Quarta-feira, 28 de Junho de 2006

Há pessoas que Nunca vão perceber.


"(...) Tinham-se ligado um ao outro sem querer, duma forma natural. Sem saber, o Principezinho tinha aprendido o segredo da amizade com a raposa.
.
Como lhe explica a Raposa, a amizade consiste precisamente nesse paciente processo de aprendizagem progressiva e nessa descoberta recíproca da confiança que acontece quando dois seres são «cativados» um pelo outro.
.
No amor, como em tudo o que possui valor para o ser humano, é absurdo pretender «poupar» tempo, como o fazem as «pessoas crescidas», e querer colher frutos antes de florirem e amadurecerem.
.
A pressa, a insistência, a precipitação só lhe podem causar dano, pois os mais tímidos e sensíveis, os mais pudicos e apaixonados dos enamorados precisam de um longo tempo de aproximação que lhes permita desfazerem-se de qualquer receio do «caçador» e habituarem-se progressivamente à presença do outro, entregando-se-lhe de dia para dia um pouco mais.

Não se pode comprar o afecto, a confiança, a ternura ou a elevação da alma que possibilita a presença do outro, daquele que se ama.

Mas pode descobrir-se a pouco e pouco a linguagem dos seus olhos, as suas expressões, os seus gestos – tudo aquilo que faz com que se inaugure uma relação infinitamente preciosa e única, de valor incomparável.
É isso que a raposa lhe tenta ensinar. A amar.

.[...]Não há amizade que não se submeta às leis de tal “cerimonial”, da sacralização ritual do tempo vulgar, para que a presença se dê interiormente.”
.
O Essencial é Invisível, uma leitura psicanalítica de O Principezinho, pp. 45-48 "Eugen Drewermann.
escrito no papiro por ACCB às 21:56
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Segunda-feira, 26 de Junho de 2006

...




*
"Não, não finjas ciúmes, que nos ofendes aos dois.
Em nenhum lugar te poderia amar como ali, pacificado.
E uma paixão que navega em águas de calmaria é inigualável, minha querida.
Afinal, quantos veleiros conseguem navegar a todo o pano sem vento?"
*
Júlio Machado Vaz
escrito no papiro por ACCB às 23:23
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Recordações

Foto 25.6.06 - José Colaço - http://colacojose.blogspot.com/

Fico suspensa no sonho...
nada em redor existe
para além do teu olhar.
.
Não é azul mas é etéreo...
Não é liquido
Mas cheira a mar.
.
Há uma neblina de sentidos
Um toque leve
que se desenha no ar
.
Pareço ter vontade de existir
ali,...contigo
mas o que sinto
é apenas vontade de sonhar.
.
ACCB-
CleopatraMoon
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escrito no papiro por ACCB às 15:34
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...

( Lisboa e o Tejo - Abel Manta)




Não sei se é o tom do teu silêncio ou, talvez
Seja, a forma como deixas suspensos os pensamentos …
Não sei se é o calor doce da tua voz
Na procura incessante deste meu olhar…
Sei que desperta de súbito o desejo subtil e quente
E não resisto a tecer a elipse entre o rosto e o gesto.

Fica-me nos dedos o aroma de um querer mais
Ficam-me nos sentidos as palavras que não digo
Registas o momento e guardo-o também eu no tempo.
E no descansar sereno e quase intocável da tua mão na minha
Fica um desejo e uma certeza de impossível ou inacreditável.”


Outubro de 2003
escrito no papiro por ACCB às 00:02
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Domingo, 25 de Junho de 2006

PORTUGAL OLÉ!!!!!PORTUGAL OLÉ !!!


