu pescoço e a sensualidade e o prazer, a lentidão com que inalavas o meu cheiro.
E lembro o calor da tua pele na minha, a tua mão ao de leve no meu rosto e tantas tantas coisas que nunca passarão.

Onde fui que tudo se desmoronou?
Talvez tenha sido quando descobri que te amava de verdade e que na verdade não podia amar sem ti.
Talvez tenha sido no momento em que senti que eras a única mulher que amava e que de tanto amar já não podia amar-te mais, já não tinha capacidade para te dar o amor que mereces, a felicidade que mereces porque algo está morto em mim e não é o amor.
Embora digas que nada disso interessa, ofendes-me quando dizes que te bastas com a presença deste homem que sou eu. Este homem que quase não respira sem ti.

Quis esquecer-te.Sabes o que é procurar alguém que nos ocupe o espirito e sentir que é tudo tão vazio, sem sobressalto, sem calor, sem medos porque esse alguém não és tu?
Sabes o que é imaginar-te ao meu lado e ser apenas a tua lembrança que ali está?
Sabes o que é esconder as tuas cartas, apagar os sms, esconder-me de ti, de mim, de nós?
Sabes o que é ignorar a realidade?
Sabes o que é amar e pensar que nunca serás só minha?
Sabes o que é deixar tudo por ti e ficar sózinho até contigo, porque estou morto?
Sabes o que é ter apenas para te dar este homem morto que sou eu e tu teimas em amar?
Lê como desamor este amor que fez de nós - dois, em vez de um.
Estou morto meu amor.
Estou morto.

PTM
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Os livros e as férias

 

 

"... Porque amamos sempre a pessoa diferente, procuramo-la em todas as situações e variantes da vida...

 O maior segredo e dádiva da vida, quando duas pessoas semelhantes se encontram... Isso é tão raro, como se a natureza impedisse com força e astúcia essa harmonia -

 talvez porque para a criação do mundo e para a renovação da vida necessita da tensão que se gera entre as pessoas que se procuram eternamente, mas que têm intenções e ritmos de vida opostos... "
("As velas ardem até ao fim"-Sándor Márai)

 
 
Foi um dos livros que li nas férias. Aconselho. Sándor Marai tem um discurso indirecto vivo, solto, dialogado...ou é a sensação que dá. Uma forma riquíssima de (d)escrever o que sente e o rodeia. Um estilo muito próprio.
Se eu resumisse este livro a uma frase diria que se trata da história de dois homens e uma mulher e nunca uma mulher e dois homens.
Pensando bem fico na dúvida se eles não seriam tão amigos que tinham os mesmos gostos, os mesmos quereres as mesmas cumplicidades, os mesmos amores... Um livro a ler porque... as velas ardem mesmo até ao fim.

...........................................................

Ou antes:

"O romance trata da história de dois amigos, Henrik e Konrad, que não se vêem há 41 anos. Depois de serem grandes amigos na infância um deles desaparece em 1899.
Existe um segredo que ronda aquele dia que mudou irremediavelmente a vida dos dois e que agora eles irão compreender. Entre eles o fantasma de Kriztina a mulher por quem ambos estão dispostos a lutar.
É um romance muito bem escrito, mas com muita paixao pelo meio... "
 

 

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Sábado, 25 de Outubro de 2008

Cartas de Desamor - Desafio

De Cleopatra a 19 de Setembro de 2008 às 08:30
 
Deixo aqui uma carta de desamor dos Toranja que encontrei há uns meses, na data abaixo e acho uma maravilha. Chamo-lhe carta de desamor porque é um poema de amor dorido.





Não falei contigo
com medo que os montes e vales que me achas
caíssem a teus pés...
Acredito e entendo
que a estabilidade lógica
de quem não quer explodir
faça bem ao escudo que és...

Saudade é o ar
que vou sugando e aceitando
como fruto de Verão
nos jardins do teu beijo...
Mas sinto que sabes que sentes também
que num dia maior serás trapézio sem rede
a pairar sobre o mundo
e tudo o que vejo...

É que hoje acordei e lembrei-me
que sou mago feiticeiro
Que a minha bola de cristal é folha de papel
........................
....................
Desconfio que ainda não reparaste
que o teu destino foi inventado
por gira-discos estragados
aos quais te vais moldando...
E todo o teu planeamento estratégico
de sincronização do coração
são leis como paredes e tetos
cujos vidros vais pisando...

Anseio o dia em que acordares
por cima de todos os teus números
raízes quadradas de somas subtraídas
sempre com a mesma solução...
Podias deixar de fazer da vida
um ciclo vicioso
harmonioso ao teu gesto mimado
e à palma da tua mão...