**
"Ó Pá! " Vocês desculpem mas eu hoje não resisto.
Eu até nem só de ir em futebóis, mas hoje não resisti a torcer por... NÓS!
Assim, deixem-me dizer:
:
Chuva de Cartões!!
Primeiro: um KO ao Cristiano.
Nada de mais. Valeu apenas um cartão amarelo.
Depois um desespero colectivo vermelho e verde porque o rapaz lá se foi choroso. E mal. Muito mal!
Passámos a jogar com 10.
Logo a seguir "enfaralharam-se" todos e, vai daí, 10 a 10, que golos, era só um por enquanto.
Chapada puxa chapada encontrão e pontapé e vai uma cabeçada de pugilista do Figo no holandês com cara de ranhoso de Amesterdão Rua cor de rosa no fim do mês.
A coisa ficou preta foi quando o Deco disse que não jogava e desatou a agarrar a bola para os outros não jogarem também.
O árbitro bem quis não ter mão "naquilo" - no jogo! - mas, às tantas, pensou que só uma chuva de amarelos e vermelhinhos os segurava a todos e, não se poupou no papel.
Vai na volta ganhámos e MAINADA!!!
O 1º golo, dizia a TV, foi marcado aos 23 minutos.
Os outros não vi.
Acabámos 9 a 9 - jogadores!!!
Já estamos nos quartos!
De final claro.
Oléééé PORTUGAl OLéééé!
.
***************
:ACCB -
escrito no papiro por ACCB às 20:12
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Morrer de amor


*
Morrer de amor
ao pé da tua boca
Desfalecer
à pele
do sorriso
Sufocar de prazer
com o teu corpo
Trocar tudo por ti
se for preciso
.
Maria Teresa Horta
escrito no papiro por ACCB às 18:37
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Sábado, 24 de Junho de 2006

JukeBox una mágica invencione!


Quem não se recorda???!! ....
:
Quem não gosta de música desta.
A minha filhota?
O meu filhote?
não. toda a gente gosta!
Nesta Juke Box
poderão escutar mais de 300 músicas desde 1956 a 1960.
Experimentem.
vale a pena!!!
*
Encontrei esta pequena maravilha aqui .http://semdiscussao.blogspot.com/
*
escrito no papiro por ACCB às 17:41
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Quarta-feira, 21 de Junho de 2006

Diferença é

*

Diferença é
Aquilo que é secreto
à tua beira
e longe de ti se torna
tão corrente
.
Aquilo que é vulgar
longe de ti
mas se estás perto
se torna tão diferente
.
Aquilo que é mistério
indecifrável
se te aproximas até à minha
cama
.
E que se torna
raivosamente instável
se por acaso não dizes que me amas
.
Aquilo que é segredo
se o não escutas
e a tua beira fica
desvairado
.
Maria Teresa Horta
escrito no papiro por ACCB às 18:48
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Terça-feira, 20 de Junho de 2006

À minha Professora da instrução Primária














Instrução Primária
.
Não saibas: imagina...
Deixa falar o mestre, e devaneia...
A velhice é que sabe, e apenas sabe
Que o mar não cabe
Na poça que a inocência abre na areia.
.
Sonha! Inventa um alfabeto
De ilusões...
Um a-bê-cê secreto
Que soletres à margem das lições...
Voa pela janela
De encontro a qualquer sol que te sorria!
.
Asas?
Não são precisas:
Vais ao colo das brisas,
Aias da fantasia...
.
(Miguel Torga, 18/Abr/1962)
escrito no papiro por ACCB às 12:05
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Segunda-feira, 19 de Junho de 2006

Saudade

(ACCB - Tunisia - Sidibusaid )

Não tenho nada para te dar
................................Porque o nada é tão profundo
que nunca sairá à superficie
A ferida é tão doída
................................que o mais leve toque dói
Não tenho nada para te dar
Nada à tua espera
.................................nem flores à espera de que chegues
........................................................................para florirem
................................nem frutos verdes à espera de que chegues
........................................................................para "amadurarem"
Não tenho nada para te dar
porque tudo o que tenho
........................................................................sou eu .
.
( 1989 )
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escrito no papiro por ACCB às 23:24
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Domingo, 18 de Junho de 2006

Ruth Garcês - 1ª Mulher Juíza Portuguesa


*
Faleceu a Drª Ruth Garcês, 10.6.06, primeira mulher a ingressar na Magistratura, Juiz Desembargadora Jubilada e fundadora da Associação Portuguesa de Mulheres Juízes .
.
Licenciada em Direito, dois anos antes de eu nascer, pela Faculdade de Direito de Coimbra.
Só depois da revolução dos cravos e já em Lisboa, opta pela magistratura, ingressando na carreira de juiz de direito em 1977.
.
A sua forma de estar na Vida chocou muitos e espantou outros.
Mulher de coragem e de extremos, aqui fica a lembrança de nunca a esquecer pela diferença de um perfil que marcou, não importam as razões.
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No seu livro “Eu Juiz me Confesso”, um livro onde toca em várias feridas do sistema judicial português, denuncia a relação perigosa entre política e justiça.
Dona de uma personalidade forte e exuberante, Ruth Garcez foi também fadista e fundadora da Associação Portuguesa das Mulheres Juízes, algumas das razões que levaram Jorge Sampaio, então Presidente da República, a condecorá-la.
.
Até sempre Mulher-Juíza.
*
escrito no papiro por ACCB às 11:45
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1º Depoimento escrito - artº 12º DL 108/06 de 8.6

.
.
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Ex Mo Sr. Dr. Meritíssimo Juiz da Comarca escolhida pelo Augusto.

Eu Manuel João Augusto da Silva, nascido no ano da graça de nosso senhor Jesus Cristo, 1953 anos depois dele, e no dia de S. Martinho, morador na R. do Sol ao Rato, nº 13. - 3º DTo, comprade do R. João e amigo do A. Augusto, consciente de que se não disser a verdade verdadinha me arrisco a bater com os costados numa sala de Tribunal, onde não quis ir desta vez porque não me dava jeito e acho chato estar à espera que me chamem duas horas, venho assim contar a Vossa Excelência Meritíssima o que me pediram para contar.
.
Espero que este meu depoimento escrito o vá encontrar de boa saúde assim como todos os que lhe são mais queridos.
Eu e a minha família, cá vamos indo bem, na graça de Deus e, tudo continuaria bem, não fora a necessidade que a lei me impôs de escrever a Vossa Excelência meritíssima o que aconteceu à empresa do meu amigo João da Silva Pereira no dia 28 do mês que já não lembro e, creio que no ano em que nasceu a minha filha.
Ora, tendo a cachopa já 12 anos de idade, é só o Sr. Juiz fazer as contas que vê logo se coincide com a tal questão que ao que parece levou o tal tipo que se chama Augusto, a meter o meu compadre em Tribunal.
.
Ora bem, aquilo foi na verdade uma salganhada das piores.O que eu sei é que eles queriam formar uma sociedade e o tal Augusto ofereceu-se para avançar com o capital, porque o meu compadre coitado não tinha um “tusto” nem para mandar cantar um cego.O outro, o Augusto, avançou com metade do dinheiro mas agora diz que avançou com todo.
E vai daí o meu compadre até hoje não pagou ainda nada do capital.
A empresa também não deu qualquer lucro.
Eles nem sequer abriram.
O pior é que o Augusto nunca mais viu o dinheirinho.
E agora diz que o quer.
Foi o que ele me disse.
E assim estou a escrever a Vossa Excelência para que veja se resolve isto da melhor maneira.
É que o Augusto pediu-me pela alma da mãezinha dele para lhe escrever isto.
E como eu tinha a mãezinha dele em muita consideração, não desfazendo no meu compadre João, aqui estou a contar o que me pediram.
Desejo que fique bem e todos os seus.
As férias estão próximas, espero que tenha umas boas férias.
Eu por mim este ano vou passá-las a Marbella a uma casa que o Augusto por lá tem.Se Vossa excelência quiser aparecer, tem lá uma casa ás suas ordens.: Calle de la Mentira Encravada, em frente à la praia – rés de chaussé.
Sem mais, espero, aqui ficam os meus melhores cumprimentos.
Boas decisões e rápidas que é o que se quer.
.
Manuel João Augusto da Silva
.
PS: Se Vossa Excelência Meritíssima entender que, depois deste meu depoimento que poderei também enviar por mail, não se encontra esclarecido, terei todo o gosto em visitá-lo no seu local de trabalho ou em recebê-lo na minha modesta casa na R. do Sol ao Rato para responder ás curiosidades que queira ver esclarecidas......
escrito no papiro por ACCB às 00:24
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Sexta-feira, 16 de Junho de 2006

Poetisas Portuguesas ( ou quase )

Lua Adversa.
Tenho fases, como a lua.

Fases de andar escondida,

fases de vir para a rua...

Perdição da minha vida!

Perdição da vida minha!

Tenho fases de ser tua,

tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vem,

no secreto calendário

que um astrólogo arbitrário

inventou para meu uso.

E roda a melancolia

seu interminável fuso!

Não me encontro com ninguém

(tenho fases, como a lua...)

No dia de alguém ser meu

não é dia de eu ser sua...

E, quando chega esse dia,

o outro desapareceu....

CECÍLIA MEIRELES

*

**

JARDIM DE INVERNO

--- Fim de Outono...