Desculpa se te fiz fogo e noite
sem pedir autorização por escrito
ao sindicato dos Deuses...
mas não fui eu que te escolhi.
..........................................
Desculpa se te usei
como refúgio dos meus sentidos
pedaço de silêncios perdidos
que voltei a encontrar em ti...

É que hoje acordei e lembrei-me
Que sou mago feiticeiro...

............................
Ainda magoas alguém
O tiro passou-me ao lado
Ainda magoas alguém
Se não te deste a ninguém
magoaste alguém
A mim... passou-me ao lado
............................

Toranja

11.7.08


 

 
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escrito no papiro por ACCB às 22:28
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A Cleopatra no Cinema em versão musical

Cultura

 

CATHERINE ZETA-JONES

 

 

 

Los Angeles, Califórnia, 24 Out (lusa) - O realizador norte-americano Steven Soderbergh projecta filmar uma versão musical rock de "Cleópatra" e chamar para o papel da rainha egípcia a actriz galesa Catherine Zeta-Jones, noticiou hoje a Variety.

______________-

Ora muito bem. Só faltava uma versão Rock Quando irá passar em Portugal?

E depois, acho que vou ficar Super Super bem representada pela Catherine Zeta Jones.

Ai não!!!!

 

O Marco António será o australiano Hugh Jackman.

 

Uau!! Acho que vou ficar muito bem acompanhada. Quero dizer:- Acho que a Catarina Zeta Jones fica muito bem acompanhada.

-_______________

 

Um obrigada ao MA pelo aviso ;-))))

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escrito no papiro por ACCB às 22:27
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ENA! Um fala Verdade. Outro evidências

 

José Sócrates no Parlamento (ANDRE KOSTERS/LUSA)

 

«Não é um crise cíclica»

 

Reportando-se à crise financeira, Sócrates realçou que «não é uma crise cíclica. Isto é uma crise daquelas que só acontecem de 100 em 100 anos», adiantando não lembrar-se, com os seus 50 anos, de «ter vivido uma coisa assim. Se há alguma coisa que se pode dizer sobre a natureza desta crise financeira é que ela é uma crise financeira mundial. Ninguém escapará. E os portugueses também não», salientou.

 

Barack Obama em Londres

 

Obama: «Corrupção é um desperdício de dinheiro»

 

Antes de viajar de Clearwater, no estado da Florida, para Washington, onde se vai reunir com George W. Bush e John McCain, num encontro de emergência motivado pela crise financeira norte-americana, o candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, fez um aviso: «A corrupção é um desperdício de dinheiro e arruína os direitos humanos».

____________________

 

O que vale é que tudo é dito com um sorriso ou com um ar de quem encontrou a solução.

Estamos em bos mãos.

escrito no papiro por ACCB às 19:51
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Coisas de caranguejos

PANTUFA NEGRA

Porque é que os caranguejos andam... de um lado para o outro????

 

 

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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

24/Out/2005

 

 

 

 Do Fim para o Princípio 

 

Nao te amo mais

Estarei a mentir se disser

Ainda te quero como sempre quis

 

Tenho a certeza que

Nada foi em vao

Sinto dentro de mim que

Nao significas nada

Nao poderia dizer jamais que

Alimento um grande amor

Sinto cada vez mais que

Ja te esqueci!

E jamais usarei a frase

EU TE AMO!

Sinto, mas tenho que dizer a verdade

E tarde demais...

-

(leiam agora de baixo para cima)

 

 

 

 

 

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Atribuído ao Cleopatramoon por:

 

O Câmara Corporativa 

 

 O Privilégio dos Caminhos 

 

Porto Croft

 

Pecador me Confesso

Lady Aran

 

 

atribuiram este blogue o "Prémio Dardos", através do qual

 

"se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre as suas letras, entre as suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.

Quem recebe o “Prêmio Dardos” e o aceita deve seguir algumas regras:

1. - Exibir a distinta imagem;
2. - Linkar o blog pelo qual recebeu o prémio;
3. - Escolher quinze (15) outros blogs a que entregar o Prémio Dardos.

Dando cumprimento às regras,aqui estão os escolhidos, desta vez num mundo mais vasto... o da arte....mesmo a de escrever.....e sem querer repetir nomeações.

O Cleopatramoon agradece  ser visado com este prémio. a todos o que o acharam digno dele.  

 A Janela de Alberti

  Paradoxos

 Piano

 Poesia e Prosa

 Lobices II

  Estilo y Derecho

 A Vida de Saltos Altos

 Psicronos

 A Mis 95 Anos

 Carlos Barradas

 Blog Conceição

 Cheiro a Pólvora

 Do Portugal Profundo

 

  

 

E Pronto.

Digam o que disserem tentei não repetir noemações e 

 dar a este mundo outros mundos que também gosto de espreitar.