Pedaço de qualquer coisa

Que nos falta...

Rio de leito morno...

Pássaro que pia e poisa,

Esperando a lua, noite alta!.

--- Chega o inverno.

O desalento da friagem,

Injúrias de um inferno,

As ilusões...

Sente-se a louca viragem,

Morrem tristes as paixões,

Vem a mágoa.

Sofrendo, o corpo em lancidão

Espera a morte...

Mitiga a sede na água

Que há no sangue do coração

E ainda verte por tal sorte.......

Volta a esperança.

Uma nova vida vem,

Aliviar o inferno!

E com o amor dessa criança,

A avó sente que ainda tem,

Um lindo Jardim de Inverno....

.

Lisboa, Fevereiro de 1977.

Esmeralda Gonçalves

**

NAS ASAS DE UMA GAIVOTA


.
Nas asas de uma gaivota
está a calma de um sol poente
estão vidas pintadas a pastel
está uma nostalgia quente
.
Nas asas de uma gaivota
está o cheiro vivo a maresia
estão as manhãs frescas de luz
está a azáfama crescente do dia
.
Nas asas de uma gaivota
estão Alfama e a Madragoa
está o pregão da varina
está o fado, está Lisboa
.
Nas asas de uma gaivota
estão intermináveis danças
está a liberdade urgente
estão sonhos, estão esperanças
.
Nas asas de uma gaivota
está o beijo, a ansiedade
a despedida apertada
está o olhar, está a saudade
.
MCB 06

http://darksidemorgana.blogspot.com/

*

BEBIDO O LUAR

Bebido o luar,
ébrios de horizontes,
Julgamos que viver era abraçar
O rumor dos pinhais, o azul dos montes
E todos os jardins verdes do mar.

Mas solitários somos e passamos,
Não são nossos os frutos nem as flores,
O céu e o mar apagam-se exteriores
E tornam-se os fantasmas que sonhamos.

Por que jardins que nós não colheremos,
Límpidos nas auroras a nascer,
Por que o céu e o mar se não seremos
Nunca os deuses capazes de os viver.*
**
*
Sophia de Mello Breyner Andresen
*

escrito no papiro por ACCB às 22:20
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Poema do dia -16.6.06





O sangue das minhas veias anda nu

À tua espera
A voz esqueceu
A ilusão fria não tem cor
E a pálida lua arrefeceu
Mas o sonho não morreu
Cria, cresce e gera
.
Claro que te dou as minhas asas
Elas são tuas
E o meu colo
Também é teu
Tu tens já mais de mim do que eu
Eu não me quero
O teu sonho é o meu abrigo
Apenas o teu ser é desejo
Leva tudo o que quiseres
Ou então fica comigo
.
JoãoSeVivas -
http://joaosevivas.blogspot.com/

Queria-te aqui
Ao meu colo
Poder amparar-te nos meus braços
Dar-te o meu calor
Mergulhar os olhos na ternura das tuas mãos
Queria-te em qualquer lugar
Aonde o destino quebrasse a cara
E abrisse o incerto dos nossos passos
Quero-te em mim
Aonde todos os dias te encontro
Quando mergulho e em ti respiro
Eu te amo
Irreversível e definitivamente
E tudo é um sonho até esta dor de te dizer adeus sem te ter
És a flor eloquente quando acabam todas as palavras
És a manhã sem traumas aonde o sol brilha em paz
E por te amar assim não te quero
A não ser livre,
Por isso te amo
.
posted by João at
12:58 AM

escrito no papiro por ACCB às 20:32
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Quinta-feira, 15 de Junho de 2006

GIRO



http://jacksonpollock.org/
*
Experimentem
É muito engraçado.
Mudem as cores clicando no rato quer do lado direito quer do lado esquerdo.
Depois assinem se conseguirem!
.
escrito no papiro por ACCB às 09:48
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Terça-feira, 13 de Junho de 2006

A um dos meus Poetas preferidos - HOJE - 13.6.05-13.6.06

( Klimt - O Abraço )
.

Húmido de beijos e de lágrimas,
ardor da terra com sabor a mar,
o teu corpo perdia-se no meu.
(Vontade de ser barco ou de cantar.)
*
EUGÉNIO DE ANDRADE
*
***
Corpo Habitado
Corpo num horizonte de água,
corpo aberto
à lenta embriaguez dos dedos,
corpo defendido
pelo fulgor das maçãs,
rendido de colina em colina,
corpo amorosamente humedecido
pelo sol dócil da língua.
Corpo com gosto a erva rasa
de secreto jardim,
corpo onde entro em casa,
corpo onde me deito
para sugar o silêncio,
ouvir
o rumor das espigas,
respirar
a doçura escuríssima das silvas.
Corpo de mil bocas,
e todas fulvas de alegria,
todas para sorver,
todas para morder até que um grito
irrompa das entranhas,
e suba às torres,
e suplique um punhal.
Corpo para entregar às lágrimas.
Corpo para morrer.
Corpo para beber até ao fim -
meu oceano breve
e branco,
minha secreta embarcação,
meu vento favorável,
minha vária, sempre incerta
navegação.
**
*
escrito no papiro por ACCB às 21:41
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...


*
Há homens que ficam na História.
Há Homens que fazem História.
Pelo seu perfil frontal, movidos que são por uma vontade férrea de que o Mundo se mude à força de palavras e de conhecimento, ainda que não tenham razão.
Independentemente da sua cor politica.
*
Por coincidência, hoje que faz 1 ano que faleceu Álvaro Cunhal, foi a enterrar
a sua mulher.
*
13.6.05/ 13.6.06
escrito no papiro por ACCB às 20:13
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Segunda-feira, 12 de Junho de 2006

Oh Noite de Stº António !...


"Festas dos Santos Populares entre as melhores da Europa

As Festas dos Santos Populares de Lisboa foram seleccionadas entre as 20 melhores festividades locais da Europa por uma organização holandesa que observa e promove este tipo de eventos.
Alegria, originalidade e inovação são os critérios fundamentais em que se baseia a selecção dos eventos que têm de ser abertos a todo o público, realizarem-se anualmente e no mesmo local.
A selecção considera ainda a competência da organização e a qualidade da comunicação com o público.
A LocalFestivities.com, responsável pela selecção, assinala a natureza de celebração em honra de três santos populares das Festas de Lisboa, referindo o desfile das marchas, concertos musicais, exposições, competições desportivas e as “sardinhadas”. "
*
Português de nascimento, Fernando de Bulhões de seu nome de baptismo,
Santo António nasceu em Lisboa em 1195, andou por Marrocos, naufragou, e em Itália colaborou com São Francisco de Assis.
.
Hoje é um dos santos mais populares e famosos, em particular em Portugal (onde nasceu)
e em Itália (onde morreu em 1231, com 36 anos).
.
escrito no papiro por ACCB às 22:46
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Domingo, 11 de Junho de 2006

...

( Foto Mar das Caraíbas - 2006) - ACCB

*
-----
Quero amar-te lenta, mas intensamente
Como se todo o tempo fosse nosso
Como se todo o mundo fosse nosso
Como se não houvesse mais nada para fazer do que amar te
E contemplar-te
Como se nem sequer houvesse tempo
Só nós e o Paraíso.

*
PG- inspirado em Joaquim Pessoa
escrito no papiro por ACCB às 22:22
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Sábado, 10 de Junho de 2006

10 de Junho



Os Lusíadas - Canto I
.
1As armas e os barões assinalados,
Que da ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados,
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;
.
2E também as memórias gloriosas
Daqueles Reis, que foram dilatando
A Fé, o Império, e as terras viciosas
De África e de Ásia andaram devastando;
E aqueles, que por obras valerosas
Se vão da lei da morte libertando;
Cantando espalharei por toda parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.
.
3Cessem do sábio Grego e do Troiano
As navegações grandes que fizeram;
Cale-se de Alexandro e de Trajano
A fama das vitórias que tiveram;
Que eu canto o peito ilustre Lusitano,
A quem Neptuno e Marte obedeceram:
Cesse tudo o que a Musa antígua canta,
Que outro valor mais alto se alevanta.
::::::
escrito no papiro por ACCB às 12:58
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Sexta-feira, 9 de Junho de 2006

Fazer amor












.
Tantas vezes que nos beijamos
numa simples palavra
e nos desejamos a uma simples virgula.
Tantas vezes que os meus lábios tocaram os teus
entre duas letras
e os meus dedos percorrem teu corpo
numa frase.
Tantas vezes que me envolves num parágrafo
e depois me acaricias como a uma criança
numa sílaba.
Fazemos amor ao escrever
o amor mais puro de quatro letras
Beijamo-nos em cada sílaba da palavra Beijo
e olhamo-nos nos olhos mais puros
das palavras que inventamos
(1989 )
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escrito no papiro por ACCB às 23:26
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Eu não sei quem te perdeu