 

 

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Teste de Português - Para que se aprenda

 

 

A minha filha teve hoje teste de português. 

Tem 15 anos e está na área de artes. Trouxe-me o teste. Esperou ao pé de mim que o lêsse até ao fim.

A certa altura tive a sensação que o texto ficou turvo, embaciado, húmido. Olhámo-nos as duas....

- Chorei durante a leitura do texto todo mãe. A Mariana também.......

O meu filho tem onze anos e joga à bola.... Acho que não compro mais sapatos....

 

 

Os miúdos do fio de nylon
Agachados em cima de um caixote cambaleante, os dois irmãos magricelas vão unindo, com uma agulha e muita paciência, as palmilhas dos sapatos de camurça. Aprenderam mais depressa a coser do que a decorar a tabuada. Eles trabalham há várias horas, com a família, num alpendre escuro, de granito frio e madeira carcomida e onde se misturam os cheiros fétidos do estrume e do bafio. As grossas dedeiras nem sempre os protegem do cortante fio de nylon, que lhes vai abrindo gretas e deixando cicatrizes na palma das mãos. Não é preciso ser vidente para lhes ler um futuro enegrecido... Pormenor: a cena não se passa num bairro da lata em Calcutá, ou numa província da China, mas a norte de Portugal, numa freguesia rural em Felgueiras!

«Ai, aleijei-me!», exclama Miguel, o mais velho, interrompendo o pesado silêncio. Veste uma «t-shirt» do campeão, o «fê-quê-pê», e sonha mostrar ao mundo os seus dotes com o esférico. Um dia. Por enquanto, são as suas mãos esguias que trabalham no duro e não os pés de artista. «Foi a agulha que me picou». Miguel nem precisava de explicar. A família, reunida em torno da pilha de sapatos com carimbo da Zara, desata à gargalhada. Já estão habituados aos descuidos do miúdo de 14 anos. «Ele é quem tem menos jeito para isto. Saiu-me cá um preguiçoso», graceja a mãe, Aldina, cabelo eriçado, roupa desbotada, pele engelhada e mais envelhecida do que os trinta e poucos anos do bilhete de identidade. Na idade deles, também ela cosia sapatos, numa fábrica em Felgueiras. Ela, a irmã, a cunhada, a prima, a avó…

A família da freguesia de Felgueiras reúne-se em torno da pilha de sapatos de camurça para homem com carimbo da Zara, cadeia espanhola de pronto-a-vestir

O sorriso morre-lhes nos lábios com rapidez. Só o latido do Benfica, um rafeiro que guarda as galinhas e os gansos do quintal, os consegue distrair da tarefa penosa e repetitiva. «Cala-te cão», gritam à vez.

 

E logo voltam a baixar a cabeça para os fios e agulhas. Há quase uma década que esta rotina tomou conta da família. De manhã levantam-se para coser. À noite, adormecem com dores nas costas de tanto coser. «Os miúdos ajudam-nos quando vêm da escola. É o dever deles, não é?»

É pergunta retórica, sem resposta, de Aldina, que afaga, por segundos, o cabelo de Carlitos, de 11 anos. Os sapatos de fino corte que ele cose com perícia não podiam contrastar mais com as suas sandálias cambadas e as meias brancas sujas de lama. «É melhor trabalhador e aluno do que o irmão, que já perdeu dois anos lectivos», explica a mãe, que jura a pés juntos não os tirar dos bancos da escola. Pelo menos para já.

O rapaz magro de olhos claros e ar ausente atira mais um sapato para o monte, com um suspiro.

Àquela hora podia estar a jogar à bola com os amigos, ou a estudar Matemática, a sua disciplina preferida. «Por cada par de sapatos recebemos 40 cêntimos», diz Carlitos em voz sumida. «Como cosemos uns 50, vão-nos dar uns vinte euros», afirma, provando saber fazer contas de cabeça. Numa loja do Porto, o mesmo modelo não custará menos de 40 euros. Mas isso já ele não sabe...

Os dois rapazes, de 11 e 14 anos, trabalham durante horas. O cortante fio de nylon abre-lhes gretas nos dedos e deixa-lhes cicatrizes nas palmas das mãos

Às tantas, Aldina abana a cabeça: «Ganhamos muito pouco mas, se não fosse isto, só teríamos o abono dos miúdos e a reforma do meu pai para vivermos», lamuria-se, olhando para os dois idosos, prostrados em cadeiras desconfortáveis. Um deles não tem pernas. O outro é cego de um olho e mal se mexe. «Temos de tomar conta deles». Ela e o marido estão de baixa há vários anos. O assunto é tabu, lá em casa. «Não voltaremos a trabalhar em fábricas», limita-se a sussurrar Joaquim, de 34 anos. «Devo viver disto para o resto da vida», diz sem ilusões.