*

Quando veio, mostrou-me as mãos vazias
as mãos como os meus dias
tão leves e banais.
E pediu-me que lhe levasse o medo,
eu disse-lhe um segredo:
"não partas nunca mais".
.
E dançou,
rodou no chão molhado,
num beijo apertado
de barco contra o cais.
.
E uma asa voa a cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
e eu não sei quem te perdeu.
.
Abraçou-me
Como se abraça o tempo,
A vida num momento
Em gestos nunca iguais.
E parou,
cantou contra o meu peito
num beijo imperfeito
roubado nos umbrais.
.
E partiu,
sem me dizer o nome,
levando-me o perfume
de tantas noites mais.
.
E uma asa voa a cada beijo teu,
esta noite sou dono do céu
e eu não sei quem te perdeu.
*
.
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From the album "Momento"
escrito no papiro por ACCB às 22:10
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Gravata Parisiense II

Pois bem, acho que chegou a altura de eu,...moi meme,...je.... dizer o que faria com uma gravata parisiense..Faria exactamente o mesmo que faço a outra qualquer gravata...francesa ou não.
Depende de a quem pertencer o pescoço de quem a usa!! ...Fetiche?
Talvez.
Afinal todos temos fraquezas!
Se a gravata é parisiense ou não, pouco me importa.
Só exijo que não seja PIROSA!.....
Detesto homens com manias de gravatas parisienses....Ora agora não se fazer a uma gravata, só porque veio de Paris, o mesmo que se faz a outra qualquer que não veio de Paris!!...
........................
Sabem o que eu acho que se deve fazer a uma gravata parisiense de alguém que tem a mania que uma gravata parisiense não é o igual a uma outra qualquer gravata???? (UFFFF)
.
Pois vejam a imagem!!!E não se escandalizem por favor!
.
(Especialmente os que possuem gravatas parisienses! ;)
escrito no papiro por ACCB às 21:48
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Sábado, 3 de Junho de 2006