Não falta muito para terminar. Mais à noitinha, irão subir a ladeira íngreme com os sacos de sapatos cosidos até ao «posto» - uma vivenda azul onde mora a intermediária entre estes quase-escravos e a fábrica de calçado. Em troca, receberão mais uma encomenda de sapatos por coser e uns poucos euros para sobreviver. É a lei da terra onde quem manda é Graça, a tal intermediária que trabalha longe da vista dos estranhos, para quem as portas estão sempre fechadas. «É ela quem distribui os sapatos pelas famílias da região», confirma o dono do único minimercado desta freguesia esquecida de Felgueiras. «Em casa dela, também trabalham outras mulheres», acrescenta o comerciante, que garante: «Nesta freguesia ‘cose-se obra’ porta sim, porta não». Não é pura retórica. Em muitas varandas de granito vêem-se idosas de volta dos sapatos, a laborar em silêncio. Lá dentro, os netos e os filhos dão, quase sempre, uma preciosa ajuda. Todos os euros a mais são poucos depois da crise que se abateu sobre o Vale do Sousa e Vale do Ave e que encerrou centenas de fábricas de calçado e vestuário. «A depressão acabou por tirar os miúdos das linhas de montagem mas o trabalho infantil não foi varrido do dia para a noite», revela Manuel Jacinto, sociólogo do Instituto de Estudos da Criança da Universidade do Minho. Só em 2002 estimava-se haver 48 mil crianças a trabalhar em Portugal. A maioria no Norte do país. «Embora seja menor, o trabalho infantil persiste nas actividades domiciliárias do têxtil e do calçado, o que torna mais difícil o trabalho da fiscalização».

A poucos quilómetros do casebre de Carlitos e Miguel, um rapaz um pouco mais novo do que eles faz malabarismos com a bicicleta pelo carreiros do jardim. Sentada na ombreira da porta, a mãe, Joana, passou a tarde a coser solas de ténis, ignorando as suas travessuras. «Corta-me as pontas dos fios ou pelo menos passa-me um dos sacos com ténis», pede-lhe. Bruno, de nove anos, continua a pedalar pela terra batida, fazendo com a boca o ruído de um potente motor de uma mota, fingindo não escutá-la. «Ou-vis-te-me?», pergunta a mulher, vestida de preto da cabeça aos pés, num tom seco e olhar austero. Como se tivesse uma mola, o rapaz desce do selim e entra na cozinha para a ajudar na tarefa. A contragosto. «Hoje está na ronha mas ele já sabe coser como um adulto. Faz remates e pontos corridos», explica, orgulhosa. Desde que o marido emigrou para França e a fábrica de calçado onde ela estava empregada encerrou, Joana passou a trabalhar em casa para sustentar a família. É a única, numa terra quase deserta e envelhecida. «Ao fim do mês recebo 350 euros. Se não fosse a ajuda do rapaz, nem isso conseguia». Bruno ouve os queixumes da mãe, meio amuado. De uma assentada corta os fios dos ténis com a tesoura, à medida certa. Ela mira-o, por instantes, esforçando um olhar de carinho: «Ele tem jeito...»

Israel, de 11 anos, já cantou no Carnaval de Torres Vedras, em programas de televisão, e até tem um CD gravado. Prepara-se para deixar o ensino este ano

Embora não tenha ainda a lábia de um típico comerciante de rua, Gaspar, de 11 anos, esforça-se para vender imitações de pijamas «Dolce & Gabbana» a cinco euros, todas as sextas-feiras, dia de feira em Guimarães. Ele ainda não sabe, mas a sua professora primária, Maria José, veio dar uma volta pelas bancas coloridas e ruidosas, onde se vendem «t-shirts», DVD piratas, óculos escuros e bugigangas por uma pechincha. Mas ela não foi às compras. «Vim ver os meus alunos que faltam às aulas, às sextas, para ajudar os pais nas vendas», explica. Não foi preciso caminhar muito pela calçada para dar de caras com o Gaspar e com a sua irmã mais velha, Madalena, de 16, que já abandonou a escola há muitos anos. Eles não escondem a surpresa, e o embaraço, ao verem a «stôra» fora do seu habitat natural. «Estão a vender muitas camisolas?», pergunta, bem disposta, Maria José. Os dois respondem-lhes em monossílabos, atrapalhados: «Não. Nada. Os marroquinos é que se fartam de fazer negócio», diz Gaspar, apontando para a banca do lado, onde um vendedor, de megafone, anuncia em cima da roupa, preços imbatíveis em frente a um mar de gente curiosa. A deles está quase às moscas.

Depois de uns minutos de conversa de circunstância, ela despede-se do aluno, pedindo-lhe para ele não faltar às aulas na segunda-feira. Ele parece aliviado quando a vê afastar-se. «Fico triste porque a grande maioria dos miúdos de etnia cigana fica-se pelo 4.º ano. E já tive excelentes alunos. Mas não posso fazer nada», confessa ela uns metros mais à frente. A história de insucesso repete-se há várias gerações na Escola EB1 Nossa Senhora da Conceição, encostada a um bairro social de Guimarães. Dos 220 alunos, há cerca de duas dezenas desta etnia. Israel, de 11 anos, um miúdo de cabelo comprido à surfista que frequenta o 4.º ano, não é excepção. O pai, Waldemar, conhecido no meio como «Cheles», também é dono de uma banca na feira. «Às segundas vendo nas Taipas, às quartas em Fafe e às sextas em Guimarães», conta o homem de 32 anos. Mas, ao contrário dos colegas, o pequeno Israel não o tem ajudado nos últimos tempos. O seu progenitor aposta numa carreira pelo mundo da música: Israel já cantou no Carnaval de Torres Vedras, em programas de televisão e até tem um CD gravado. «Ele recebe mil euros por cada ‘show’. O ‘cachet’ será de três mil se tiver uma banda a acompanhá-lo», garante Waldemar com orgulho. Ele só aguarda que o filho termine o ano lectivo para fazer o máximo de espectáculos pelo país fora. E arrecadarem, os dois, ainda mais dinheiro. «Não o quero a estudar no 2.º ciclo e a arriscar que ele se meta com colegas que traficam e consomem droga. E para que é que ele precisa de tantos estudos?»


Reportagem de Hugo Franco (texto) e José Ventura (fotografias)


27 Maio 2006

ISTO NÃO É TRABALHO INFANTIL??????

escrito no papiro por ACCB às 00:01
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Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

Algo de vou falar p/q tenho mau feitio

 

 

 

 

 

Declarações do Desembargador António Martins sobre o Bastonário Marinho Pinto

 

 

 

 

 

 

 

Ora bem. Estas coisas quanto mais se fala mais se diz e mais se desdiz. Mais se constrói e mais se destrói.

E, não há no fundo muito que dizer.

O Sr. Bastonário tem um comportamento perante a comunicação social que não tem  no dia a dia, nomeadamente na vénia correcta que faz aos juízes, por exemplo em cerimónias oficiais.

Tive há dias a oportunidade de me cruzar com ele, que me cumprimentou com a devida vénia e a vénia devida e, que foi em meu entender, destratado nessa tal cerimónia oficial,  o que não deveria ter acontecido  pois que era um convidado.

 

Mas adiante....

Também é sabido de todos que, por causa da sua forma de estar perante as câmaras e os microfones, se entusiasma e vai de dizer coisas ouvidas pelo País inteiro que não correspondem à verdade como por exemplo a afirmação de que:

 

-«A possibilidade de recorrer para o STJ não deriva directamente de uma norma legal, geral e abstracta, mas antes de um juiz do tribunal da Relação».

 

Depois, adora detestar os Juízes. Sabe que a maioria detesta os Juízes e vai de se juntar à maioria.

Sabe que as coisas não andam nada calmas para o lado da Justiça, lado a que, julgo, também pertence e, "vai de espalhar" a torto e a direito para ser aplaudido não sei por quem.

 

Quanto ao que é dito pelo Desembargador António Martins :

«nenhum cidadão - e o juiz é também um cidadão - está inibido de tecer considerações sobre as alterações legislativas que podem ocorrer ou não na sociedade».

«Aliás, uma sociedade civil é tanto mais participada quanto os cidadãos participem nessas discussões. O juiz continua a ser um cidadão para o efeito»,

 

 -  Concordo em absoluto.

O juiz, não é um mero aplicador da Lei.

Tem a função de a interpretar primeiro e depois de a aplicar. E, o Dr Marinho Pinto sabe muito bem que a Jurisprudência tem vindo a empurrar o legislador algumas vezes muito para a frente como por exemplo nos casos de indemnizações por morte para não citar outros.

 E o cidadão não tem de ter falta de confiança no Juiz por este apontar à lei as suas falhas se as encontra ao aplicá-la.

Pois não é verdade que há sucessivas vezes alterações a Leis e alterações de alterações  e novamente alterações?....

 

E também concordo em absoluto quando o  Sr.Desembargador António Martins diz que o Sr. Bastonário  não pode apontar um Juiz que não tenha aplicado uma lei por não concordar com ela. O que o Juiz pode é julgá-la inconstitucional e levantar a inconstitucionalidade junto do Tribunal competente.

 

Só há uma coisa que me deixa confusa.

Se se cortaram relações com o Sr. Bastonário porque é que o vão desafiar em praça pública? Realmente... Se já o tinham reduzido à indiferença porque o vão hostilizar e responder-lhe nos jornais?