Gravata Parisiense

´
```
^
´
Que é que vocês fariam a/com uma gravata
*
vinda de Paris??
*
*
*
*
Puxem pela imaginação homens e mulheres!
**
*
escrito no papiro por ACCB às 21:34
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Só tinha de ser com Você / ainda Sintra



Elis e Tom
.
.
Companhia brasileira homenageia Elis Regina e Tom Jobim no arranque do festival de Sintra.
A partir de hoje à noite, a música e a dança animam Sintra durante quase dois meses num Festival repleto de propostas artísticas.
.
41.ª edição do Festival de Sintra arrancou hoje no Centro Cultural Olga Cadaval, às 21h30, com a estreia europeia de ‘Só Tinha de Ser Com Você’, pela Quasar Cª de Dança, uma homenagem dançada a Tom Jobim e Elis Regina.
.
O espectáculo é coreografado e dirigido por Henrique Rodovalho.
.
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escrito no papiro por ACCB às 21:04
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Sexta-feira, 2 de Junho de 2006

Também pelo 1 de Junho


*
Uma Avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos
outros.
.
As Avós não têm nada para fazer, é só estarem ali.
.
Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam as flores bonitas
nem as lagartas.
.
Nunca dizem "Despacha-te!"
.
Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos.
.
Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior.
.
As Avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes.
.
Quando nos contam histórias, nunca saltam bocados e nunca se importam de
contar a mesma história várias vezes.
.
As Avós são as únicas pessoas grandes que têm sempre tempo.
.
Não são tão fracas como dizem, apesar de morreram mais vezes do que nós.
.
Toda a gente deve fazer o possível por ter uma
Avó,
principalmente se não tiver televisão.»
.
(Definições de Avó feitas por crianças de várias idades)
escrito no papiro por ACCB às 23:35
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Quinta-feira, 1 de Junho de 2006

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escrito no papiro por ACCB às 11:28
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DIA 1 de JUNHO

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SEM IMAGEM PORQUE NÂO CONSIGO COLOCAR AQUI NENHUMA!!!
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.1. As minhas mãos são pequenas:
por favor não esperem a perfeição ao fazer a cama, desenhar, atirar e agarrar uma bola.
As minhas pernas são pequenas:
por favor abrandem para eu vos poder acompanhar.
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2. Preciso de encorajamento para crescer.
Por favor sejam brandos nas vossas críticas.
Lembrem-se: podem criticar o que faço sem me criticarem a mim.
*
3. Os meus olhos não vêem o mundo do mesmo modo que os vossos.
Por favor deixem-me explorá-lo em segurança.
Não me impeçam de o fazer sem necessidade.
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4. Os meus sentimentos ainda estão tenros.
Não impliquem comigo o tempo todo.
Tratem-me como desejariam ser tratados.
*
5. As tarefas domésticas estão sempre a precisar de ser feitas.
Só sou pequeno por pouco tempo.
Por favor percam tempo a explicar-me as coisas deste fantástico mundo em que vivemos e façam-no de boa vontade.
*
6. Por favor não vão "fazer por cima" tudo o que eu faço.
Isso dá-me a ideia de que os meus esforços nunca alcançam as vossas expectativas.
Sei que é difícil, mas não me comparem a outras crianças.
*
7. A minha existência é uma dádiva.
Cuidem de mim como é esperado, responsabilizando-me pelas minhas acções, dando-me linhas de orientação e disciplinem-me de um modo afectuoso.
*
8. Por favor não tenham medo de ir passar fora um fim-de-semana.
Os filhos precisam de férias dos pais como os pais precisam de férias dos filhos.
É uma bela maneira de mostrarem como a vossa relação é especial.
*
9. Por favor dêem-me a liberdade para tomar decisões que me dizem respeito.
Deixem-me falhar, para que eu possa aprender com os meus erros.
Assim, um dia estarei preparado para tomar as decisões que a vida me exigirá.
*
10. Por favor dêem-me todas as oportunidades para eu aprender e bons exemplos para eu seguir.
Assim poderei tornar-me numa pessoa verdadeira, recta e humana.
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Após a 2ª Grande Guerra Mundial, as crianças de todo o Mundo enfrentavam grandes dificuldades, a alimentação era deficiente, os cuidados médicos eram escassos. Os pais não tinham dinheiro, viviam com muitas dificuldades, retiravam os filhos da Escola e punham-nos a trabalhar de sol a sol. Mais de metade das crianças Europeias não sabia ler nem escrever.Em 1950, a Federação Democrática Internacional das Mulheres, propôs às Nações Unidas que se comemorasse um dia dedicado a todas as crianças do Mundo.Os Estados Membros das Nações Unidas, - ONU - reconhecendo que as crianças, independentemente da raça, cor, sexo, religião e origem nacional ou social, necessitam de cuidados e atenções especiais, precisam de ser compreendidas, preparadas e educadas de modo a terem possibilidades de usufruir de um futuro condigno e risonho, propuseram o Dia 1 de Junho, como Dia Mundial da Criança.Nunca é demais lembrar, até porque poucas vezes isso tem sido feito, quais os direitos que assistem especificamente às crianças, e que estão consagrados na
Convenção sobre os Direitos da Criança que foi elaborada em 1989 pelas Nações Unidas, que tiveram em consideração, entre outras coisas, o indicado na Declaração dos Direitos da Criança, adoptada em 20 de Novembro de 1959 pela Assembleia Geral desta Organização, que dizia que “a criança, por motivo da sua falta de maturidade física e intelectual, tem necessidade de uma protecção e cuidados especiais...”.A ONU reconheceu também que “em todos os países do mundo há crianças que vivem em condições particularmente difíceis e a quem importa assegurar uma atenção especial, tendo devidamente em conta a importância das tradições e valores culturais de cada povo para a protecção e o desenvolvimento harmonioso da criança e a importância da cooperação internacional para a melhoria das condições de vida das crianças em todos os países, em particular nos países em desenvolvimento.”
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escrito no papiro por ACCB às 00:34
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Sobre mim

Sou alguém que escreve por gostar de escrever. Quem escreve não pode censurar o que cria e não pode pensar que alguém o fará. Mesmo que o pense não pode deixar que esse limite o condicione. Senão: Nada feito. Como dizia Alves Redol “ A diferença entre um escritor e um aprendiz, ou um medíocre, é que naquele nunca a paixão se faz retórica.” online

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