Não será melhor demonstrar por A + B que ele está absolutamente errado, que o que diz não corresponde à realidade; desmembrar um discurso em vez de dar oportunidade a que alguém pense que adoramos detestar o Dr. Marinho tanto quanto ele adora mostrar que nos detesta?

Quanto ao facto de ele já ter sido jornalista, profissão que muito admiro quando exercida ao serviço do direito à informação, não sei se é daí que lhe vem a notícia na hora, sem pensar, tipo: - O repórter não estava lá mas vai de fazer primeira página que está na hora de sair a edição.

E há uma coisa que me continua a preocupar:

Onde andam os tais 4000 euros a mais que ele diz que eu ganho e eu não recebo?!

-----ACCB

 _______________________

 

EMBORA EU NÃO ME ESTEJA A VER NESTAS COISAS VEJAM SÓ A DIFERENÇA EM FRANÇA

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escrito no papiro por ACCB às 07:44
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Amar é assim...não importa o ridículo.....

escrito no papiro por ACCB às 07:29
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Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008

Sobre um Poema

 

Um poema cresce inseguramente
na confusão da carne,
sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.

 

Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
os rios, a grande paz exterior das coisas,
as folhas dormindo o silêncio,
as sementes à beira do vento,
- a hora teatral da posse.


E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.

E já nenhum poder destrói o poema.
Insustentável, único,
invade as órbitas, a face amorfa das paredes,
a miséria dos minutos,
a força sustida das coisas,
a redonda e livre harmonia do mundo.

- Em baixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério.
- E o poema faz-se contra o tempo e a carne.

 

Herberto Helder

escrito no papiro por ACCB às 23:32
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Onde comer e gostar

Alecrim às flores um restaurante em Lisboa na Rua do Alecrim, para quem desce do Largo Camões ao rio Tejo.

 

 

 

O “Alecrim às Flores” é um restaurante com bar e esplanada, localizado em pleno centro histórico da cidade de Lisboa, no prolongamento do Bairro Alto e a meio caminho entre o Chiado e o Cais do Sodré.

 

O espaço actualmente ocupado pelo restaurante foi uma fundição e antes disso funcionou aí a “Cantina Marquês de Pombal”.

 

Entar no Alecrim às Flores é como entrar num pedaço de história da época pombalina de arcadas e abóbadas em pedra e tijolo-burro e lajes da época que  foram recuperados e integrados como elementos cénicos e decorativos.

 

O espaço tem uma atmosfera sóbria quase monástica mas confortável simpática acolhedora .

A cozinha é mediterrânica servida com requinte. Não fora o facto de os empregados serem brasileiros, super simpáticos diga-se, e o toque seria todo bem português.

  

A quem desce a rua do Alecrim aconselho a que antes de virar à direita para descer a escadaria de calçada portuguesa da Travessa do Alecrim, olhe de  frente o espelho do Tejo que em dias como o de hoje era de um azul forte com reflexos de Verão de S. Martinho, se bem que, à saída o vendaval que se fazia sentir já não deixava  o espelho liquido embelezar Lisboa.

A quem sobe a rua do Alecrim imagine ao cimo o Largo Camões e, quem sabe, suba e tome um café na Brasileira.

 

                  Então: - Tchim Tchim À Vossa!                           

 

escrito no papiro por ACCB às 22:31
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deixem-me ser um poema

 

 

( óleo sobre tela- Ricardo Vilela ) 

 

“…deixem-me ser um poema!...

 

 deixem-me ser todo eu um livro… queria ser todo eu algo escrito, algo para dizer ou ser dito!...

 queria ser todo eu um poema para num livro à tua cabeceira pousar, sentir-me ser lido e nas tuas mãos versejar... deixem-me ser um poema!...

sou assim, o poema desta manhã, as palavras desta tarde e os sons desta noite…

sou a manhã deste poema e a tarde destas mesmas palavras, a noite dos sons do fogo que arde... sinto assim a sua fragrância, numa ânsia de palavra dita ou mesmo de palavra escrita...

sinto o odor do poema versejado, ouvido, relido, mirado, querido ou até mesmo odiado... sinto o cheiro da palavra que escrevo ou da palavra que leio...

sinto o poema dentro de mim com a manhã a nascer em ti ouvindo a tarde adormecer na noite do teu sonho de prazer...

sinto-me poema... sinto-me verso… sinto-me palavra... sinto-me viver... deixa-me ouvir... deixa-me ler, porque não quero sentir a dureza do insulto que o silêncio em mim provoca...

não quero ouvir os gritos lancinantes dum silêncio que tanto me choca… quero ouvir as palavras ditas… quero ler as palavras escritas… quero ouvir os sons que elas me trazem… quero ler as tonalidades que elas fazem… quero sentir o impacto do dito… quero sentir o embate do grito...

quero sentir que és… quero sentir que estás... quero sentir as palavras e quero os livros com elas gravadas!...

deixem-me ser um poema!... escrevo assim o poema desta manhã com as palavras da tua tarde e os sons da nossa noite e, se a noite chegar, sem que a manhã tenha surgido, não tenhas receio, não tenhas medo, porque mesmo assim eu te leio...”

 

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LOBICES 2

escrito no papiro por ACCB às 06:52
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Terça-feira, 21 de Outubro de 2008

Uffffffffffffffffffffffffffffff

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escrito no papiro por ACCB às 23:59
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Animal Moribundo

A  trama é  à volta de:-

 

" Um ser humano que não aceita a sua incoerência e que por isso se vulgariza numa consistência oca, inserido numa sociedade que nivela todos os valores por uma bitola controlável e manipulável pela economia e pela política, agravada pelo efeito da globalização ocidentalizada, sem saída à vista a não ser um fechar de portas em torno de si próprio. E neste fechar o único consolo, ao mesmo tempo sinal de decadência e esgotamento da civilização actual.

Concluindo, um romance tanto lúcido como macabro, que ajuda a colocar sobre perspectiva a verdadeira natureza dos comportamentos humanos e sociais.
"

-

A ler.

 

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escrito no papiro por ACCB às 23:43
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2009 - Ano do Consumismo

 

CON SU MISMO  CARRO

CON SU MISMO  SALÁRIO  

CON SU MISMO  IMÓVEL

CON SU MISMO  VESTUARIO 

CON SU MISMO  PAR DE SAPATOS

E SOMENTE SE DEUS QUISER...

CON SU MISMO  TRABALHO ! 


escrito no papiro por ACCB às 07:38
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Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

You light up my life

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escrito no papiro por ACCB às 20:41
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Almoçar ao Sol ainda de Verão

 

 

 Se há prazer que me dê prazer (?!) é o almoçar junto ao mar. Não há sensação mais infinita, mais compensadora, mais relaxante que ficar a ver o mar pelas horas de almoço que entram pelo café dentro. Não há nada mais pleno que sentir, ouvir, respirar o ar envolvente, cheio de um convite a:- "Boa semana" que ainda começou e há tanto para fazer. tanta energia para ganhar. E é ali, naquele pedaço de espaço liquido, que eu procuro a minha força.

-

ACCB

   

 

escrito no papiro por ACCB às 20:19
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Problemática dos galheteiros buracos negros e afins...

 

AQUI    E   AQUI

 

Não sabiam que era assunto de Estado? Eu também não. Mas se pusermos a imaginação a trabalhar até percebemos porquê.

____________________

Elevados montantes de capital perderam-se num "buraco negro"
James Kunstler

  

Afinal o dinheiro foi para o Espaço. Será que vamos todos morar para lá?

 

________________________

Líder socialista saúda resultado obtido por Carlos César

Será que Sócrates vai já iniciar a mudança que tanto ambiciona?

_______________________

 

escrito no papiro por ACCB às 07:31
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O TEU SEGREDO

 

 O mundo diz-te alegre porque o riso
Desabrocha em tua boca, docemente
Como uma flor de luz! Meigo sorriso
Que na tua boca poisa alegremente!

 

Chama-te o mundo alegre. Ai, meu amor,
Só eu inda li bem nessa alegria!…
Também parece alegre a triste cor
Do sol, à tarde, ao despedir-se o dia!…

 

És triste; eu sei. Toda suavidade
Tão roxa, como é roxa uma saudade
É a tua alma, amor, cheia de mágoa.

 

Eu sei que és triste, sei. O meu olhar
Descobriu o segredo, que a cantar
Repoisa nos teus olhos rasos d’água!…

 

Florbela Espanca - Trocando olhares - 06/06/1916

 

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Domingo, 19 de Outubro de 2008

Sonho

( atmosfera maritima - aguarela)

 

Volta até mim, no silêncio da noite
A tua voz que eu amo
E as tuas palavras que eu não esqueço
Volta até mim para que a tua ausência
Não embacie o vidro da memória, nem o transforme
No espelho baço dos meus olhos
Volta com os teus lábios, cujo beijo
Sonhei num estuário...
Vestido com a mortalha da névoa
E traz contigo a maré da manhã
Com que todos os náufragos sonharam

-
(Nuno Júdice)

escrito no papiro por ACCB às 23:13
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Antes do fim - Inverno

Ardente

 

( foto de Isabel Gomes da Silva )

 

  

"Antes do fim terás de pegar no fogo
e fazeres do inverno
a mais ardente das estações."

Eugénio de Andrade

escrito no papiro por ACCB às 18:44
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Levar os filhos a ver a História nas férias

 

E para terminar de falar sobre férias vou acabar onde as mesmas começaram ou seja, fechar com chave de ouro.

 

 
Decidimos fazer 10 dias só nossos, no nosso Portugal e, deliciámo-nos com a nossa arquitectura, com a nossa história, com o nosso cheiro a verde.
 
E contou-se história, descobriu-se história, sonhamos com Pedro Inês na Quinta das Lágrimas, imaginamos os seus amores proibidos, tomamos café e pequeno-almoço no Palácio do Buçaco, palmilhámos Conímbriga e respiramos um Portugal só nosso tão longe de turistas...
 
Usufruímos de uma piscina olímpica onde os livros foram companheiros de tardes...férias...E os miúdos partilharam pedaços seus, dos antepassados que construíram também o presente e ficarão para sempre no futuro.
 
 
E à noite o som de um piano e os jornais não ficam mal por companhia e para quem merece descansar
 
Passar uns dias longe do reboliço das cidades e da languidez da praia e mergulhar no presente e no passado também faz bem a almas portuguesas. Adormecermos no silêncio de algo que foi e ainda é e, acordar para a História que nos fez o passado e construiu o presente, é bom para quem será Futuro.
E foi o que fizemos.
Uma estadia pelo Luso e Buçaco com uma visita pelos arredores.
Muito para ver a aprender. Tudo para contar.
 
E daí vamos lá a Coimbra ver a cidade histórica, olhar o Mondego ver a Universidade e imaginar os  estudantes que estão de férias, rever Santa Clara e sonhar com a imagem de Inês Castro  que ainda percorre os jardins da Quinta das Lágrimas em busca de Pedro.
 
Ouvir o fado, talvez entrar na  biblioteca e no  museu Machado Castro.
 E porque não dar um pulo a um dos mais bonitos locais portugueses junto da água?
Paúl de Arzila  situado nas margens do Mondego?
 
E ir a Conímbriga logo ali confrontarmo-nos com pedaços de Romanização.
 
 
E digo-vos:- VALE MUITO A PENA VIAJAR CÁ DENTRO.
Que bom...Para o ano...há mais e aquela sequoia estará maior.
 
ACCB
escrito no papiro por ACCB às 02:30
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Sábado, 18 de Outubro de 2008

Sondagem em Olhar Direito

 

 

Ao entrar num Tribunal todas as pessoas deviam

ser identificadas e revistadas?

 

SIM
  82 (73%)
 
NAO
  18 (16%)
 
Talvez
  9 (8%)
 
Nao sabe \ nao responde
  3 (2%)
 


No Blog Olhar Direito , em que também colaboro, foi feita uma sondagem sobre uma questão relacionada com a segurança dos Tribunais. Aqui têm  o resultado. Demonstrativo não?Continuaremos a pensar que " o povo é sereno "?!

escrito no papiro por ACCB às 23:59
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De Novo bem perto de si

Santana Lopes é assim uma espécie de Super Herói daqueles de filmes com efeitos especiais. Leva pancada de todo o lado mas aparece sempre impecável, cai e amarrota-se mas na cena seguinte aparece de pé sem manchas e sem vincos. Vai ao tapete, mas nunca se despenteia nem desiste.

Os cabelinhos, já poucos é certo, nunca saem do sítio nem com i nem sem i e com gel.

Santana Lopes é assim aquela espécie de galã que não descola mas também não cola.

Digno de um filme de ficção.

Jurou afastar-se mas aí vem ele em direcção à Câmara de Lisboa, e o pior é que Manuela Ferreira Leite até lhe dá jeito que ele seja um super herói daqueles que nunca desistem mesmo atropelados por uma máquina gigantesca.

Podia entrar num filme que tivesse assim o I o II e o III . Não género Rambo mas mais género os Piratas das Caraíbas ou, quem sabe, podia ser o novo 007. UAU!

 

Por seu turno José Sócrates surpreende pelo entusiasmo. Ele é todo entusiasmo, ele quer mudar, ele defende a mudança, ele aposta na Mudança ele exige a Mudança!..

Será que quer dar a vitória a Santana ou a Manuela Ferreira Leite?!

É que ainda não percebi bem porque é que ele anda tão empolgado com a Mudança e a deseja tanto. Será alguma candidata à CML?

_

ACCB

 

 

escrito no papiro por ACCB às 22:32
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De Perfil

Sobre mim

Sou alguém que escreve por gostar de escrever. Quem escreve não pode censurar o que cria e não pode pensar que alguém o fará. Mesmo que o pense não pode deixar que esse limite o condicione. Senão: Nada feito. Como dizia Alves Redol “ A diferença entre um escritor e um aprendiz, ou um medíocre, é que naquele nunca a paixão se faz retórica.” online

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